BAÚ DE FILMES

Abril 29, 2008


Quebrando a Banca



É impressionante o fascínio que o mundo de Vegas exerce sobre os “pobres mortais” (seria pela promessa de se tornar milionário da noite pro dia?). O cinema vira-e-mexe se entrega a este fascínio, seduzindo o grande público com filmes bacanas como a cinessérie Onze Homens ou bobagens como 3000 Milhas para o Inferno (com Kevin Costner).

QUEBRANDO A BANCA, de Robert Luketic (diretor operário padrão) é baseado em fatos reais sobre um grupo de estudantes de uma universidade que, liderados por um experiente professor, criam um método para ganhar dinheiro, em Vegas, com apostas na mesa do jogo de cartas 21.

Misto de Onze Homens com o suspense Cartas na Mesa, mesmo sendo um filme simpático e divertido – como entretenimento – peca pelo seu roteiro, extremamente, formulaico. É aquela velha sensação de deja vu, rapaz inteligente necessitando de dinheiro para pagar a faculdade abre mão de seus amigos e estudos quando se deixa seduzir pelo “lado negro” das apostas de Las Vegas, mais óbvio impossível, né?

Pelo menos, QUEBRANDO A BANCA, acerta na escalação de seu protagonista, Jum Sturgess (visto recentemente em Across the Universe), como protagonista o guri carrega o filmes nas costas – quando o roteiro permite – roubando cenas de atores consagrados como Kevin Spacey – também produtor – e Laurence Fishbourne.

Quebrando a Banca: 6,0
(21, Eua, 2008)
Direção: Robert Luketic
Roteiro: Peter Steinfeld, Allan Loeb
Com: Jim Sturgess, Kate Bosworth, Kevin Spacey, Laurence Fishburne, Liza Lapira, Aaron Yoo, Jacob Pitts. 123 min. Sony


Abril 21, 2008


Destaques da Semana - que passou - em DVD


Não vou nem comentar nada!!

A Vida dos Outros: Película vencedora de diversos prêmios, como o Oscar de Filme Estrangeiro, além de ter sido indicado ao Globo de Ouro. O filme é baseado em fatos reais, no sistema de observação que foi desenvolvido pela Alemanha Oriental para vigiar seus cidadãos durante a Guerra Fria. Durante os anos 80, o Ministro da Cultura acaba se interessando por uma atriz popular que é casada com um importante intelectual. Logo, o político os acusa de serem contrários às idéias comunistas propagadas pelo governo e um agente do serviço secreto é escolhido para observar o suposto casal de traidores. O enviado acaba se envolvendo com a vida deles e a descobre cada vez mais interessante. Com certeza o lançamento mais esperado da semana.

2h37: O título dessa curiosa produção se refere ao horário em que os seis personagens da trama se vêem envolvidos em diferentes situações comuns da juventude, mas que os unem de alguma maneira. São seis estudantes que vivem momentos decisivos em suas jovens vidas: uma gravidez indesejada desmascara um segredo; um confiante jogador de futebol descobre que nem tudo é perfeito em sua vida; um rapaz precisa aturar as provocações diárias dos colegas; uma bela garota luta contra distúrbios alimentares; um estudante se esforça para ganhar a aprovação dos pais e outro mergulha no mundo das drogas. Um deles irá acabar com a própria vida, e assim, de alguma forma, afetar a de todos os outros. Bastante interessante exercício narrativo, lembra a recente produção de Gus Van Sant, Elefante.

Hitman: Na trama, o agente 47 (Timothy Olyphant) foi criado para ser um matador de aluguel. Suas armas mais poderosas são a ousadia, assim como o orgulho e o brio que tem na execução de seu trabalho. O número 47 representa os dois últimos dígitos do código de barras tatuado em sua nuca, e é também o único nome que ele possui. Mas o dia passa a ser da caça quando 47 se vê envolvido em um golpe político. Tanto a Interpol quanto os militares russos perseguem o assassino profissional pela Europa Oriental, enquanto ele tenta descobrir quem tramou contra ele e por que estão tentando tirá-lo da jogada. E a maior ameaça à sua sobrevivência talvez sejam sua própria consciência e as emoções desconhecidas que uma garota bonita e sofrida desperta nele. Com rápida passagem pelos cinemas este filme de ação pecou pela pouco expressividade da sua produção e elenco.

