BAÚ DE FILMES

Janeiro 31, 2008


Destaques da Semana em DVD


Primeiramente, deixo claro que na semana passada no houve esta seção pois o lançamentos se resumiam aos filmes Corvos e Navajo Blues (hein?) e as séries The Sopranos 6° temporada (e última) volume 2 e That's 70's Show 3°temporada. Agora voltamos ao ritmo normal, apesar que esta semana não há muitos destaques realmente.

O VIDENTE: Nicolas Cage ainda não resolveu dar um tempo nos seus trabalhos duvidosos que vêm protagonizando nestes últimos dois anos, aqui um misto de ação com toques de ficção chega a dar sono tamanha a fragilidade do roteiro, apenas as visões antecipadas de personagem rendem algumas cenas bacanas,no mais, um desperdício de Julianne Moore e Jessica Biel. Na trama, Cage é Cris Johnson, um homem com poder de prever as coisas que trabalha como mágico e nas horas vagas ganha nos cassinos de Las Vegas utilizando seu poder. Quando bombas nucleares são armadas em Los Angeles, uma agente do FBI irá contar com os esforços e os poderes de Cris para localizá-las e evitar que uma tragédia atinja a cidade. Assim, ele terá de estar sempre um passo à frente dos perigosos terroristas que arquitetaram tal plano.

MORTE NO FUNERAL: Exibido rapidamente nos cinemas esta legítima comédia britânica usa e abusa do humor negro para fazer comédia num enterro familiar, temos desde revelações sobre o patriarca falecido ao consumo de drogas, hilariante. Na trama, uma família desajustada é unida para o enterro do patriarca. Quando um homem misterioso aparece e ameaça chantagear a família com um embaraçoso e obscuro segredo do falecido, seus dois filhos, Daniel (Matthew Macfadyen) e Robert (Rupert Graves), tentam de tudo para não deixar que os presentes descubram.


ROMANCE E CIGARROS: Permaneceu inédito nos cinemas este musical dirigido pelo ator John Turturro em 2005, o longa está recheado de nomes de peso como James Gandolfini, Susan Sarandon, Kate Winslet, Steve Buscemi, Mandy Moore, Christopher Walken, entre outros. A história gira em torno de Nick (James Gandolfini, protagonista da série de TV Família Soprano) que trabalha construindo e consertando pontes. Sua esposa é Kitty (Susan Sarandon), uma costureira, com quem tem três filhas, mas ele é amante de Tula (Kate Winslet).


OS IRMÃOS SOLOMON: Também inédito nos cinemas esta comédia de Bobby Odenkirk conta a história de dois irmãos, Dean e John Solomon, com dificuldades em relacionamentos, mas bem-intencionados. Eles tentam arrumar esposas com o objetivo de poderem dar um neto ao pai deles, que está morrendo. No elenco, Will Arnett, visto recentemente em Escorregando para Gloria, Will Forte e Jenna Fischer.




LOUCOS SOBRE RODA: Inédita nos cinemas esta comédia da Paramount parece lembrar Ricky Bobby de Will Farrell, mas envolve um auto proclamado dublê está prestes a enfrentar o maior desafio de sua vida para conseguir dinheiro suficiente que dê para bancar a operação de seu padrasto, que vive abusando de sua boa vontade. Ele promete saltar, com uma motocicleta, quinze ônibus enfileirados e pousar no chão são e salvo. Assim, ele começa a preparação para o grande evento, mas muitas confusões e situações hilárias irão surgir em seu caminho. No elenco o nome mais conhecido é da veterana atriz Sissy Spacek.


Janeiro 29, 2008



O Gângster



Não sei bem ao certo o que ocorre com O GÂNGSTER, talvez seja o universo explorado por Scott e Zaillian que esteja tão associado aos diretores Martin Scorsese e Francis Ford Coppola, pois são inevitáveis as comparações e, neste quesito, falta um roteiro melhor estruturado ao filme de Scott.

