BAÚ DE FILMES

Junho 29, 2007


Lançamentos da Semana



UNIVERSAL: O BOM PASTOR (suspense dramático dirigido por Robert DeNiro com um super elenco como Matt Damon, Angelina Jolie, Joe Pesci, William Hurt e Alec Baldwin, contando os bastidores do surgimento da CIA);

PARAMOUNT: DREAMGIRLS (ganhador do Oscar de atriz coadjuvante para Jennifer Hudson, musical que conta o surgimento de um grupo musical formado por três garotas nos anos 60);


ALPHA FILMES: SILK - O PRIMEIRO ESPÍRITO CAPTURADO (´com rápida passagem pelos cinemas este é um suspense tailândes) e AS CINCO PESSOAS QUE VOCÊ ENCONTRA NO CÉU (produção veiculada na televisão americana baseada no livro homônimo de Micht Albon, que conta a história de um senhor zelador de um parque que ao morrer descobre a importância de sua existência ao rever cinco pessoas que tiveram importante eventes relacionados a sua pessoa, com Jon Voight, Jeff Daniels e Ellen Burstyn);

FLASHSTAR: A VOLTA DOS BRAVOS (inédito nos cinemas é um drama que conta sobre a volta de soldados à suas vidas após um evento marcante na guerra com Samuel L. Jackson e Jessica Biel);


OCEAN: AURORA BOREAL (drama inédito nos cinemas sobre o relacionamento entre um jovem e seu avô, com Donald Sutherland, Joshua Jackson e Juliette Lewis);

Junho 26, 2007


Totalmente Apaixonados



Não ando num momento muito iluminado para postar meus textos sobre os filmes que tenho visto ultimamente, nada me empolga muito ou são continuações ou mais do mesmo (do que já não era grande coisa), diversos dias penso em postar qualquer coisa, uma notícia, curiosidade ou mesmo algum fato que ocorreu na videolocadora que supervisiono vocês não têm idéias do que as pessoas acham de certos filmes, normalmente, aquele filme sem graça é sempre engraçado ou aquele filme ruim de doer é super elogiado, literalmente, se escuta de tudo.

Comentando especificamente sobre TOTALMENTE APAIXONADOS, de Bart Freundlich (à propósito, marido de Julianne Moore), o que mais me irrita neste sub-Wood Allen é sua insistente necessidade de ter um roteiro engraçadinho (no diminutivo mesmo) apesar dos problemas e situações serem sérios, pelo menos até onde eu sei casamento em crise e traição são assuntos assim, a todo instante os personagens verbalizam piadinhas ou vivem situações cômicas. Claro que o filme pode, e deve ter humor porque o comportamento humano é engraçado por natureza, no entanto, para a história ser levada a sério, tem que conter um mínimo de coesão entre a dramaticidade dos personagens com as situações que vivem, o que não acontece em cena.

O estrago não é pior porque o elenco de TOTALMENTE APAIXONADOS é superior ao roteiro e as armadilhas do mesmo, destaque principalmente para David Duchovny com um timing perfeito em seu humor, no mais são Moore, Gylenhaal e Crudup fazendo milagre para tornar o filme num passatempo, no mínimo, rápido e indolor. Além das tramas serem rasas e inconclusivas o roteiro ainda perde no meio da metragem a personagem de Eva Mendes (sempre uma tentação), que eu não sei o que está fazendo em cena e some despercebida.

TOTALMENTE APAIXONADOS: 4,0
(Trust The Man, Eua, 2006)
Direção: Bart Freundlich
Roteiro: Bart Freundlich
Com: Julianne Moore, David Duchovny, Maggie Gyllenhaal, Billy Crudup, Eva Mendes. 103 min IMAGEM FILMES


Junho 21, 2007


Lançamentos da Semana



FOX:O ÚLTIMO REI DA ESCÓCIA (filme que rendeu um Oscar de melhor ator para Forest Whitaker no papel de Idi Amin) e NOTAS SOBRE UM ESCÂNDALO (dirigido por Richard Eyre, recebeu indicações ao Oscar pelas atuações de Cate Blanchett e Judi Dench);


WARNER:LETRA & MÚSICA (divertida comédia romântica com Drew Barrymore e Hugh Grant);


PLAYARTE:ANTÔNIA - O FILME (produção nacional que deu origem à minissérie da Rede Globo, com os mesmos personagens e atrizes);