P2 - Sem Saída: Na noite de Natal, uma mulher é a última a sair do escritório. Ela vai pegar seu carro em uma garagem já deserta, mas o veículo teima em não ligar. Para piorar a situação, ela também já está atrasada para o jantar em família e seu telefone celular não está pegando. É quando surge um simpático vigia que lhe oferece ajuda. Ele pergunta a ela se não estaria interessada em passar a ceia com ele, preparada no escritório da garagem. Ela acaba não levando muito a sério o convite e, antes mesmo que perceba qualquer movimentação, é nocauteada. Quando acorda, está amarrada em uma cadeira no escritório do vigia e percebe que o convite não era opcional. Agora, sozinha com esse perigoso homem, a única forma de chegar viva à manhã do dia seguinte é achar um jeito de escapar daquele lugar. Legítimo filme de gato-e-rato, sem muitas surpresas, mas que diverte pela gostosura da protagonista, num belo vestido com decote generoso.

Jornada Pela Liberdade: Inédito nos cinemas, este romance com cara de filme velho mostra uma história real (baseada em fatos reais) da vida de um homem que lutou com fé e perseverança por seus ideais. Líder do movimento abolicionista britânico, ele lutou contra tudo e contra todos para colocar um fim ao tráfico negreiro que assolava o país. Assim, ele encontra oposição às suas idéias em diversos setores que acreditavam que a estabilidade do império britânico estava ligada diretamente à escravidão. No elenco, Ioan Gruffudd (Quarteto Fantástico) e Albert Finney (Peixe Grande).

Herói: Parece que o destino de Cuba Gooding Jr. é mesmo o mercado de dvd. Seu mais recente filme, Acampamento do Papai, ficou inédito nos cinemas e este também. Na trama, Liam Case (Cuba Gooding Jr, de Pearl Harbor) é o coletor de lixo que anos atrás salvou a vida de uma garotinha que ficou presa em um carro em chamas, arriscando a sua própria. Com isso, ele ficou famoso. Mas toda essa glória durou pouco e logo foi esquecido por todos. Caindo em uma vida de solidão e perdido, ele acaba dedicando seu tempo procurando algum consolo no álcool, até que mais uma vez se torna herói ao entrar na frente de uma bela garota em um tiroteio durante um assalto ao banco. Deixado sozinho para morrer pelos bandidos, ele vai parar em um hospital até se recuperar. Já a salvo, ele planeja a vingança contra aqueles que o tentaram matar. Ao mesmo tempo, um policial o persegue já que suspeita que ele pode ser o matador de vigilantes que está atuando na região.

Abril 15, 2008


O Nevoeiro



Tá combinado então! A partir de agora qualquer adaptação da obra de Stephen King terá que passar pelas mãos do cineasta - também roteirista - Frank Darabont. Depois de levar às telas, obras ditas mais “dramáticas” (Um Sonho de Liberdade e À Espera de um Milagre) do escritor, Darabont, adapta um livro de “monstro” de King, The Mist, conto do livro Tripulação de Esqueletos (aqui, deve-se chamar O Nevoeiro, se for lançado, possivelmente, direto em dvd).

Normalmente, as adaptações dos livros de terror de Stephen King pecam (sendo generoso), no entanto, quando se explora o suspense psicológico de seus personagens e tramas temos filmes como, Carrie – A Estranha e O Iluminado.

