BAÚ DE FILMES

Setembro 30, 2007


Destaques da Semana em DVD



HOMEM-ARANHA 3: Sam Raimi prometeu o este seria o último episódio da trilogia pensada para Peter Park, o que eu sinceramente não acredito, dinheiro manda então vão achar alguma maneira de continuar a utilizar este universo dos quadrinhos. Sobre o filme acho ele episódico, como se cada situação ou personagem tivesse um ritmo próprio, além do que diversas tramas são resolvidas apressadamente. Um dos equívocos é a adição de muitos personagens novos, principalmente, vilões, pois o tempo gasto para explicar a origem de cada um faz falta para inserí-los na trama principal. No elenco, além de Tobey Maguire e Kirsten Dunst, temos Topher Grace, Thomas Haden Church e Bryce Dallas Howard.

QUARTETO FANTÁSTICO E O SURFISTA PRATEADO: Nesta semana foi dada a largada para os lançamentos dos blockbusters em dvd nas locadoras, o próximo é Shrek 3, esta é o segundo episódio desta cinessérie, que eu não gosto muito, é uma história muito boba e infantil, sei que deve agradar aos que procuram somente uma diversão mas, para mim é pouco. Todos do elenco original voltaram, inclusive o diretor.




ENTRE O CÉU E O INFERNO: Sei que o título é medonho, mas o filme teve repercussão na crítica, Craig Brewer trocou o hip hop de O Ritmo de um Sonho, pelo blues deste seu novo filme, no elenco, Samuel L. Jackson e Christina Ricci, ele resolve ajudar a "pecadora" Rae, personagem de Ricci, a procurar um novo caminho em sua vida, também participa do elenco Justin Timberlake.




OS MAIORAIS: Um filme leve e despretensioso, este Os Maiorais parece beber na fonto das comédias inglesas, que colocam personaegns comuns em situações inusitadas, aqui, um grupo de amigos resolvem fazer um filme pornô, saem à procura de atores e locações, tudo isto para poder ganhar um dinheiro maior, no elenco Jeff Bridges, Joe Pantoliano, William Fichtner, Tim Blake Nelson, Ted Danson (hilário), Patrick Fugit e Lauren "Gilmore Girl" Graham.




Packs de Séries em DVD: A incrível terceira temporada de Lost, imperdível para os fãs; a primeira temporada da franqui Lei & Ordem: Unidade de Vítimas Especiais, este é um seriado que não posso começar a ver que não pisco em frente a tevê; a terceira temporada de Battlestar Gallactica, o melhor seriado de ficção científica atual que nesta temporada conseguiu expandir seu universo além da ficção para temas sociais e políticos;


Setembro 27, 2007


Ligeiramente Grávidos



Posso estar escrevendo no calor do momento, mas acredito que não vi filme tão engraçado com LIGEIRAMENTE GRÁVIDOS (onde eles tiram estes títulos?) este ano. Me agrada muito este estilo de comédia mais humana, onde se ri do protagonista, normalmente nerd ou um típico “loser”, no entanto, o roteiro da trama o faz tão carismático que é impossível não simpatizar com os problemas e desafios do mesmo.

Aqui, Ben (Seth Rogen, ótimo), um típico nerd americano que mora com os amigos (obviamente, uma turma bastante excêntrica), se encontra com Alison (a bela Katherine Heigl, de Grey’s Anatomy), repórter recém promovida à apresentadora do canal E! (inclusive, no início surge o apresentador Ryan Seacrest fazendo piada sobre os jovens talentos), numa boate. Alison já bêbada passa a noite curtindo Ben, depois da saída espicham a noite até a casa de Alison, e durante o bem bom, Ben abre mão da camisinha sendo que semanas depois vem o resultado: gravidez.

Mesmo que em momento algum Alison pense em aborto, o que não seria nada anormal visto a maneira como ocorreu e com a pessoa de Ben (da qual Alison se arrepende na manhã seguinte, numa cena hilária), LIGEIRAMENTE GRÁVIDOS acerta na maneira como retrata este impasse tão atual: jovens imaturos e despreparados enfrentando uma gravidez indesejada e, ainda, com uma pessoa desconhecida. Além da relação que nasce desta gravidez entre Alison e Ben, também o filme retrata o casamento de Debbie (Leslie Mann, mulher do diretor Judd Apatow), irmã de Alison, e Pete (novamente Paul Rudd, ótimo), que mesmo casados há mais tempo, inclusive com duas filhas, enfrentam problemas de relacionamento.

Na verdade, o roteiro de Judd Apatow, responsável pelo ótimo O Virgem de 40, constrói personagens e diversas situações que demonstram o quanto a geração dos vinte e poucos anos está despreparada para assumir responsabilidades sérias como casamento e filhos, por serem em demasia, egoístas e infantis. Pode parecer um tema sério, mas LIGEIRAMENTE GRÁVIDOS sabe dosar as situações dramáticas criando diversas seqüências cômicas e com participações de atores como, Steve Carrell, James Franco, Eva Mendes e do diretor Harold Ramis. O filme somente não precisava abusar da metragem de mais de duas horas, que para uma comédia fica acima do suficiente.

LIGEIRAMENTE GRÁVIDOS: 8,0
(Knocked Up, Eua, 2007)
Direção: Judd Apatow
Roteiro: Judd Apatow
Com: Seth Rogen, Katherine Heigl, Paul Rudd, Leslie Mann, Harold Ramis, Jay Burachel, Jonah Hill. 129 min. PARAMOUNT


Setembro 26, 2007


Nunca é Tarde para Amar



Eu sei que posso estar sendo muito exigente com NUNCA É TARDE PARA AMAR, comédia romântica com Michelle Pfeiffer (sempre linda) e Paul Rudd (um dos melhores comediantes atuais), no entanto, o filme é tão infantil e bobo que mal parece retratar um romance entre uma mulher quarentona e um jovem de vinte e tantos anos. Mesmo assim, quando se comporta como comédia a diretora busca resgatar o tom de As Patrincinhas de Beverly Hills, filme que já possui mais de dez anos, logo, não há nada de novo em piadas visuais e caricaturas de jovens como ocorria na época.

O filme também aborda o universo televisivo, sempre tentando mostrar como funciona a caricatura na tevê, por exemplo, atores mais velhos interpretando estudantes do segundo grau num seriado, porém, a trama não consegue fazer graça nesta paródia não há um timing correto nos diálogos e nem mesmo nos personagens. Há claro, uma graça na presença de Tracey Ullman, como Mãe Natureza e subconsciente de Pfeiffer, mesmo assim sua presença é pouca para salvar o filme de momentos constrangedores.