PARIS FILMES:O AMOR PODE DAR CERTO (romance para ver com lencinho perto com Dermot Multoney e Amanda Peet);


IMAGEM:QUEM MATOU O CARRO ELÉTRICO? (curioso documentário sobre o boicote a invenção e industrialização do automóvel à base de energia elétrica, tem até o depoimento de Mel Gibson, um dos consumidores do veículo);


SWEN:VOCÊ É TÃO BONITO (romance com drama francês que passou rapidamente pelos cinemas);


SONY:PEGAR E LARGAR (inédito nos cinemas esta comédia com toques de drama e romance tem Jennifer Garner como uma jovem que acaba de perder o namorado e passa a morar com os amigos dele, no elenco Timothy Olyphant, Juliette Lewis e o diretor Kevin Smith);


Junho 17, 2007


O Hospedeiro



As facilidades que o mundo globalizado trouxe ao cinema mundial são inquestionáveis, o cinema oriental sempre referência no gênero fantasia consegue, agora, produzir filmes com qualidades técnicas inquestionáveis (como Hollywood), sem exagerar no quesito orçamento. Este é o caso do coreano O HOSPEDEIRO, filme sensação desde o ano passado, por transgredir o gênero filme de monstro ao acrescentar neste rótulo crítica social e um competente drama familiar.

É impressionante como o roteiro consegue dosar estes subgêneros que, normalmente, se atropelariam diante de nossos olhos, que no caso da direção de Bong Joon-Ho, não acontece. Logo na abertura temos o apontamento de um acidente real que ocorreu na Coréia do Sul, e que já nos aponta a direção do quesito político que o filme adota, após 10 minutos somos apresentados ao mutante que vive no Rio Han atacando um parque público (numa cena violentamente arrebatadora) e somos apresentados aos cinco elementos da uma família que se vêem envolvidos com o Monstro, após este seqüestrar um integrante da mesma, são eles: um avô trabalhador, o filho mais velho que lhe ajuda sem grandes ambições e, que possui uma filha jovem, e seus dois irmãos: um recém formado desempregado (outro tema mostrado no filme) e uma esportista de arco e flecha (me desculpem mas não consigo guardar os nomes orientais dos personagens).

Neste curioso painel há uma família desestruturada que se vê de uma hora para outra tendo que reconstruir os laços e mágoas do passado para salvar um integrante que dá indícios de ter sobrevivido ao primeiro ataque do Monstro. A partir disso, o filme desenvolve os três temas de maneira eficiente: no que se refere ao Monstro, os sustos e as cenas de pavor permeiam o filme todo, o Monstro criado pelo roteiro é insaciável e aterrador, criado pela empresa Weta (de Peter Jackson) são perfeitos os movimentos e a construção do mesmo, no que se refere aos efeitos digitais somente quando fogo é inserido em algumas cenas é perceptível a superficialidade do mesmo.

Já a trama política se desenvolve de maneira a alertar sobre a política intervencionista dos americanos na sociedade coreana (tanto que os supostos vilões são americanos). Já o governo coreano surge como manipulado pelas idéias colonialistas dos americanos deixando a sociedade coreana às cegas sobre os reais eventos que ocorrem na cidade. Mesmo assim, para ilustrar todos estes acontecimentos o maior enfoque se concentra nos familiares, são eles que conseguem transmitir toda a dramaticidade e terror da situação sem esquecer de momentos cômicos, protagonizados pelo filho mais velho.

Uma impressão que eu tenho é que nada é gratuito no roteiro (curiosamente criado a seis mãos), cada característica de algum personagem ou uma informação de alguma cena, mais tarde é reaproveitada pela trama (como nos casos de um celular não funcionar direito e a utilização de um objeto como arma). Além disso, a montagem, edição, fotografia e maquiagem estão em sintonia com a proposta comercial do filme de divertir e assustar, este conjunto de fatos fez com que um filme B vindo da Coréia do Sul ganhasse tanta notoriedade (assim como ocorreu com seu conterrâneo Oldboy).

O HOSPEDEIRO: 9,0
(Gwoemul, Coréia do Sul, 2006)
Direção: Bong Joon-Ho
Roteiro: Chul-hyun Baek, Joon-ho Bong, Won-jun Ha
Com: Song Kang-Ho, Byeon Hee-Bong, Bae Du-Na, Park Hae-II, Ko Ah-Seung, Lee Jae-Eung. 119 min.