O Nevoeiro (não confundam com A Névoa, recente suspense, fraquinho, com o Superman da série televisiva), recria o suspense de confinamento. Diferentes pessoas de uma pequena cidade ficam isoladas num supermercado devido à chegada de um estranho nevoeiro e com ele tudo que é tipo de criatura (que, obviamente, matam as pessoas), estranha e bizarra que a mente de King permite.

A diferença do texto de Darabont para os demais filmes de monstros de King é a abordagem da dinâmica do grupo presos no mercado. Em meio as incontáveis mortes que, não fogem do óbvio e foram colocadas em ciclos na trama, surge um discurso ambíguo sobre fé e crença (personificada na figura beata – e assustadoramente – manipuladora de Márcia Gay Hardem), que se mostra mais perigoso do que os monstros do nevoeiro .

Uma pena que neste momento, O Nevoeiro se entrega a um moralismo antiquado, perdendo o impacto do angustiante e triste final.

O NEVOEIRO: 7,0
(The Mist, Eua, 2007)
Direção: Frank Darabont
Roteiro: Frank Darabont
Com: Thomas Jane, Márcia Gay Hardem, André Braugher, Alexa Davalos, William Sandler, Laurie Holden, Toby Jones. 126 min.


Abril 13, 2008


Destaques da Semana - que passou - em DVD


Um dia prometo colocar os post em dia!

O Suspeito: Mais um bom exemplo do cinema político e atual que Hollywood tem se dado o direito de produzir. Além disso, o elenco é fantástico: Meryl Streep, Reese Witherspoon, Jake Gyllenhaal e Alan Arkin. Na trama, um descendente de egípcios embarca em um vôo da África do Sul para a capital dos EUA. Chegando em seu destino, ele é tido como um terrorista perigoso e desaparece. Sua esposa, norte-americana, desesperada para descobrir o que aconteceu, começa uma campanha para encontrá-lo. Mas suas investigações acabam caindo na afastada cidade do Cairo, no Egito, onde o homem é interrogado de forma violenta por ser suspeito de ter participado de um ato terrorista. É quando entra na história um analista da CIA que se vê dividido entre a sua função e a moralidade de seus atos.

O Diário de uma Babá: A história da emocionante e quase sempre hilária jornada de Annie Braddock (Scarlett Johansson, competente como protagonista), uma jovem mulher de um bairro da classe operária de Nova Jersey lutando para entender seu lugar no mundo. Recém-saída da faculdade, sofre uma enorme pressão por parte de sua mãe para encontrar um lugar respeitável no mundo dos negócios, embora Annie preferisse trocar seu blackberry pelo diário de campo de um antropologista. Através de um encontro promovido pela sorte, Annie acaba em meio à cultura elitista e ritualística do Upper East Side de Manhattan - tão distante de sua criação nos subúrbios de Nova Jersey quanto a vida de uma tribo na Amazônia. Decidida a fugir do mundo real, Annie aceita o cargo como babá de uma família rica, chamada simplesmente de os X. Ela logo descobre que a vida não é tão bela do outro lado da taxa de impostos, pois tem que atender a todos os caprichos da Sra. X (Laura Linney, sempre excelente) e seu precioso filho Grayer ao mesmo tempo em que tenta evitar o formidável Sr. X. Tudo se torna ainda mais complicado quando ela se apaixona pelo Gatão de Harvard (Evans) em Park Avenue e é forçada a reexaminar sua vida e a direção que ela está tomando.

Cativeiro: Filme dirigido por Roland Joffé, que já foi indicado duas vezes ao Oscar de melhor diretor por Os Gritos do Silêncio e A Missão. Aqui, ele conta uma tensa história de suspense que envolve o seqüestro de uma top model (Elisha Cuthbert, a filha de Jack Bauer em 24 Horas) e muita violência. Depois de raptada, ela é mantida em um cativeiro por um perigoso maníaco. Ali, ela vê que existe outro prisioneiro em um cômodo ao lado. Juntos, tentam sobreviver ao mesmo tempo em que vão descobrindo a verdade por trás do estranho seqüestro. Um dos filmes mais ruins - do ano - e sem sentido desta onda “torture porn” que está em voga no terror americano. O pior é ver um cineasta do calibre de Joffé perdido numa bobagem vergonhosa.