Se observado que a diretora/roteirista Heckerling tem em sua filmografia filmes como Olha Quem está Falando e As Patricinhas de Beverly Hills, não há muito que se esperar de reflexão sobre mulheres namorando homens mais novos, mesmo assim, o filme podia ter um tom menos caricatural e farsesco. Até por que, os protagonistas estão bem em cena, Pfeiffer e Rudd possuem química, infelizmente, o roteiro não acompanha os atores.

NUNCA É TARDE PARA AMAR: 4,0
(I could Never be your Woman, Eua, 2007)
Direção: Amy Heckerling
Roteiro: Amy Heckerling
Com: Michelle Pfeiffer, Paul Rudd, Jon Lovitz, Tracey Ullman, Fred Willard, Saoirse Ronan, Stacey Dash. 97 min. CALIFÓRNIA FILMES


Setembro 22, 2007


Baú em Séries



Esta semana se iniciou nos Eua o fall season, época no qual os seriados estreiam e outros retornam para as novas temporadas. Do que já foi exibido, assisti à volta de Prison Break, na sua terceira temporada, e a estréia de Gossip Girl.

****contém spoilers****

PRISON BREAK s03e01 - ORIENTACIÓN:

O seriado Prison Break é um dos produtos televisivos mais facéis de acompanhar na televisão, somente se pede um distancimento do mundo real para aceitar que tudo ocorra daquela maneira, esqueça a lógica se concentre na tensão. Na sua volta, o cenário volta a ser uma prisão, no caso, Sona, um lixão chamado de prisão no Panamá, estão presos lá Scolfield, Mahone, T-Bag e Bellick. No lado de fora, Lincoln já foi considerado inocente das acusações e, agora, busca uma maneira de tirar Scolfield de Sona. É interessante observar as mudanças de papéis dos personagens principais e o comportamentos dos demais personagens em Sona, no entanto, o seriado não consegue adicionar mais elementos à mitológica Companhia, que desta vez sequestrou o filho de Lincoln e a Dra. Tancredi (que a meu ver deveria ter morrido se a atriz Sarah Callies não voltar para o seriado), para obrigar Scolfield a permanecer em Sona e fugir com um prisioneiro em especial, não esquecendo que em Sona "quem entra, nunca sai". Por enquanto só foi mostrado isto, muito pouco para um episódio de volta, claro que há esperança quando apresentados os demais personagens e situações, no entanto, a estreía não foi muito boa em audiência, e a patir de semana que vem Prison Break concorre com a volta dos demais seriados e reality shows que estreiam (as comédia de CBS, a estréia de Chuck e o reality show Dancing with the Stars).



GOSSIP GIRL s01e01 - PILOTO:

Nunca fui de acompanhar seriados teens (claro que já tive minha época de Anos Incríveis e Dawson's Creek), nem mesmo The O.C., referência aqui pois este é também criação de Josh Schwartz. Minha real curiosidade se deve a presença vocal (como a voz da blogueira Gossip Girl, como narradora da série), de Kristen Bell, do seriado Veronica Mars.Tudo é bastante acertado neste primiero episódio, personagens apresentados, tanto jovens como seus pais, drama criados para manter a história, inclusive um mistério (o que fez Serena van der Woodsen sumir por um ano e de repente voltar?), e a trilha sonora mais do que acertada ao público alvo. O que me incomoda é que tudo é muito certinho na produção, mas o tom debochado da narradora Gossip Girl me fez pensar que a crítica a estes jovens fúteis seja parte da temática do seriado.



Setembro 20, 2007


Destaques da Semana em DVD


Antes de comentar sobre os lançamentos em dvd nesta semana, aproveito para mencionar que o Baú está fazendo 4 anos de existência, agradeço pela paciência com este que vos escreve nem sempre da maneira mais correta, mas escreve com intenção de trocar impressões com as pessoas que gostam de filmes seja em cinema ou dvd e, recentemente, seriados (outra paixão do blogueiro).

ZODÍACO
1º de agosto de 1969. Três cartas diferentes chegam aos jornais San Francisco Chronicle, San Francisco Examiner e Vallejo Times-Herald, enviadas pelo mesmo remetente. A carta enviada ao Chronicle trazia a confissão de um assassino, dando detalhes da morte de 3 pessoas e da tentativa de homicídio de outra, com informações que apenas a polícia e o assassino poderiam saber. As três cartas formavam um código que supostamente revelaria sua identidade ao ser decifrado. O assassino exigia que as cartas fossem publicadas, caso contrário mais pessoas morreriam. Um casal de Salinas consegue decodificar a mensagem, mas é Robert Graysmith (Jake Gyllenhaal), um tímido cartunista editorial, que descobre sua intenção oculta: uma referência ao filme "Zaroff, o Caçador de Vidas" (1932). Os assassinatos e as cartas se sucedem, provocando pânico na população de San Francisco. A situação faz com que os detetives David Toschi (Mark Ruffalo) e William Armstrong (Anthony Edwards) e o repórter Paul Avery (Robert Downey Jr.), que trabalham no caso, tornem-se celebridades instantâneas. Graysmith, que trabalha no mesmo jornal de Avery, apenas ajuda quando lhe é permitido. Mas o Zodíaco, como o assassino era chamado, estava sempre um passo a frente. O que eu posso dizer? Nada, o filme não foi exibido onde moro, então terei que esperar para assistí-lo agora em dvd, mas tenho uma expectativa muito boa com o filme de David Fincher.

OS CONDENADOS:
Um legítimo filme B, como há muito não se produzia, é tosco, forçado, sem noção mas mesmo assim é divertido no sentido trash da palavra. O personagem principal é um prisioneiro que está no corredor da morte, em uma prisão corrupta situada na América Central. Ele é comprado por um produtor de televisão e enviado para uma ilha isolada, onde se encontra com mais nove perigosos assassinos. Em frente às câmeras, todos devem travar uma briga cruel pela sobrevivência em um ambiente hostil e cheio de armadilhas. Por trás de tudo isso, está um violento esquema de corrupção para manter esse programa ilegal no ar. É um Big Brohter entre prisioneiros e o sobrevivente será libertado.