Junho 15, 2007


Lançamentos da Semana



IMAGEM FILMES:CIDADE DO SILÊNCIO (inédito nos cinemas este suspense conta com a presença de Antonio Banderas e Jennifer Lopez, tentando ser atriz novamente, num filme que versa sobre uma cidade mexicana onde há um alto indice de estupros seguidos de morte de mulheres e jovens sem que haja interesse maior de investigação por parte da polícia, Lopes e Banderas são repórteres que resolvem apostar suas vidas nesta investigação, baseado em fatos reais) e DOMINIO DO MAL (suspense sem referências);


SWEN:MATERIAL GIRLS (não bastasse existir, hehe, Hillary Duff ainda possui uma irmã, que nesta comédia protagoniza junto a ela, não sei como há ainda a presença de Angelica Houston, vai entender);


EUROPA:PÂNICO EM ALTO MAR (inédito nos cinemas, lembra bastante o recente Mar Aberto, aqui uma tripulação acaba indo brincar no mar abert sem descer a escada do barco, sendo assim, ficam todos impossibilitados de subir novamente a bordo e, para piorar, há um neném, prester a acordar dentro do barco, no elenco o rosto mais conhecido é o ator que faz o Dr. McSteamy do seriado Grey's Anatomy), PALACIO REAL (comédia francesa com Catherine Deneuve) e ICHI - O ASSASSINO (filme bastante conhecido de Takashi Miike realizado em 2001);


CALIFÓRNIA:O ÚLTIMO GOLPE (suspense sobre traição com Micheal Keaton e Brendan Fraser, inédito nos cinemas) e GUERREIROS AFEGÃOS (ação com Micheal Madsen);

UNIVERSAL:EM NOME DE HONRA (drama passado na África com Tim Robbins e Derek Luke, inédito nos cinemas) e CANDIDATO ALOPRADO (comédia de Barry Levinson, sobre um apresentador que se lança condidato a presidente dos Eua, com Robin Willians, Laura Linney e Christopher Walken, inédito nos cinemas);

WARNER:SUBLIME (terror dirigido por Tony Krantz, produtor do seriado 24 Horas, e no elenco Tom Cavanagh, dos seriados Ed e Love Monkey);


Junho 13, 2007


Premonições



O cinema americano continua tentando se reinventar com a adição de diretores estrangeiros para comandar as produções da indústria, como já ocorreu antes, em Água Negra (dirigido pelo brasileiro Walter Salles) e Fora de Rumo (por alemão do qual não lembro o nome), somente para citar alguns. Agora, o alemão de origem turca, Mennan Yapo, comanda PREMONIÇÕES (título equivocado, pois a protagonista não possui premonições e sim vive situações em desordem temporal a partir de um evento fatídico), no entanto, os produtores esquecem o óbvio, para renovar seus filmes necessitam também de um roteiro que se comprometa com isto, e não é o que acontece na trama de Billy Kelly.

Em PREMONIÇÕES, Kelly reitera a trama de O Feitiço do Tempo, numa verve mais dramática, Linda, a personagem de Sandra Bullock (bastante contida), é informada numa tarde que seu marido morreu num acidente de carro, no dia seguinte ao despertar nota que ele está vivo, no outro dia, já é a hora de enterrá-lo, nessa confusão o roteiro consegue nos instigar a ter mil teorias, inclusive montando um quebra-cabeça dos eventos de dias anteriores e posteriores ao acidente pela qual Linda está passando. Porém, o roteiro trai nossa inteligência a partir do momento no qual nos subjuga em acompanhar sua trama, faz Linda desenhar um diário para identificarmos os eventos ocorridos (como se fosse preciso recapitular os eventos que recém acompanhamos).

Outro equivoco na trama é tentar explicar o evento em um discutível diálogo entre um padre e Linda sobre destino e fé, como se isto fosse necessário, a partir do momento que embarcamos no que sucede a Linda como um evento único não se faz necessário arranjar uma explicação plausível ou sobrenatural para a mesma, até porque tomar partido de uma resolução é levantar discussões sobre crenças, o que acaba por atrapalhar o suspense da trama (que se segura bem na maioria da projeção).