Como sempre acontece nas produções de Scott, o diretor capricha nos quesitos técnicos, aqui no caso, a reconstituição de época, anos 70, é excelente e a trilha igual. A dupla de protagonistas, Denzel Washington e Russell Crowe, dão conta do recado, e até mesmo, coadjuvantes como Cuba Gooding Jr. e Ruby Dee (supervalorizada sua indicação ao Oscar) auxiliam a contar a história de Frank Lucas, traficante negro do Harlem que trazia heroína do sudeste asiático em caixões de soldados americanos durante a Guerra do Vietnã. A história por si só já um filme, no entanto, o roteiro de Zaillian (mesmo de A Lista de Schindler) parece ser seduzido pelo personagem de Lucas, chegando a glamourizá-lo.

A trama separa os protagonistas e cria subtramas para cada um, obviamente, a trama de Lucas é muito melhor explorada e instigante do que a ética caxias e os problemas no casamento do detetive Richie Roberts (Crowe), o que, inclusive, cria um final extremamente forçado, levando os personagens a uma suposta "amizade". Do universo apresentado pelo roteiro acharia muito mais interessante abordar a corrupção policial (apenas sugerida no bom personagem de Josh Brolin) e o esquema de transporte das drogas que deveria envolver, também, corrupção do exército. Assim como se apresenta, O GÂNGSTER é um bom filme, embora, apenas correto e já datado.

O GÂNGSTER: 7,5
(American Gangster, Eua, 2007)
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Steven Zaillian
Com: Denzel Washington, Russell Crowe, Josh Brolin, Chiwetel Ejiofor, Lymari Nadal, Ruby Dee, Carla Gugino. 157 min.


Janeiro 25, 2008



Desejo e Reparação



Joe Wright confirmou minhas expectativas como um cineasta a ser conferido daqui pra frente, depois da ótima estréia em Orgulho e Preconceito, Wright volta a visitar um clássico inglês (do escritor Ian McEWan) que a princípio parecia ser uma continuação do universo do seu filme anterior, no entanto, além de uma temática mais dramática, Wright utiliza em DESEJO E REPARAÇÃO artifícios narrativos inteligentes para contar a historia de Briony Tallis e seu sentimento de culpa.

A ação se inicia em 1935, Briony, com 13 anos, acusa o namorado de sua irmã de um crime que ele não cometeu. Através de diversos pontos de vista, a história se desenrola por várias décadas e todos os envolvidos enfrentam as conseqüências desta acusação. Nos anos seguintes ao evento que dá inicio ao drama, acompanhamos os três personagens em narrativas distintas que em alguns momentos se cruzam formando um mosaico incrível de versões de cada personagem sobre determinado evento, além de Briony, que no filme ganha a interpretação de três atrizes: Saoirse Ronan criança, Romola Garai aos 18 anos, e Vanessa Redgrave já envelhecida; temos Robbie (James McAvoy, de O Ultimo Rei da Escócia) e Cecília (a belíssima, mas esguia, Keira Knightley).

O roteiro de Christopher Hampton (de Ligações Perigosas e O Americano Tranqüilo) centra sua narrativa na visão, inicialmente, equivocada e passional de Briony para em seguida, ampliar a mesma para os demais personagens, assim, o sentimento de culpa e a tentativa de reparação (inclusive, título nacional do livro), da personagem são a força motriz da trama. Quando você acreditar que o filme se resolveu como um romance clássico, não que isto fosse um defeito, o roteiro nos prega uma peça surpreendente e melancólica, personificada, principalmente, pelo olhar da fantástica atriz Vanessa Redgrave.

Olhar este muito bem escolhido por Joe Wright na Briony de 13 anos, a atriz Saoirse Ronan, que estreou na comédia romântica recente Nunca é Tarde para Amar, na qual fazia a filha de Michelle Pfeiffer, que transmite uma ambigüidade deflagrando entre outras coisas, seus sentimentos por Robbie, o que naturalmente influenciou sua acusação. A jovem atriz foi merecidamente indicada ao Oscar na categoria de Atriz Coadjuvante.