LIGAÇÃO PERDIDA:
O diretor Takashi Miike passa a ter sua obra lançada no Brasil. Trata-se de um dos principais diretores dos filmes de terror orientais. Nessa produção é possível comprovar todo o seu talento para dirigir histórias assustadoras e com um crescente clima de tensão. Tudo começa quando uma adolescente recebe uma chamada em seu telefone celular. Ao atender ela ouve um terrível grito, e mais tarde fica surpresa ao constatar que a chamada veio de seu próprio telefone, com três dias a frente. Quando chega nessa data e hora, ela morre de forma violenta. A partir daí, o estranho caso começa a acontecer com outras pessoas, fazendo novas vitimas. É quando uma das jovens que recebeu o telefonema, decide investigar o que está acontecendo para tentar salvar a própria pele. É quando ela entre em um mundo de terror sobrenatural, que poderá levá-la a descobertas trágicas e aterrorizantes. O sucesso internacional do filme já garantiu uma refilmagem americana para o mesmo, deste sucesso ainda houve duas continuações orientais.


UM CERTO OLHAR:
Um homem dá carona a uma jovem durante uma viagem. Tudo segue normalmente até que um terrível acidente acaba matando a garota. O motorista fica atormentado com o que ocorreu e se sente culpado. Isso o faz ir procurar a mãe da jovem. É quando ele encontra uma mulher muito especial, que enxerga a vida e seus acontecimentos de uma maneira bastante única. Os dois começam a aprender a lidar com a perda recente. Ao mesmo tempo, ele se envolve romanticamente com a vizinha da mãe da vítima e experimenta uma cadeia de emoções que vai transformar completamente o seu jeito de ser. Dirigido por Marc Evans até se falou numa indicação para Sigourney Weaver pela sua personagem autista, na verdade, o filme é sensível e fala sobre perda, amizade e superação.


GRITOS MORTAIS:
Produção inédita nos cinemas, conta com a direção de James Wan, criador da franquia Jogos Mortais, na história um homem volta a sua cidade natal com a intenção de investigar o misterioso assassinato de sua esposa. Ele acredita que o crime está ligado com um boneco de ventríloquo que está ligado com uma antiga história envolvendo uma mulher que seqüestrou um garoto no passado. No elenco, Nathan Fillon (do seriado Firefly e com participações em Lost e Drive), Amber Valletta e Donnie Walhberg,






MARIA:
Por meio do olhar questionador de um repórter (Forest Whitaker de O Último Rei da Escócia), da palavra de uma atriz (Juliete Binoche de Endereço Desconhecido) e do espírito provocador de um cineasta (Mathew Modine de À Francesa ), Ferrara responde à indústria da especulação histórica, que, disfarçada com o uniforme de "ciência", estabelece verdades substitutas do mito, de modo a se deslegitimar os ritos religiosos. Ferrara constrói seu filme com a clara intenção de mostrar o quanto á fé pode ser explorada pela picaretagem. Há um filme dentro do filme aqui. Uma atriz que desempenha o papel de Maria e que coincidentemente se chama Mary e um cineasta que quer dar uma abordagem explosiva a vida de Cristo. O jornalista feito por Forest Whitaker é um idealista que quer desmascarar o cineasta. Ele acredita que a fé é indiscutível se for gerada e mantida por uma verdadeira crença no sagrado. Mas ao mostrar as reações verbais e agressivas ao filme do outro na TV, ele só incita mais a curiosidade do público. É assim que, ao final, todos são legítimos - assim como todas as religiões e rituais. Marie, porque realmente viveu um momento de iluminação e acredita estar em sintonia com Jesus e Deus. O repórter porque entra em crise mística e existencial após um drama familiar. E o cineasta, porque, quebrando o estereótipo de artista-mercenário, atrás apenas de polêmica e bilheteria, arrisca a sua vida em nome de sua arte, trancando-se na cabine de projeção de um cinema evacuado por conta de uma ameaça de bomba, projetando o filme apenas para seus olhos, como se estivesse atrás de uma iluminação pessoal, mais até que de um espetáculo.


CONFIDENCIAL:
Passando rapidamente pelos cinemas vai ficar conhecido como filme irmão de Capote, este longa toma como ponto de partida o processo de pesquisa do escritor Truman Capote (Toby Jones) para escrever seu mais conhecido romance, A Sangue Frio. O filme, assim como "Capote", tenta traçar um perfil do escritor e jornalista a partir de seu relacionamento com artistas, intelectuais e, principalmente, com os assassinos Perry Smith (Daniel Craig) e Dick Hickock (Lee Pace).






TERROR EM MERCY FALLS:
Segunda produção em inglês do diretor espanhol Jaume Balagueró (Segundo Nome e Próxima Vitima), neste após quase um século de funcionamento, o hospital pediátrico de Mercy Falls está preparado para ser fechado. Até que um acidente de trem nas proximidades impede que isso aconteça, já que algumas crianças são internadas no local. Para lá também é enviada uma nova enfermeira. Logo ela começa a ouvir das crianças relatos sobre estranhos fatos e uma presença invisível, que as deixa atormentadas. O mistério está escondido no segundo andar do hospital, isolado e fechado há cerca de quarenta anos. Agora, os estranhos eventos vêem à tona, e será necessária muita coragem para mergulhar em um mundo sinistro e perigoso a fim de se desvendar esse segredo. No elenco, a sumida Calista "Ally McBeal" Flockhart.


Setembro 18, 2007


O Vigarista do Ano



Assistir O VIGARISTA DO ANO, de Lasse Hallström (diretor dos dramas Regras da Vida e Chegadas e Partidas), após conhecer a vida de Howard Hughes mostrada na cineobiografia O Aviador , de Martin Scorsese, é muito prático, pois este estranho milionário recluso, que no filme aparece somente em imagens e fotos de arquivo, é um dos envolvidos no golpe do escritor Clifford Irving (Richard Gere, canastrão na medida certa) e seu parceiro Richard Suskind (impagável Alfred Molina, de Homem-Aranha 2), que resolvem escrever uma biografia autorizada de Hughes, sem o mesmo saber, apresentando para a editora como se fosse o livro do século, em pleno anos 70.

Com roteiro de William Wheeler baseado no livro do escritor Clifford Irving (este verdadeiro, a princípio), O VIGARISTA DO ANO, começa como uma comédia espirituosa sobre golpistas assim como ocorria em Prenda-me se For Capaz, de Steven Spielberg, no entanto, quando figuras como Richard Nixon, na época presidente dos EUA, começam a ser citados na trama o filme modifica o tom e começa e se levar a sério demais, isso acontece, principalmente na resolução do filme. Parte do elenco feminino, principalmente, os amores de Clifford não são muito bem trabalhados apesar das excelentes atrizes Márcia Gay Harden e Julie Delpy.