Como disse anteriormente, a adição de Mennan Yapo pouco acrescenta a trama, inclusive, acredito que o diretor poderia ter feito uso de diferentes fotogramas para mostrar os dias anteriores e posteriores a morte de Julian (marido de Linda), tentando criar diferentes realidades aos eventos e poupando Linda de explicações desnecessárias. Falando nisso, o roteiro tenta e até consegue, nos fazer acreditar que Linda é burra, pois, sua personagem nunca investiga friamente os eventos que já conhece quando está no passado e no futuro sempre age de maneira enlouquecida, no que leva a parte discutível de PREMONIÇÕES, quando internam sua personagem e surge um psiquiatra (Peter Stormare, numa escalação errônea por parte da produção) que, inclusive, menciona que as situações contadas por Linda são inconsistentes como se o seu roteirista estivesse nos avisando sobre sua trama.

PREMONIÇÕES: 4,0
(Premonition, Eua, 2007)
Direção: Mennan Yapo
Roteiro: Bill Kelly
Com: Sandra Bullock, Julian McMahon, Nia Long, Shyan McClure, Courtney Burness. 110 min. Paris Filmes


Junho 9, 2007


Piratas do Caribe - No Fim do Mundo



Três horas, ainda não acredito que eu consegui agüentar as longas três horas de duração do filme PIRASTAS DO CARIBE - NO FIM DO MUNDO (também conhecido como Piratas do Caribe 3), o que era para ser somente um filme pipoca foi transformado pelos roteiristas e pelo diretor Gore Verbinsky numa sessão tediosa, por vezes, divertida onde o foco da trama se dispersa demais em subtramas desnecessárias apesar da inigualável beleza da direção de arte e efeitos (o que ocorria também nos filmes anteriores).

Para mim, o surgimento do personagem Jack Sparrow (principal mérito do filme e do ator Johnny Depp) demora quase meia hora (até porque estava morto), e quando surge sua trama é demasiado fora do tom, com direito a alucinações com outros Jacks (?), que não adicionam comicidade nem no texto nem no humor físico característico do personagem. A atenção ao casal, Will e Elizabeth (Orlando Bloom e Keira Knightley), é desperdiçada pela falta de carisma dos mesmos, principalmente, o chatinho Bloom tanto do ator quanto do personagem Will Turner, assim os coadjuvantes Bill Nighy (como o capitão do Holandês Voador, Davy Jones) e Tom Hollander (como frio lorde Cutler Beckett) conduzem com talento os acertos do roteiro, que são: a maldição do personagem Davy Jones e o extermínio dos piratas (que possui uma cena excelente na introdução da película).

Na verdade o que mais atrapalha PIRATAS DO CARIBE 3 é o excesso: de personagens, de tramas e de duração. Simples seria uma trama mais centrada um Jack Sparrow (estrela do filme) combatendo a Companhia das Índias Orientais e a maldição do Holandês Voador o que já seria suficiente para preencher toda a cota de ação, suspense e comédia do filme, do jeito que ficou tramas como a do personagem Calipso, por exemplo, retrata cruelmente que foi inserido no contexto somente para embasar os efeitos de uma tempestade na incrível batalha final, não um por que da sua existência para os demais eventos do filme. Assim fica caracterizado que a complexidade da trama é na verdade banal e confusa.


PIRATAS DO CARIBE - NO FIM DO MUNDO: 5,5
(Pirates of the Caribbean: At World's End, Eua, 2007)
Direção: Gore Verbinsky
Roteiro: Ted Elliott e Tery Rossio
Com: Johnny Depp, Orlando Bloom, Geoffrey Rush, Keira Knightley, Jack Davenport, Bill Nighy, Tom Hollander. 168 min. DISNEY.


Junho 7, 2007


24 Horas - 6° Temporada



Na verdade o grande problema da sexta temporada de série 24 HORAS é o desgaste da fórmula, principalmente, depois da temporada anterior onde o grande vilão na verdade era o próprio presidente americano, portanto, fica difícil fugir do lugar comum já tão utilizado nestes seis anos. A figura de Jack Bauer que deveria ser uma unanimidade nos bastidores do poder por tudo o que ele já fez em nome dos Eua, tem suas atitudes sempre questionadas, o que vai na contramão da credibilidade que o próprio agente mantém com o espectador, virou clichê boicotá-lo e em nada isto acrescenta dramaticidade as situações pois sabemos que sempre Jack vai atrás do que acredita ser melhor.