Além dos aspectos técnicos da produção encher os olhos, o que se podia esperar vide a beleza de Orgulho e Preconceito, Wright ainda arrisca um plano-sequência na praia de Dunkirk, cenário que serviria de ponto de retirada das tropas britânicas, durante a Segunda Guerra, onde Robbie e seus amigos caminham mostrando todo o desespero dos soldados e caos da situação num cenário com centenas de figurantes numa cena absolutamente fantástica.

Contando com uma trilha sonora eficiente que utiliza de barulhos em cena, como as teclas da máquina de Briony ou mesmo, o acender de lâmpadas num corredor, para ser fundida com a música que se inicia, também indicada ao Oscar, composta por Dario Marianelli, DESEJO E REPARAÇÃO, mostra como um filme à moda antiga pode ser transformar num belo e triste, mas atual, drama sobre um sentimento tão dolorido quanto à culpa.

Curiosidade: o papel do entrevistador (que não aparece em cena) que divide a cena com Vanessa Redgrave ao final da projeção foi feito pelo cineasta Anthony Minghella, de Paciente Inglês e O Talentoso Ripley.

DESEJO E REPARAÇÃO: 9,0
(Atonement, Reino Unido/França, 2007)
Direção: Joe Wright
Roteiro: Christopher Hampton
Elenco: Keira Knightley, James McAvoy, Romola Garai, Saoirse Ronan, Vanessa Redgrave, Brenda Blethyn. 130 min.


Janeiro 20, 2008


Eu Sou A Lenda



Não consigo explicar o super sucesso de EU SOU A LENDA nos cinemas americanos, não que o filme seja ruim e não mereça o retorno do público, inclusive, o filme um misto de ficção, aventura com drama é acima da média, mas, para mim, a única explicação atende pelo nome de Will Smith, o novo astro Midas de Hollywood, todos os projetos do ator dão certo, com exceção do pavoroso As Loucas Aventuras de James West, mas o filme é de 1999, são quase dez anos de sucessos.

EU SOU A LENDA é um projeto que já rolava por Hollywood há mais de dez anos, inclusive teve o nome de Arnold Schwarzenegger envolvido antes do mesmo resolver ser governador da Califórnia. Melhor pra nós, Will Smith não é nenhum ator shakespereano, mas tem carisma suficiente e bem dirigido é um competente ator. Como Robert Neville, médico militar imume ao vírus que dizimou a Terra, Smith consegue injetar no personagem esperança (em encontrar a cura para doença e achar outros humanos), loucura (de sobreviver sozinho numa Nova York abandonada), medo (dos mutantes da praga que espreitam à noite atrás de sangue) e, até mesmo, tiradas cômicas (como suas conversas com manequins tratados como pessoas).

O roteiro de EU SOU A LENDA busca, claramente, um tom parecido com o sucesso Náufrago, de Robert Zemeckis, por razões óbvias, Smith permanece sozinho 70% do filme, carregando sozinho a narrativa, outra similaridade com o filme é que ao invés da bola Wilson com quem Tom Hanks dialogava incessantemente, Neville possui uma cadela Sam para conversar (entre os dois acontece uma das cenas mais dramáticas do filme). O clima de isolamento é fantástico graças ao estado de abandono de Nova York (inevitável comparar com a Londres abandonada de Extermínio), tomada por animais e mata selvagem, uma criação bastante realista que assusta. O roteiro também acerta em criar uma tensão crescente desde apresentação da cidade, dos perigos que rondam Neville (na excelente cena do depósito onde somos apresentados aos mutantes) até os inevitáveis confrontos. Uma pena o ato final do filme ser tão banal e simplista, inclusive perdendo a oportunidade de trabalhar melhor Anna, personagem de Alice Braga (sempre natural em cena).