Ambientado nos anos 70, com uma ótima reconstituição de época (tanto dos cenários e figurinos quanto a trilha sonora), O VIGARISTA DO ANO utiliza o carisma da dupla Gere e Molina para torcermos pelos malandros nas mais inusitadas peripécias tentando construir a biografia de Hughes e provar que ela, a biografia, é real para a editora, obviamente, em troca de um pomposo cheque. Mesmo sendo baseado em fatos reais há algumas situações no filme que facilitam demais a vida dos protagonistas, o tornando inverossímil em algumas seqüências.

A direção de Lasse Hallström está inspirada, finalmente o diretor conseguiu aliar uma narrativa mais comercial com toques de cinema autoral, claramente deixando de ser chato. Em O VIGARISTA DO ANO, Hallström cria planos inteligentes como, os olhos inquisidores de Hughes sobre Clifford num determinado momento, ou mesmo, quando Clifford, cascateiro, conta suas aventuras para encontrar Hughes, onde vemos os fatos reais acontecidos e o que o personagem está contando sobrepostos.

O VIGARISTA DO ANO: 6,0
(The Hoax, Eua, 2006)
Direção: Lasse Hallström
Roteiro: William Wheeler e Clifford Irving
Com: Ricard Gere, Alfred Molina, Marcia Gay Harden, Hope Davis, Stanley Tucci, Julie Delpy, Elli Wallach. 116 min. Alpha Filmes


Setembro 17, 2007


Instinto Secreto



Os anos passam, mas ainda somos fascinados pela mente doentia de um serial killer, em INSTINTO SECRETO, este tema é abordado de uma maneira inusitada, através de um alter-ego, a la O médico e o monstro, clássico da literatura inglesa. No filme, Kevin Costner, Earl Brooks, é um empresário respeitado, inclusive na primeira cena aparece recebendo um prêmio, casado e pai de família, um verdadeiro exemplo na sociedade, no entanto, ele é um assassino que age há anos, apelidado pela imprensa como Assassino das Digitais, no filme representado pela porção psicopata de Brooks, Marshall (William Hurt, se divertindo muito).

O roteiro cria uma dinâmica na qual Brooks fala com Marshall diretamente mesmo havendo outros personagens em cena que, obviamente, não lhe escutam, no início pode parecer confuso, mas acostuma-se. Na verdade, o grande mérito de INSTINTO SECRETO é a química entre Costner e Hurt, os diálogos são recheados de humor, sarcasmo e cumplicidade, sendo Marshall quem sempre impulsiona Brooks para seu instinto assassino. Marshall parece aquele diabinho do imaginário popular que fica no ombro assoprando no ouvido para sermos maus.

Esta química é valiosa ao filme porque o trama em si é irregular, Brooks é fotografado matando um casal e o fotógrafo pede para participar do próximo assassinato de Brooks, enquanto isso, uma policial que persegue o Assassino das Digitais é atormentada pelo ex-marido na separação e um assassino preso por ela foge em busca de vingança. Como vocês podem ver há muitas subtramas em INSTINTO SECRETO, isso que nem comentei que a filha de Brooks também possui a sua, no entanto a única funcional é a esquizofrenia de Brooks.

A policial que investiga os assassinatos é Demi Moore (o que tem de beleza tem de má atriz), fazendo a linha policial fodona que masca chiclete e usa óculos escuros, porém sua personagem é tão mal trabalhada pelo roteiro e pela própria atriz (somente faz cara de durona) que chega a constranger. Assim, a dinâmica do filme, mesmo os roteiristas conseguindo criar um vínculo em tudo o que acontece, acaba pendendo para o fascínio por Brooks/Marshall, novamente outro caso onde torcermos pelo assassino se dar bem, como ocorrem diversos filmes do gênero.

Para quem gostar do filme ou da temática fica uma dica: o seriado americano Dexter, exibido aqui dublado pelo canal Fox, é uma das melhores séries do momento, apresenta um serial killer que controla seus ímpetos homicidas, treinado desde jovem pelo pai policial, assassinando somente outros assassinos foragidos da lei. O seriado inicia sua segunda temporada nos EUA no final de setembro.

INSTINTO SECRETO: 6,0
(Mr. Brooks, Eua, 2007)
Direção: Bruce A. Evans
Roteiro: Bruce A. Evans e Raynold Gideon
Com: Kevin Costner, William Hurt, Demi Moore, Dane Cook, Marg Helgenberger. 120 min. IMAGEM FILMES


Setembro 15, 2007


Os Mensageiros



A estréia americana dos irmãos Pang, Danny e Oxide, é broxante, se pelo menos em seus filmes orientais (Visões e Assombração), os irmãos sempre conseguiram criar histórias surreais e inventivas com um visual que chamava a atenção, aqui, em OS MENSAGEIROS, tudo parece mais do mesmo, do mesmo e do mesmo.

A trama de OS MENSAGEIROS é a velha fórmula de uma família tentando iniciar seu relacionamento após algum evento traumatizante no meio do nada, no caso, uma fazendo caindo aos pedaços. Obviamente, houve um crime na casa que faz com que a menina adolescente (Kristen Stewart, boa escolha) e seu irmão menor vejam espectros assombrosos, sons agudos (sempre eles para tentarem assustar a platéia) e uma infiltração na parede.

Sim, os fantasmas procuram vingança, pelo menos desta vez, não é uma menina cabeluda horripilante. Na verdade, como cinema de entretenimento OS MENSAGEIROS é um filme meia-boca, rápido com uma história previsível. Uma pena os diretores chineses não terem tido melhor sorte no roteiro (fraquíssimo), mesmo assim, há duas seqüências bem arquitetadas como a dos corvos (acho este pássaro assombroso desde Os Pássaros de Hitchcock) e outra na quais os diretores criam uma montagem no corredor da casa bastante angustiante, mas é pouco pela idéia de importar os diretores diretamente da China.

OS MENSAGEIROS: 4,0
(The Messangers, Eua, 2007)
Direção: Oxide Pang e Danny Pang
Roteiro: Mark Wheaton e Todd FArmer
Com: Kristen Stewart, Dylan McDermott, Penelope Ann Miller, John Corbett. 84 min. Videofilmes


Setembro 13, 2007


Destaques da Semana em DVD



O HOSPEDEIRO:
Um dos melhores filmes do ano chega, agora em dvd, pela distribuidora Swen Filmes, O Hospedeiro produção sul-coreana de grande sucesso internacional, um filme que consegue o feito de misturar surpreendentemente um filme de monstro, com comédia, suspense, ação e drama. Na história, após sucessivos despejos químicos no rio Han, surge uma criatura gigantesca, devorando tudo o que encontra pela frente. Neste contexto, uma família disfuncional terá que se reunir para salvar uma menina. A eficiente direção coube à John-Ho Bong, não perca este filme é imperdível!