A Lenda de Beowulf: Ilha de Sjaelland, perto do local onde hoje fica a cidade de Roskilde, na Dinamarca. O demônio Grendel (Crispin Glover) ataca o castelo do rei Hrothgar (Anthony Hopkins) sempre que é realizada alguma comemoração, já que não suporta o barulho gerado. Em seus ataques, Grendel sempre mata várias pessoas, apesar de poupar Hrothgar. Com a população em pânico, Hrothgar ordena que o salão onde as comemorações são realizadas seja fechado. Até que chega ao local Beowulf (Ray Winstone), um guerreiro que promete eliminar o monstro. Robert Zemeckis criou um projeto co-irmão da animação natalina O Expresso Polar, porém o filme não angariou muitos elogios.

Alvin e os Esquilos: Três simpáticos e falantes esquilos se vêem enrascados depois que a árvore em que moram é derrubada por uma empresa e vão parar dentro do saguão de uma gravadora que fica no centro da cidade de Los Angeles. Ali, os bichinhos acabam cruzando com um músico e compositor que não está passando por uma boa fase. Porém, a amizade com os bichinhos vai mudar para sempre a sua vida e lhe dará uma nova motivação para tudo. O filme é divertido e tem principalmente apelo com o público mais jovem, além de apresentar belos personagens criados graças a bons efeitos visuais.

Abril 9, 2008


Rapidinhas



Como o tempo é algo raro, principalmente, na frente do computador, vou postar um mix dos últimos filmes que pude assistir. Vou começar pelo melhor:

OS DONOS DA NOITE: Agradável surpresa, confirmando a opnião de diversos blogs, que não pude acompanhar nos cinemas, restou conferir em dvd. O cineasta James Gray, de Caminho sem Volta, aposta no clima de gângsteres familiares, aqui, o ritmo menos arrastado do filme anterior, encontra similaridade com o cinemas de Cronenberg e Scorsese, se estou exagerando na comparação, não sei, mas, pelo menos, o cineasta entrega uma cena de perseguição/tiroteio na chuva impecável. Os atores principais, Joaquin Phoenix e Mark Walhberg também são produtores da película.




O OLHO DO MAL: A bela Jessica Alba carimbou seu passaporte para o seletivo grupo de atores "tá na hora de trocar de agente!". Jessica no último ano emendou um grupo de filmes dignos de corar até mesmo Eddie Murphy (Quarteto Fantástico 2, Maldita Sorte, Awake e este). Se a atriz que nunca foi reconhecida, propriamente, pelo seus dotes dramáticos, agora chegou no limite, até porque nenhum destes filmes foi um grande estouro de bilheteria (com exceção, do blockbuster da turma) - nem vou comentar sobre a crítica especialidade.

Também não há muito o que cobrar nesta refilmagem - cópia - do chinês (sempre) The Eye - A Herança - um bom filme. Os diretores franceses, vindos do sucesso internacional, Eles (recentemente, lançado em dvd pela Europa Filmes), não têm muito o que fazer com o parco material. Para quem conhece o original, poucas novidades, além do que a trama acabou enfraquecida pelos excessivos flashbacks. Obviamente, os diretores, pelo menos, poderiam ter evitado a cena de um espírito atravessando a protagonista - cena que relembra na hora Ghost, nada a ver.

PENELOPE: Simpática e leve comédia com toques de fábula, que se previsível como trama, reafirma o talento, principalmente, o timing cômico da veterana Catherine O'Hara. Também dá a oportunidade de atores novatos talentosos se mostrarem para o grande público, Christina Ricci (a eterna Vandinha da Família Adams) e James McAvoy (Desejo & Reparação) comprovarem seus carismas. No entanto, ainda não consigo entender como um filme com todas as características de um típico produto comercial acabou sendo despretigiado tanto por aqui quanto nos EUA, mistério!!