A direção de Francis Lawrence, de Constantine, acerta em imprimir um tom intimista na narrativa, Neville é um personagem trágico, como demonstra os flashbacks a la Lost inseridos na trama, que possui uma rotina militar para não se entregar aos ímpetos de loucura pela solidão que lhe acerca. Portanto, EU SOU A LENDA consegue ser mais do que um blockbuster ao inserir dimensão dramática ao protagonista, uma pena que mesmo sendo uma super produção, o filme não consiga superar a artificialidade na criação digital dos mutantes, muito perceptível aos olhos de quem assiste, de repente seria mais inteligente utilizar maquiagem à moda antiga para conferir realidade às criaturas, assim como a direção optou em outros aspectos no filme.

EU SOU A LENDA: 7,0
(I am Legend, Eua, 2007)
Direção: Francis Lawrence
Roteiro: Akiva Goldsman e Mark Protosevich
Com: Will Smith, Alice Braga, Charlie Tahan, Salli Richardson, Paradox Pollock. Warner


Janeiro 16, 2008


Destaques da Semana em DVD



Depois de uma semana com uma enxurrada de títulos esta segunda quinzena começa com vários títulos inéditos nos cinemas e produções européias.

A DESCONHECIDA: Afastado dos cinemas desde Malena, Giuseppe Tornatore dirige este suspense dramático que acaba de ser selecionado para receber uma indicação de filme estrangeiro no Oscar deste ano. Na trama, Uma imigrante sai da Ucrânia e parte para a Itália tentando fugir de seu misterioso passado. No novo país, ela consegue um emprego limpando as escadas de um prédio, porém, ela tem alguns objetivos em sua vida. o principal deles é entrar para uma família que mora no prédio. Aos poucos, ela vai ganhando a confiança do casal que a emprega e, principalmente, da pequena filha deles. Assim, ela exerce uma certa influencia na família, até que uma assustadora figura de seu passado ressurge para atrapalhar seus planos. Mas a empregada será capaz de tudo para se manter onde está, até mesmo negar de uma vez por todas o seu misterioso passado.

A MALDIÇÃO DA FLOR DOURADA: Depois de passar o ano entre mudanças de data para o lançamento nos cinemas ou se lançava diretamente em dvd, a distribuidora Sony lança esta nova aventura wuxia de Zhang Yimou em dvd, também diretor de Herói e O Clã das Adagas Voadoras, para os fãs do gênero se sabe o que esperar, luxo dos cenários e vestuário, belissima fotografia e lutas além da gravidade. Na trama sa passa na China, última dinastia Tang, século X. Flores douradas enchem o palácio imperial na noite do festival Chong Tang. O imperador Ping (Chow Yun-Fat) retorna inesperadamente com seu 2º filho, o príncipe Jai (Jay Chou), com o pretexto de celebrar o feriado com a família. Porém o frio relacionamento existente entre ele e a imperatriz Phoenix (Gong Li) desmente a justificativa. Durante muitos anos a imperatriz e o príncipe Wan (Liu Ye), seu enteado, mantiveram uma ligação ilícita. Wan sente-se aprisionado e sonha em fugir do palácio com Chan (Li Man), a filha do médico imperial e seu amor secreto. Enquanto isso Jai cresce preocupado com a saúde de sua mãe e, principalmente, com sua obsessão por crisântemos amarelos. Quando o imperador sente-se ameaçado, ele transfere o médico imperial (Ni Dahong) e sua família para uma área remota do reino. Porém durante a viagem eles são atacados por assassinos, o que faz com que Chan e sua mãe (Chen Jin) retornem ao palácio.