UM CRIME DE MESTRE:
Willy Beachum (Ryan Gosling) é um jovem e ambicioso promotor público, que está no melhor momento de sua vida profissional. Ele tem 97% de vitória nos casos em que atuou e está prestes a assumir um cargo na famosa agência Wooton Sims. Porém, antes de deixar o cargo de promotor ele tem um último desafio pela frente: Ted Crawford (Anthony Hopkins). Após descobrir que sua esposa o estava traindo, Ted a matou com um tiro na cabeça. Parecia um caso simples, já que era um crime premeditado e com uma confissão clara, mas Ted cria um labirinto complexo em torno do caso de forma a tentar sua absolvição. Gregory Hoblit mostra que tem pleno domínio dos bastidores jurídicos e cria um grande confronto entre dois excelentes atores, Anthony Hopkins e Ryan Gosling. O filme ainda acerta ao deixar de lados reviravoltas características do gênero assim, sobra tempo para desenvolver a trama com coerência e elegância.

O DESPERTAR DE UMA PAIXÃO:
Passou rapidamente pelos cinemas (eu não pude assistir), este filme de John Curran (do curioso Tentação), narra a história de Kitty (Naomi Watts, de King Kong), garota pertencente à esnobe classe alta de Londres na década de 1920 e que se vê obrigada a casar com o bacteriologista Walter Fane (Edward Norton, de O Ilusionista), por estar perto de ultrapassar a idade correta de uma moça casar, o que traria vergonha à família. Depois de casados, mudam para Xangai, na China, onde o marido trabalha em um laboratório estatal. Entediada com sua vida na cidade, ela inicia um caso com o vice-cônsul britânico, Charles Townsed. O que faz com que Walter decida se vingar dela quando descobre: ele a leva para viver no interior do estranho país, em uma região onde a cólera é epidêmica. Ao contrário do que poderia prever, isso faz com que o casal se reaproxime e com que a mimada Kitty passe a ver o homem com quem se casou com outros olhos.

TOTALMENTE APAIXONADOS:
Mesmo contando com um elenco impecável, o diretor Bart Freundlich, marido de Julianne Moore, não soube aproveitar os personagens neste sub-Woody Allen, há certas situações constrangedoras e piadas ruins, além disso, a personagem de Eva Mendes aparece s desaparece de cena sem maiores explicações. A trama acompanha o relacionamento de dois casais que vivem na cidade de Nova York e que precisam aprender a lidar, mais do que um com o outro, também com todos os fatores externos que podem atrapalhar a relação de qualquer vida a dois como as conquistas, derrotas, prazeres e decepções de todos os tipos. No elenco: David Duchovny (de Reflexos da Amizade), Julianne Moore (de Leis da Atração), Billy Grudup (de Quase Famosos) e Maggie Gyllenhaal (de Secretária).



O JULGAMENTO DO DIABO:
Um escritor fracassado vive em um sujo apartamento em Nova York e não tem sorte com as mulheres. Além disso ele foi demitido da loja em que trabalhava. Ao voltar para casa, ele é assaltado e tem seu último e inédito romance roubado. Tudo está perdido até que o próprio Diabo aparece na figura de uma linda e sensual mulher e lhe oferece tudo o que ele nunca teve em troca de sua alma. Desesperado, ele aceita o acordo. Mas logo que todo o sucesso prometido começa a desaparecer, ele sai a procura de um homem que ficou conhecido como o único que derrotou o Diabo. Assim, um julgamento se dá pela alma do escritor, e uma batalha sobrenatural em pleno tribunal. Inédito nos cinemas esta comédia foi dirigida por Alec Baldwin e, no elenco, tem Baldwin, Jennifer Love Hewitt, Anthony Hopkins, Kim Catrall e Jason Patric.


O CHEIRO DO RALO:
Lourenço (Selton Mello) é o dono de uma loja que compra objetos usados. Aos poucos ele desenvolve um jogo com seus clientes, trocando a frieza pelo prazer que sente ao explorá-los, já que sempre estão em sérias dificuldades financeiras. Ao mesmo tempo Lourenço passa a ver as pessoas como se estivessem à venda, identificando-as através de uma característica ou um objeto que lhe é oferecido. Incomodado com o permanente e fedorento cheiro do ralo que existe em sua loja, Lourenço vê seu mundo ruir quando é obrigado a se relacionar com uma das pessoas que julgava controlar. Um dos filmes nacionais mais comentados neste ano pela temática inusitada, deve fazer mais sucesso com a chegada em dvd já que seu percurso no circuito cinematográfico ficou restrito aos cinemas arte.



QUEBRA DE CONFIANÇA:
Filme que passou desapercebido pelos cinemas, lembra o clima recente de O Bom Pastor, sobre os bastidores das agências de espionagem americanas, aqui, baseado em fatos reais se investiga o maior vazamento de informações da história do FBI. Dirigido por Billy Ray, de O Preço de uma Verdade, destaca-se a performance de Chris Cooper, genial, a sempre eficiente Laura Linney e a surpresa Ryan Phillippe, mostrando uma maturidade inédita. Na trama tudo começa quando um jovem agente é promovido para um cargo na central do FBI. Ali ele é escolhido para trabalhar ao lado de um veterano que está na área de certificação de informações, uma divisão criada para proteger informações confidenciais do governo. Mas logo o jovem agente descobre que ele foi, na verdade, colocado ali para um motivo mais especial, já que seu novo chefe está sendo investigado sob suspeita de espionagem. Assim, sua missão acaba sendo usar a crescente confiança que seu novo chefe deposita nele para descobrir o que realmente está acontecendo. Dessa forma, todos se envolvem em um conflito de espionagem perigoso e em uma trama que se não for descoberta a tempo poderá colocar todo o país em perigo.