AWAKE - A VIDA POR UM FIO: Alguém, por favor, me diga de onde George Lucas tirou um ator tão inexpressivo quanto o jovem Hayden Christensen. Além de inexpressivo, o ator ainda tem uma cara de antipático que não colabora para o enxergarmos como um herói ou mocinho (aqui, ainda temos que ouví-lo em narração em off). Mas, este não é o único problema de AWAKE, a direção e o roteiro do novato, Joby Harold , se perdem a todo momento.

O roteiro que começa disposto a retratar uma condição médica específica, consciência anestésica, logo, se transforma num enredo com toques mistícos e uma reviravolta entediante. A direção acompanha o filme, não conseguindo retratar esta angustiante condição em tensão no filme (outro que lembra em diversas sequências Ghost). A pergunta que não quer calar: o que os atores talentosos como Terrence Howard (indicado ao Oscar por Ritmo de Um Sonho) e a veterana Lena Olin (Chocolate e, a mamãe Bristow, na série Alias) estão fazendo num filme tão fraco como este?


Abril 5, 2008


Destaques da Semana em DVD



Bee Movie - A História de Uma Abelha: Conta a história de Barry B. Benson, uma abelha que acaba de se formar na faculdade e está desiludida com a perspectiva de ter apenas uma escolha de carreira: fabricar mel. Um certo dia, Barry consegue sair da colméia e sua vida é salva por uma mulher, Vanessa, florista da cidade de Nova York. À medida que o relacionamento entre os dois floresce, Barry passa a observar o mundo dos humanos e não demora a descobrir que as pessoas consomem mel. Armado com essa informação, Barry se dá conta de sua verdadeira vocação e decide processar a raça humana por roubar o mel das abelhas. Como resultado, homens e abelhas passam a se relacionar de forma diferente, uns acusando os outros. Barry se vê no meio da confusão e terá de resolver alguns problemas bem fora do comum. Veículo para o comediante Jerry Seinfeld - dublando - vale uma espiada junto a criançada.

Medo da Verdade: Inédito nos cinemas como eu imaginava, este policial acima da média tem direção surpreendente de Ben Affleck (outrora senhor Jennifer Lopez ou amigo de Matt Damon). O filme que chegou a criar certa polêmica por ter a temática parecida com o famoso caso da menina inglesa Madeleine, desaparecida no ano passado em Portugal e até hoje não encontrada. Conta a história complicada e misteriosa de dois detetives que começam a investigar o desaparecimento de uma pequena menina. Eles logo percebem que nada do que parecia ser verdade realmente é no caso e, para achar uma solução satisfatória, terão que sacrificar as coisas mais preciosas de suas vidas, como suas relações afetivas e a saúde mental - sem dizer a própria vida.

Encantada: Deliciosa comédia musical da Disney, lembrando Shrek pela sátira ao gênero fábula, mas sem perder o charme destas produções tão importantes para o estúdio. Giselle (Amy Adams) vive em um mundo mágico de conto de fadas chamado Andalasia e deseja encontrar o amor verdadeiro. Depois de um sonho revelador, a bela jovem sabe exatamente como será seu príncipe encantado. Durante o ataque de um ogro, Giselle é salva por um belo rapaz, o príncipe Edward (James Marsden), o mesmo que apareceu em seu sonho. Imediatamente, eles decidem casar, porém Edward possui uma madrasta que não quer perder o trono e o poder. Para impedir o casamento, a rainha e bruxa Narissa (Susan Sarandon) envia a garota para o mundo real, lugar onde os amores verdadeiros não existem. Em Nova York, Giselle passa por momentos difíceis até encontrar o advogado especialista em divórcios Robert Philip (Patrick Dempsey) e sua filha Morgan (Rachel Covey). Cético e racional, Robert acha que Giselle é louca e precisa de ajuda, mas sua filha acredita que a jovem seja mesmo uma princesa de um universo encantado. Giselle não se deixa abater e acredita que seu príncipe virá salvá-la. Enquanto isso, terá de se adaptar a um mundo completamente desconhecido e perturbador. Amy Adams rouba todas as cenas!