A ESTRELA IMAGINÁRIA: Inédito nos cinemas este drama italiano de Gianni Amelio protagonizado por Sergio Castellitto. Na trama, Um engenheiro italiano parte para uma grande viagem pela China, ao lado de uma tradutora que também está tentando se adaptar a todas as mudanças que o seu país está passando. Tudo começa quando o homem detecta um defeito em uma das caldeiras que foram vendidas para uma empresa chinesa. Com o objetivo de arrumar o problema, ele rastreia por todo o pais onde está o objeto com defeito, indo parar em no meio do território chinês depois de passar por Xangai e diversas áreas rurais. Enquanto isso, ele observa as diferenças culturais e tenta compreender os costumes e hábitos de um povo completamente diferente do seu.

EU SEI QUEM ME MATOU: Inédito nos cinemas este suspense que chamou a atenção da mídia pelas cenas de stripper de Linday Lohan, mas que, na verdade, são poucas, logo no início do filme, e o suspense em si é banal e inverossímil. Na trama, Audrey é uma estudante brilhante que tem um grande futuro pela frente. Certo dia ela é seqüestrada e torturada por um perigoso serial killer. Após ser encontrada, todos observam que durante a sua recuperação, ela perdeu a sua identidade e personalidade, e passar a viver como se fosse uma outra pessoa, uma certa Dakota Moss. Assim, ela passa a insistir que na realidade ela não é quem todos pensam que ela é, e que a verdadeira Audrey ainda está correndo um sério risco de morte. Agora, a confusão está completa, e ela precisa provar se está mesmo dizendo a verdade ou vivenciando um delírio em decorrência da violência que sofreu.

A FÚRIA: Inédito nos cinemas, A Fúria serve de veículo para o retorno de Christian Slater que andava por baixo em Hollywood, aqui ele muda fisicamente e, espero, que o filme seja bom. Na trama, Bob é um insignificante funcionário de um escritório onde ninguém dá bola para ele. Constantemente ignorado, ele passa seus dias pensando em chegar armado ao local e tentar matar o maior número de pessoas que conseguir. Certo dia, ele realmente cria coragem e vai armado para o escritório com a intenção de realizar seu objetivo, porém, no mesmo dia, um outro homem tem a mesma idéia, e Bob acaba salvando a vida de uma bela companheira de trabalho. Com isso, ele ganha a admiração de todos por seu ato heróico e é promovido a vice-presidente de criação pelo dono da empresa. A partir desse momento, sua vida se modifica para sempre. Também no elenco, William H. Macy e Elisha Cuthbert.

AMOR E OUTROS DESASTRES: Comédia romântica inédita nos cinemas com Brittany Murphy. O filme se concentra na figura de uma editora-assistente de uma revista de moda e o seu romance gay. Ela está sempre bancando o cupido e arrumando encontros entre seus amigos, muitos deles acabam sendo desastrosos com o passar do tempo. Nisso, ela começa a se empenhar para arrumar um parceiro ideal para o cara com quem divide o apartamento. Assim, ela acaba ficando sem tempo de se concentrar na própria vida amorosa, ao mesmo tempo em que ele não consegue deixar que seu ideal de par romântico lhe dê a oportunidade que precisa.

GRACIE: Inédito nos cinemas, filme que tem como tema central um assunto que todo brasileiro gosta: o futebol. Uma garota de 15 anos vive em uma família que é louca pelo esporte. Seu pai e seus três irmãos sempre jogaram e vivem em torno disso. Mas quando um de seus irmãos, que também é a estrela do time da faculdade, morre em um acidente de carro, ela inicia uma luta para que a as garotas também possam jogar em times competitivos, e assim iniciar uma nova fase da vida dentro do esporte. No elenco, Dermot Mulroney e Elisabeth Shue.