A COLHEITA DO MAL:
Hilary Swank é uma atriz que necessita urgentemente trocar de agente, após cada prêmio Oscar, já foram dois, ela escolhe projetos medonhos, anos atrás foi O Núcleo, agora após Menina de Ouro, ela estrela este suspense com toques de terror e religião, muito fraquinho. Swank é Katherine Winter, missionária cristã "convertida" em desmistificadora de fenômenos paranormais, uma militante do bom senso e da lógica ortodoxa, para quem tudo na vida tem uma explicação. Essa passagem da religião para o racionalismo extremo é fruto de um trauma: a morte de sua família em uma circunstância de grande violência. Portanto, o trauma de Katherine, em última instância, a conduz à razão. Ela passa a não ver transcendência em mais nada, lidando com a vida como uma experiência apenas factual, como um fenômeno da física e da biologia. No cinema, porém, não é assim. Tudo pode acontecer se o roteirista quiser e o produtor deixar. E acontece. Katherine, a mulher da razão, leva um xeque-mate. Durante um de seus serviços, não consegue explicar um fenômeno paranormal. Na verdade, vários. Ela chega numa cidadezinha típica de filme de terror, daquelas com direito a pântano e menina esquisita e se depara com um rio que misteriosamente se infecta com sangue, praga de gafanhotos e doenças inexplicáveis. Não demora em identificar no fenômeno, uma relação com as 10 pragas da Bíblia.


Setembro 11, 2007


Eu os Declaro Marido e...Larry!



Não sei como Hollywood ainda consegue criar comédias que apelam para piadas sobre gordos e situações que envolvam flatulências, ou pior as duas coisas juntos, sinceramente, nem adolescentes devem rir destas situações levadas à exaustão em quase todas as comédias americanas. Em EU OS DECLARO MARIDO E... LARRY!, há uma forte sensação de um roteiro híbrido, ora surgem piadas e situações grosseiras, ora diálogos espirituosos sobre amizade e tolerância.

Dizem que isto ocorre em função do roteiro original de Alexander Payne e Jim Taylor (de Sideways e As Confissões de Schmidt, ambas as comédias agridoce), ter recebido um último tratamento por parte de Barry Fanaro quando da entrada na produção de Adam Sandler. Assim a trama de amizade ganhou tons homofóbicos (há todo tipo de estereótipo gay já surgido no cinema, como se isso fosse engraçado) com uma sutil mensagem de tolerância lá no final da projeção.

Inegavelmente, o filme tem seus momentos divertidos e cômicos, principalmente, no carisma de Kevin James (de Hitch - Conselheiro Amoroso, anos luz melhor em cena do que Sandler), em uma piada aqui e outra ali, somente não precisava aturar as aparições sem-graça dos amigos de Sandler, Roy Schneider e David Spade. Pelo menos, há Jessica Biel, linda e numa forma física... sem palavras, surge em cena molhada de calcinha e sutiã, melhor impossível.

EU OS DECLARO MARIDO E...LARRY: 6,0
(I Now Pronounce You Chuck and Larry, Eua, 2007)
Direção: Dennis Dugan
Roteiro: Barry Fanaro, Alexander Payne e Jim Taylor
Com: Adam Sandler, Kevin James, Jessica Biel, Steve Buscemi, Dan Aykroyd, Richard Chamberlain, Roy Schneider, David Spade. 115 min. Universal


Setembro 8, 2007


Hora do Rush 3



Nem há muito que se comentar sobre HORA DO RUSH 3, cinessérie que iniciou em 98, repetindo a velha fórmula de filmes policias onde uma dupla de diferente perfil é obrigada a trabalhar junto, adicionam-se a isso cenas de ação num contexto cômico e o sucesso depende somente do carisma e química dos protagonistas.

Substituindo Máquina Mortífera, Hora do Rush incrementou em sua trama as peripécias marciais de Jackie Chan, então novato nos Eua na época, junto à voz esganiçada do comediante Chris Tucker, o resultado deu certo o filme foi um sucesso, a continuação idem, no entanto, nesta terceira parte houve um equívoco da produção: como uma produção como esta pode gastar 140 milhões de dólares, isto é incompreensível, não há nada no filme que justifique este valor, somente se os atores ganharam metade deste valor.

O que poderia ser um sucesso de bilheteria (o filme já arrecadou mais de 110 milhões nos Eua) pode ser transformar num quase fracasso, o filme vai render lucro, mas muito abaixo do esperado em comparação com os anteriores, o que deve sepultar de vez a cinessérie. Se o valor da produção foi devido aos salários de Tucker e Chan, há uma grande questão por trás, como os produtores puderam pagar estes cachês quando Jackie Chan já não é mais garantia de bilheteria há algum tempo e parece estar bastante incomodado no filme, e Tucker não trabalha num longa desde o anterior Hora do Rush 2 em 2001?

Especificamente sobre HORA DO RUSH 3, o filme mostra sinais de cansaço ao repetir sempre a mesma fórmula para juntar os parceiros Carter e Lee, modifica-se somente o cenário, aqui Paris. A trama policial é previsível que só ela, não há novidades em cena nem mesmo as seqüências de luta de Chan já não empolgam. Alguns momentos cômicos são engraçados, como a adição do taxista xenofóbico francês (personagem de Yvan Attal, ator israelense de Munique e A Intérprete), e as curiosas participações do veterano ator Max von Sydon e o diretor Roman Polanski. Portanto, HORA DO RUSH 3 é mais do mesmo!

OBS: como normalmente ocorre nos filme de Jackie Chan nos créditos finais há os erros em cena, não muito engraçados, diga-se de passagem.

HORA DO RUSH 3: 4,0
(Rush Hour 3, Eua, 2007)
Direção: Brett Ratner
Roteiro: Jeff Nathanson
Com: Chris Tucker, Jackie Chan, Hiroyuki Sanada, Max von Sydon, Yvan Attal, Roman Polanski. 90 min. PlayArte


Setembro 5, 2007


Destaques da Semana em DVD



A ESTRANHA PERFEITA:
Uma bobagem sem tamanho este suspense do, normalmente, razoável diretor James Foley. O filme é um amontoado de clichês de suspense com toques que deveriam ser sensuais, no entanto, a química de Willis e Berry é nula. Além disso, dos ditos quatro finais (não sei pra quê?) que foram filmados para resolver a trama escolheram o pior para exibí-la no cinemas. Esquecendo, a trama é sobre um executivo casado, vivido por Bruce Willis , tem um romance com uma amiga, o caso acaba mal quando a garota é assassinada e pouco do que aconteceu fica claro. É quando uma amiga da garota, a bela repórter investigativa Rowena Price (Halle Berry), entra em ação para tentar descobrir a verdade sobre o assassinato da garota. Ela desconfia que o executivo esteja por trás do crime, e dessa forma se disfarça de assistente dela, com quem começa um jogo de sedução.