A Companhia: Minissérie da tevê a cabo americana, conta os bastidores da luta da CIA contra a KGB ao redor do mundo: Moscou a Berlim, de Budapeste a Londres, de Washington a Cuba. Essa é a história surpreendente de Jack Mccauliffe (Chris O’Donnell), um jovem inteligente e idealista que é recrutado pela CIA e enviado a Berlim para trabalhar com excêntrico Harvey Torriti (Alfred Molina). Juntamente com o chefe da contra-espionagem, James Angleton (Michael Keaton), eles procuram descobrir quem de dentro da própria CIA atrapalha suas ações. Os três agentes vão cada vez mais fundo no jogo da espionagem, tentando manter os corações gelados e suas vidas separadas. Mas Jack, lutando para ficar no controle da situação, acaba se apaixonando por uma bela informante inimiga. Ele agora vai ter que controlar as emoções para não pôr tudo a perder. Com duração de 350 minutos.

Descasada: Outra minissérie da tevê a cabo americana, se não me engano exibida no canal Telecine. Baseado no best seller de Gigi Levangie, Descasada é centrada em Molly Kagan (Debra Messing, de Will e Grace), uma mulher que usa o humor e todo o seu charme para retornar sua vida após o divórcio de um poderoso magnata de Hollywood, que a trocou por uma mulher mais jovem. Com elenco espetacular e as presenças de Joe Mantegna, a vencedora do Oscar Judy Davis e Miranda Otto, essa comédia vai mostrar as situações mais hilariantes que uma recém-divorciada pode enfrentar. Com duração de 260 minutos.


Abril 2, 2008


O Orfanato



Num primeiro momento, O ORFANATO parece mais um filme de fantasmas com direito a casarão mal-assombrado, crianças com amigos imaginários e tudo mais. No entanto, O ORFANATO possui um diferencial que poucos destes filmes apresentam: personagens bem trabalhados (principalmente, a mãe e o menino).

Como vocês devem saber a produção de O ORFANATO conta com o nome do cineasta da moda, Guillermo del Toro (de filmes como o suspense co-irmão deste, A Espinha do Diabo, e, recentemente, O Labirinto do Fauno), na produção – o que deve ter facilitado a exposição do filme ao pelo mundo. Além da influência de del Toro, O ORFANATO, lembra em muitos momentos outro suspense de um cineasta espanhol, Os Outros, de Alejandro Amenabar. Este seria o grande problema do filme, sua eterna sensação de deja vu, porém, a partir do instante que o roteiro abre mão do conto de assombração e abraça fortemente o drama da mãe em busca do filho desaparecido, o filme cresce em dramaticidade, consistência e tensão.

As referências à história de Peter Pan, o desfecho da trama (infelizmente esticado em seqüências desnecessárias) e a direção do novato Bayona são os destaques do filme. Bayona parece ter aprendido na “cartilha do mestre Hitchcock” como construir um clima de ansiedade não apelando para a exposição desnecessária (como na espetacular seqüência da médium no casarão) e sons agudos (claro, que eles estão presentes, mas fazem parte do contexto), criando um suspense à moda antiga – isso é um elogio.

Não esquecendo de destacar e – reinterar – o trabalho da atriz Belen Rueda que carrega nas costas a narrativa do filme; sua personagem chega ao limite da sanidade de uma maneira impressionante.

O ORFANATO: 7,5
(El Orfanato, Mex/Esp, 2007)
Direção: Juan Antonio Bayona
Roteiro: Sergio G. Sanchez
Com: Belen Rueda, Fernando Cayo, Roger Princep, Mabel Rivera, Edgar Vivar, Geraldine Chaplin. 100 min. CALIFÓRNIA FILMES


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