ACAMPAMENTO DO PAPAI: Parece que Cuba Gooding Jr. ainda não encarou que na verdade precisa trocar de agente e se reinventar urgentemente, seus filmes não dão bilheteria e nem críticas positivas, logo aqui no Brasil chegam diretamente em dvd. Para quem não lembra, esta é a continuação do filme de Eddie Murphy, Creche do Papai, pelo jeito o ator foi esperto e pulou fora da produção. Na trama, se isso importa, O acampamento Driftwood está pronto para receber a criançada para mais uma temporada cheia de aventuras. Ali, as crianças praticam esportes, fazem artesanato e aprendem várias coisas sobre a natureza. A dupla que comanda tudo só tem um problema: tratar de ensinar uma boa lição aos mal educados e agressivos freqüentadores do acampamento rival, o Canola. Assim, as coisas começam a complicar quando eles entrem em uma disputa que vai criar muita confusão e momentos engraçados. É a hora certa de chamar ajuda, e essa ajudar irá chegar de um homem que ninguém poderia imaginar.


Janeiro 13, 2008


De volta ao batente depois de uma semana muito bem aproveitada sob o sol e água fresca, não deu para conferir muitos filmes mas serviu para recarregar as baterias para o ano que começa, então vamos ao que interessa.

Coisas que Perdemos pelo Caminho



Mais um nome para a galeria de diretores estrangeiros que estão sendo incorporados por Hollywood, Susanne Bier (de origem dinamarquesa), mais conhecida no meio alternativo por filmes como Brothers e Depois do Casamento (que chega a dvd agora, em fevereiro), estréia nos EUA, dirigindo o melodrama COISAS QUE PERDEMOS PELO CAMINHO.

Pode parecer coincidência, mas o filme de Bier com roteiro de Allan Loeb, parece muito similar ao roteiro de Guillermo Arriaga para 21 Gramas. A coincidência já surge pela presença talentosa de Benicio Del Toro, que “deita e rola” com personagens intensos, roteiro atemporal, montagem fragmentada e o tema da trama sobre morte e redenção. Para nossa sorte o cinema de Bier não se entregou facilmente à maquinaria hollywoodiana, notem como o filme insiste num olhar mais intimista sobre os personagens e seus problemas, a câmera procura closes e olhares, coisas que dificilmente ocorrem nesta época de videoclipes cinematográficos.

Se como enredo, COISAS QUE PERDEMOS... não acrescenta nada ao desgastado gênero, acredito até que falte um pouco de calor humano a película tudo parece um pouco frio, o roteiro me surpreendeu por não forçar um clima romântico entre os personagens, que foi uma impressão minha que ocorreria, preferindo abordar a relação dos personagens de Benicio e Halle como uma cumplicidade para ambos se reerguerem e “sobreviverem” ao momento difícil pelo qual estavam passando.

COISAS QUE PERDEMOS PELO CAMINHO: 7,0
(Things We Lost in the Fire, Eua/Reino Unido, 2007)
Direção: Susanne Bier
Roteiro: Allan Loeb
Com: Halle Berry, Benicio Del Toro, David Duchovny, Alison Lohman, Sarah Dubrovsky. 118 min. Paramount


Janeiro 5, 2008


Baú em Férias


Pessoal, como sou filho de Deus, estou saindo para uma semana de folga para o litoral, então fico o blog fica de recesso até minha volta. Boa semana a todos

Como a viagem foi meio repentina não consegui deixar nenhum post pronto, mas de antemão, divulgo as estréias em dvd da semana que vem que são muitas para quem quiser conferí-las (desculpem, não poder fazê-lo como sempre faço);