RETORNO DOS MALDITOS:
Depois do elogiado remake de Quadrilha dos Sádicos, Viagem Maldita, dirigida pelo frânces Alejandro Aja, rapidamente criou-se uma continuação, sem a presença do diretor, agora é Martin Weisz quem dirige. Programado para entrar no cinemas foi cancelado devido ao fracasso nos cinemas americanos, com razão, diga-se de passagem, o filme é muito fraco, trama, atores e direção em nada repetem os acertos do anterior. A seqüência que se passa dois anos após os acontecimentos do primeiro filme, quando a família Carter foi atacada por mutantes canibais no deserto do Novo México. Dessa vez, o filme está mais aterrorizante e sanguinolento, com uma matança que vai agradar ainda mais quem gostou do primeiro. Aqui um grupo de novatos da Guarda Nacional em uma missão de rotina precisa enfrentar as mesmas aberrações assassinas que a família Carter enfrentou. Só que dessa vez o patriarca dos mutantes não quer apenas carne humana para comer, ele também precisa de fêmeas para reproduzir a sua raça.

NOME DE FAMÍLIA:
Filme que chegou a ser exibido nos cinemas, da diretora indiana Mira Nair, mas que deve encontrar seu real público nas videolocadoras. O Filme mostra a vida de duas gerações de uma família indiana vivendo nos Estados Unidos e precisando lidar com as enormes diferenças culturais que existem entre os dois paises. O personagem central é baseado na figura de um jovem de ascendência indiana que nasceu nos Estados Unidos. Ali, ele se vê dividido entre os costumes seculares mantidos pela sua família e os valores de uma sociedade mais desapegada. Assim, ele luta para chegar a um ponto de equilíbrio entre os seu ancestrais e sua nova vida. No elenco, o jovem Kal Penn, conhecido da comédia Madrugada muito Louca com passagens no seriado 24 Horas e na próxima temporada de House.

MOTOQUEIROS SELVAGENS:
Uma aventura com toques de comédia típica da Disney, de uma inofensividade ímpar, reune um grande elenco masculino para contar a história de Bobby (Martin Lawrence), Doug (Tim Allen), Dudley (William H. Macy) e Woody (John Travolta), amigos veteranos que se vestem como motoqueiros radicais, mas estão um pouco longe disso. No entanto, em busca de aventura, eles resolvem pegar a auto-estrada, mas se metem em encrencas quando encontram uma violenta gangue de motoqueiros do México conhecida como Del Fuegos. Destaque para o sempre eficiente William H. Macy.





BATISMO DE SANGUE:
Drama nacional de Helvécio Ratton baseado no livro denúncia contra a tortura, de autoria de Frei Beto, durante o regime militar, criou polêmica pelas cenas de tortura, no elenco os atores Caio Blat e Daniel de Oliveira. A trama mostra o envolvimento de um grupo de frades dominicanos na luta contra a ditadura, agindo nos bastidores das ações armadas e nas estratégias de fuga, sem deixar de pagar com marcas e dores no corpo e na consciência por essa atitude. Com uma estrutura não linear que começa quase pelo fim (o suicídio de Frei Tito).






REFÉNS DO MAL:
Suspense americano inédito nos cinemas, mas que ganhará destaque entre o público de seriados por ter como protagonistas os atores Josh Holloway (Sawyer de Lost) e Sarah Wayne Calles (a Dr. Tancredi de Prison Break). O suspense é sobrenatural, na história tudo o que o homem (Holloway) deseja é um novo começo ao lado de sua noiva. Porém, ele tem um passado obscuro que o impede de conseguir um empréstimo num banco. Assim, como única alternativa para conseguir o que deseja, ele se alia a dois homens que planejam o seqüestro do filho de uma das mulheres mais ricas do estado. Dessa forma, ele entre em ação e pega o garoto de oito anos de idade. Assim, o grupo busca o objetivo e pensa ter pego apenas uma criança inocente. Quando coisas estranhas passam a acontecer, eles percebem que nem tudo está no lugar como imaginavam, e que na verdade o garoto pode ser muito mais perigoso do que eles pensam.

PRIMITIVO:
Produção que investe em um animal selvagem e de proporções gigantescas para meter medo no espectador, no entanto, é uma produção da Disney que acaba tendo a audácia de fazer um filme de monstro com questões sociais africanas, só esqueceram de avisar o roteirista destas intenções. Tudo começa quando uma equipe de filmagem vai à África para filmar e capturar um crocodilo que está ameaçando diversos povoados da região, e que já tem em suas mandíbulas a contabilidade de cerca de 300 mortos. Chegando lá, a equipe descobre que se trata de uma fera capaz de dizimar a todos, e enfrenta o maior desafio de suas vidas. Além do crocodilo os turistas também terão que enfrentar a mílicia local.




BRILHO DAS ESTRELAS:
Romance inglês com um elenco respeitável, Alfred Molina, Jonathan Pryce e Catherine McCormack que faz um homenagem ao cinema, inédito nos cinemas. No ano de 1939 a Itália passa por um momento difícil já que o governo fascista de Mussolini está prestes a assinar um pacto com a Alemanha nazista de Hitler. Assim, os ventos da guerra já sopram e a tensão social e política só aumentam. É nesse clima que um produtor judeu decide rodar um épico nos famosos estúdios da Cinecittà. Com uma estrela alemã, um astro Inglês e um diretor húngaro, as filmagens começam. Mas fora das telas os profissionais fazem de tudo, abusando do álcool e das drogas para tentar fugir da realidade dura e ameaçadora que os cerca. Ao mesmo tempo em que as pressões de todos os lados pela conclusão do filme começam, o produtor se envolve em um escândalo quando a imprensa descobre que ele é homossexual. Com todas as circunstancias contra, ele e os profissionais da produção decidem filmar um final extraordinário para o filme em apenas uma noite, dessa forma pondo em risco até suas vidas.

YAMATO:
Inédito nos cinemas esta produção distribuída pela Fox foi considerada uma superprodução no Japãojá que foram gastos mais de 600 milhões de yens na construção de um cenário que é a réplica exata dos 190 metros da proa à popa do Yamato, o maior e mais poderoso navio de guerra do mundo, que em abril de 1945 partiu com aproximadamente 3000 tripulantes em uma missão suicida para defender seu país. O filme reconstitui o fato histórico não apenas com fidelidade visual, mas também em termos de conteúdo, tornando-se uma obra única da história da cinematografia japonesa.






APARTAMENTO 1303:
Terror japônes de 2007, dirigigo por Ataru Oikawa, na trama um luxuoso e bem localizado apartamento está para locação na cidade de Tóquio. Com uma enorme varanda que dá de frente para o mar, o local seria o desejo de qualquer um, mas alguns problemas antigos insistem em manchar a reputação do imóvel. Essa varanda já foi palco de uma série de suicídios, sendo o último o da irmã de uma jovem. Mas ela não aceita a versão oficial e está decidida, de uma vez por todas e custe o que custar, a descobrir qual o mistério que se esconde no local. Assim, em busca da verdade, ela vai descobrir uma história de violência, abuso e desespero que vai revelar um pesadelo que ela jamais imaginou viver.