Hora do Rush 3, dispensável;
Putz, a Coisa tá Feia, animação européia;
Cidade dos Homens - O Filme, filme de Paulo Morelli sobre os personagens Acerola e Laranjinha da série da Globo;
Os Simpsons - O Filme, episódio esticado da série, mas sempre engraçado de ver;
Os Mensageiros, estréia dos irmãos Pang em Hollywood, banal trama sobre uma casa de fazenda abandonada, mas com momentos tensos como a presença dos corvos;
Instinto Secreto, suspense curioso que joga com um assassino com duas personalidades, interpretados por diferentes atores, Kevin Costner e William Hurt, vale uma espiada;
Baixio das Bestas, o cinema de Claúdio Assis continua levantando polêmica por onde passa;
O Vigia, suspense inédito que iria entrar em cartaz nos cinemas, mas não ocorreu, tem Jeff Bridges e Joseph Gordon-Lewitt no elenco, também um filme acima da média, pelo boa trama com o protagonista;
A Massai Branca, passou rapidamente nos cinemas este drama alemão que mostra uma européia se apaixonando pir um rapaz de uma tribo no Quênia;
American Pie - Cainda na Tentação, não você não leu errado fizeram mais um, claro que para lançamento direto em dvd;
Bem Vindo ao Jogo, acredito que tenha ficado inédito nos cinemas este drama de Curtis Hanson com Eric Bana, Drew barrymore e Robert Duvall;
Sem Reservas, uma das melhores comédias românticas do ano passado com Catherine Zeta Jones, Aaron Eckhart e a gracinha Abigail Breslin;
A Última Legião, filme épico sem graça e nenhuma novidade com Colin Firth e Ben Kingsley (pagando as contas);
Encontros ao Acaso, bastante elogiado drama feminino dirigido pela atriz Joey Lauren Adams e com uma atuação destaque para Ashley Judd, no mesmo ano de Possuídos;


Janeiro 2, 2008


Melhores de 2007



Os piores já foram apontados no post abaixo, os melhores gostaria de trabalhar melhor primeiro apontando os destaques que ficaram de fora do meu Top 10, em seguida começo em ordem decrescente com pequenos textos sobre cada um deles, espero poder exemplificar o porquê das minhas escolhas, algo sempre muito pessoal e difícil para mim.

Destaques


Pecados Íntimos, Alta Tensão (em dvd), Um Beijo a Mais, Ponte para Terabítia, 300, Mais Estranho que a Ficção, Saneamento Básico - O Filme, O Cheiro do Ralo, Ligeiramente Grávidos, Morte no Funeral, Stardust, Hairspray - Em Busca da Fama, Feliz Natal (em dvd), O Despertar de uma Paixão, Reine sobre Mim (em dvd), Extermínio 2, O Bom Pastor, Pro Dia Nascer Feliz (em dvd), Tá Dando Onda, Sunshine - Alerta Solar, A Rainha, Borat, Perfume, O Labirinto do Fauno e Escritores da Liberdade (em dvd).

10. GARÇONETE: Comédia dramática independente que passou rapidamente nos cinemas e ficou mais conhecida por sua diretora/ roteirista ter sido assassinada antes do lançamento do filme. Garçonete é um filme que ganha o espectador pela maneira como constrói a carismática protagonista (Keri Russell exorcizando sua personagem televisiva Felicity) e suas dúvidas frente a uma gravidez indesejada, junte a isso um tom cômico por vezes melancólico, e temos uma pérola.




9. EXILADOS: O cineasta Johnnie To prova que é um dos principais nomes do cinema chinês atual cria um filme de máfia cheio de estilo e exibicionismo técnico como poucas vezes vi, além disso, constrói o roteiro possui personagens ambíguos e uma história intrigante. Como não lembrar da cena final do tiroteio no bar, impecável.





8. SUPERBAD - É HOJE: Melhor comédia do ano, vindo da mesma turma responsável por Ligeiramente Grávidos, aqui o acerto continua sendo o retrato dos jovens e das situações pelos quais eles passam, nada como um toque de nostalgia e carisma para torcermos pelos personagens principais. Detalhe, como não esquecer McLovin, o melhor personagem de todos.




7. POSSUÍDOS: Um pequeno filme, baseado numa peça teatral, dirigido pelo mestre William Friedkin (o mesmo de Exorcista) que retrata o terror da paranóia, conspiração e da solidão do ser humano, como poucas vezes se viu no cinema. Um filme para poucos até porque a ação ocorre quase que num único cenário com poucos atores em cena, destaque para Ahley Judd, espetacular, principalmente, para mim que nunca gostei muito da atriz.




6. O ULTIMATO BOURNE: Paul Greengrass conseguiu quase um milagre, tornar a segunda continuação de uma franquia no melhor episódio da trilogia, num ano de tantas trilogias e continuações ninguém chegou perto da força criativa e talentosa de O Ultimato Bourne. Fechando as pontas soltas dos dois episódios anteriores e trabalhando com o mesmo elenco acrescido de nomes como David Strathairn e Paddy Considine, o roteiro comprova que há possibilidade de se fazer um filme de ação com toques de plítica atual sem ser enfadonho, além disso, Greengrass nos entrega uma cena de perseguição pelos telhados de Tanger incrível.


5. CARTAS DE IWO JIMA: Só mesmo Clint Eastwood para fazer um filme sobre a 2° Grande Guerra (como se ainda fosse necessário), tentando retratar os dois lado do combate (EUA x Japão) na batalha de Iwo Jima. Se na versão americana, A Conquista da Honra, faltou a Eastwood um elenco mais experiente e talentoso (Adam Beach ninguém merece), na versão japonesa, Cartas de Iwo Jima (produção americana legendada, um fato a ser comemorado), contou com a presença carismática e força interpretativa de Ken Watanabe (que carrega o filme) e com um roteiro que privilegia os bastidores deste combate, mostrando as dificuldades dos soldados frente a alta carga de trabalho, falta de alimentação e água contaminada.

4. O HOSPEDEIRO: Vocês poderiam imaginar que um filme de monstro poderia entrar na minha lista? Pois é, mas isto aconteceu, O Hospedeiro mostra a força criativa do cinema coreano (alguém aí lembrou de OldBoy), como um cinema que consegue pegar elementos clichês esgotados e estabelecer uma nova fórmula. Em O Hospedeiro há terror, ação, suspense, drama social e comédia, numa mistura impecável e sedutora com destaque para os efeitos especiais.




3. TROPA DE ELITE: Fenômeno de público (tanto nos cinemas quanto em dvds piratas), Tropa de Elite mexeu com o mercado cinematográfico brasileiro, virou conversa de bar, dissertações de críticos e até julgado como conteúdo de propaganda fascista. Para mim, além de um execelente drama com toques de ação e comédia, o filme de José Padilha (excelente) conseguiu mexer comigo, no sentido de passar uma sensação de impotência frente as acontecimentos e as questões que envolvem a violência urbana, o tráfico de dorgas e o papel da polícia nisto tudo.


2. ZODÍACO: Depois de mostrar como executar um filme de “serial killer” em Seven, David Fincher subverte o tema que lhe consagrou e entrega um épico (devido a duração) sobre personagens obsessivos, há um serial killer, mas ele não foi realmente encontrado, a história é real e as investigações que começaram nos anos 70 até hoje ainda estão em aberto (claro que há teorias que fecham a trama no filme). Cinema adulto (raro hoje em Hollywood), Zodíaco é um trabalho de mestre de Fincher, do seu elenco e da excelente produção que cerca o impecável roteiro.


1. RATATOUILLE: Assisti Ratatouille somente agora quando disponibilizado em dvd, continuo não gostando de ver animações dubladas nos cinemas, implicância minha. Sabem que não imaginava que iria gostar tanto do filme, sei que Brad Bird, de Os Incríveis e O Gigante de Ferro, é um excelente diretor/roteirista de animação mas, quando a técnica empregada no filme (tanto nas cenas de ação quanto no domínio "marionético" de Remy sobre Linguini) e seu humor sutil e inteligente já seriam o bastante, a trama de Ratatouille me conquistou de vez, tanto pelo retrato de Paris, a paixão quase obsessiva de Remy pela arte de cozinhar quanto a inesquecível sequência com o crítico Anton Ego, que diz surpreenda-me, que é algo que atualmente quem gosta de filmes anda clamando aos diretores e roteiristas.


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