MEU CASO COM O IMPERADOR:
Inédito nos cinemas esta produção francesa conta com os atores Daniel Auteuil e Monica Bellucci para contar a história que se inicia na Ilha de Elba, em 1814, já que o famoso imperador Napoleão Bonaparte vai se exilar no local depois de abandonar o título de imperador por sua derrota em Lipsia. Assim, todos os moradores entram em estado de euforia já que percebem nessa a grande chance de ter um imperador importante no local, exceto um professor que vê nisso apenas uma ameaça. Junto com o imperador está também uma bela baronesa, que logo chama a atenção do professor. Por ironia, o professor que odeia o imperador é contratado para ser o biografo do grande homem, e ao mesmo tempo em que o clima de romance entre ele e a baronesa cresce, sua consciência pesa já que ele vê a chance de matar o imperador junto com a crescente admiração que ele passa a sentir pelo seu antigo desafeto.


BOSQUE DAS SOMBRAS:
Produção que se passa nos belos cenários do norte da Espanha durante os anos 70. Um casal de ingleses vai ao local para passear e passar dias de tranqüilidade com um casal de amigos. O que era para ser calmo e romântico, acaba se tornando um feriado cheio de violência e tensão quando as coisas saem do controle e alguma vibração maligna ronda o local. Agora, eles enfrentarão algo que vai mudar para sempre as suas vidas. Na verdade este filme é uma co-produção entre Espanha, França e Inglaterra e no elenco possui os conhecidos Gary Oldman e Paddy Considine.





Setembro 4, 2007


O Ultimato Bourne



Está acertado então que a melhor continuação/trilogia da temporada do verão americano é O ULTIMATO BOURNE (nem preciso esperar pela chegada de A Hora do Rush 3, concordam?), Greengrass e os roteiristas entregam um filme de espionagem maduro e adulto num contexto contemporâneo, fechando com chave de ouro a trilogia de espionagem que modificou este subgênero, que o diga o novo James Bond.

Desde seu surgimento em 2002 com a Identidade Bourne, dirigido por Doug Liman (que anda sumido), o agente Jason Bourne procura descobrir sua verdadeira identidade depois de ser abandonado desmemoriado, depois em A Supremacia Bourne, surge o sentimento de vingança pela morte de sua namorada (mencionada em flashbacks neste final), e o relacionamento com os bastidores da CIA. Agora, em O ULTIMATO BOURNE, além de descoberta de sua identidade, Bourne procura desmascarar a operação da qual fez parte, buscando um sentido para sua vida . Um roteiro complexo, que necessita de um pré-entendimento para melhor compreensão, mas, nada que alguns minutos para estar inteirado com a trama do filme.

Um ponto forte de toda a trilogia Bourne se encontra no respeitado elenco, desde a escolha acertada em Matt Damon (que não esboça um mínimo sorriso, lembrando seu protagonista em O Bom Pastor) até nomes mais conceituados como Paddy Considine, Joan Allen (perfeita), David Strathairn (repugnante, na construção do personagem) e Albert Finney (que tem pouco tempo em cena), que, com certeza toparam estar no filme devido ao eficiente roteiro.

Porém, nem só de tramas e personagens sobrevive O ULTIMATO BOURNE, como um digno representante do gênero, há muitas cenas de ação, desde uma perseguição humana intensa no Marrocos, até uma inusitada perseguição automobilística pelas ruas de Nova Iorque. É de se notar a capacidade da trama ser globalizada, além destes lugares que citei ainda surgem na tela Rússia, Inglaterra e Espanha.

A sensação que se tem é que o filme é muito intenso e urgente, graças à edição e montagem (extremamente picotada, mas compreensível), temos a sensação de imediatismo do contexto, Greengrass utiliza um tom meio documental que acrescenta veracidade para este jogo de interesses nos bastidores da CIA. Se completa um ciclo onde a qualidade dos filmes permaneceu equilibrada, muito diferente do que anda ocorrendo em outras franquias.

O ULTIMATO BOURNE: 9,0
(The Bourne Ultimatum, Eua, 2007)
Direção: Paul Greengrass
Roteiro: Scott Z. Burns, George Nolfi, Tony Gilroy
Com: Matt Damon, David Strathairn, Joan Allen, Julia Stiles, Paddy Considine, Albert Finney, Scott Glenn. 111 min.


Setembro 1, 2007


Paranóia



PARANÓIA é uma versão teen do clássico Janela Indiscreta, do mestre Alfred Hitchcock, o que me surpreende é o sucesso que o filme fez nos cinemas americanos. Indo na contramão do cinema para os jovens, PARANÓIA, é um filme com ritmo cadenciado e um clima de desconfiança intenso, mas não há correrias, dezenas de mortes e sangue escorrendo na tela. Há certa ingenuidade no roteiro e na direção que lembra os filmes da década de 80, como Os Goonies e Conta Comigo, não fosse os aparatos técnicos que o guri utiliza para espionar os vizinhos enquanto cumpre pena de prisão domiciliar, com direito a um localizador na canela.

O lado positivo disto prova que o jovem americano não quer somente filmes descerebrados e sanguinários, um comportamento sempre apontado pelos produtores através dos filmes feitos para esta faixa etária. Claro, que há um jovem como herói (Shia LaBeouf, rumo ao estrelato, presença carismática), uma garota como objeto de desejo, um amigo leal e os demais estereótipos (nas mãos de atores como Carrie-Anne Moss e David Morse). O roteiro não consegue fugir das armadilhas óbvias, tanto que sua meia hora final é digna de um filme do Supercine.

A direção de D.J. Caruso (de Roubando Vidas) não colabora para transformar PARANÓIA num programa imperdível, pelo menos é um esquecível passatempo, a notar a seqüência do acidente automobilístico, bem conduzida, e pelo jeito, Caruso é especialista nestas cenas já que em Roubando Vidas o cineasta também iniciava o filme com uma cena similar a que ocorre aqui.

PARANÓIA: 6,0
(Disturbia, Eua, 2007)
Direção: D. J. Caruso
Roteiro: Christopher B. Landon, Carl Ellsworth
Com: Shia LaBeouf, Sarah Roemer, Carrie-Anne Moss, David Morse, Aaron Yoo. 105 min. Paramount


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