Estranho observar que a temporada inicia muito bem, com a volta de Jack após dois anos de torturas impostas pelos chineses, bombas explodindo dentro dos Eua, muitas conspirações e ambigüidades. No entanto, o seriado tem um anticlímax, lá pelo episódio 17 ou 18, a trama principal se resolve e resta ao término do seriado aquele velho contexto familiar de Jack, já não há mais a presença de sua filha chatonilda, mas ainda restaram seu pai, cunhada e sobrinho, tudo muito chato e desinteressante. Alguns personagens sempre interessantes, como o ambíguo conselheiro do Presidente (interpretado por Peter MacNicol) fizeram contraponto as participações irreais do ex-presidente Logan e sua ex-esposa (pouco acrescentando a trama).

O balanço ainda é positivo pela dinâmica e roteiro sem limites, porém, é necessário modificar as estruturas do seriado se ainda há pretensão de garantir a qualidade e o sucesso das próximas temporadas já garantidas pelos produtores e o canal americano Fox.


Junho 6, 2007


Lançamentos da Semana



Pelas bandas daqui, nesta quinta-feira é um feriado (Corpus Christi) então nada melhor do que aproveitar para conferir alguns filmes em dvd, em particular, a chegada de vários filmes que estiveram no Oscar.

BUENA VISTA: DEJA VU (suspense com toques de ficção cientifica, viaja no tempo, dirigida pelo sempre exagerado Tony Scott, que lembra aqui seu thriller Inimigo do Estado, utilizando seus exageros de câmera em momentos mais permissiveis, no elenco, Denzel Washington e Val Kilmer);


EUROPA: A RAINHA (um filme excelente pela simplicidade da temática, que poderia render somente um filme de tv, ganha com a direção de Stephen Frears e a atuação de Helen Mirren, ares de documentário, um retrato fiel dos acontecimentos, imperdível), ESTAMIRA (documentário nacional bastante elogiado);


PLAYARTE:PECADOS ÍNTIMOS (drama que recebue diversas indicações ao Oscar com Kate Winslet, Patrick Wilson e a belissíma Jennifer Connelly);


SONY: MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO (uma agradável surpresa esta comédia com Will Ferrell e Emma Thompson) e CRIMES NO PARAÍSO 2 (mais uma daquelas continuações de filmes obscuros, este é um suspense policial com Tom Selleck como protagonista);


VIDEOFILMES: PROVA DE FOGO (drama com Laurence Fishbourne e Angela Bassett, sobre uma menina que se revela num concurso de soletração), FLANDRES (filmes francês dirigido por Bruno Dummont) e AS AVENTURAS DE AZUR & ASMAR (animação francesa);


IMAGEM:SANGUE & CHOCOLATE (algúem ainda precisa me explicar este título, este sub Anjos da Noite, tem uma mitologia confusa e é um filme fraco de elenco) e MISSÃO COMÉDIA (comédia de Albert Brooks onde um comediante vai fazer uma aproximação diplomática com os paises muçulmanos);


WARNER:O HOMEM DUPLO (Richard Linklater volta ao universo animado com uma história de ficção, no elenco Keanu Reeves e Winona Rider);


FOX:BORAT (sucesso de público e crítica, esta inusitada comédia/documentário é um refresco nas comédias atuais, porém, é necessário um pouco de desprendimento pois em várias situações o constrangimento é muito grande, palmas para o criador do personagem Sascha Baron Cohen) e APOCALIPTO (aventura maia do megalomaníaco Mel Gibson);


Junho 4, 2007


Um Crime de Mestre



Não sei vocês, mas sou fã de dramas de tribunais, desde seriados a filmes, acho um ambiente de conflito insuperável, há espaço para justiça, armações, amores, ódios, ou seja, todo tipo de sentimentos tão pertinentes ao ser humano. Em UM CRIME DE MESTRE, os roteiristas Pyne e Gers apostam numa trama sem grandes reviravoltas e num grande duelo entre os ótimos atores Anthony Hopkins e o novato Ryan Gosling.

A narrativa construída de maneira eficiente se perde somente quando tenta criar subtramas como o interesse amoroso de Gosling, quando prioriza o enfrentamento das pistas e investigações com os egos dos personagens o filme consegue superar algumas inverossimilhanças difíceis de acreditar (a história de uma pessoa se defender num tribunal sem advogado já virou clichê). O diretor Gregory Hoblit, competente no gênero de tribunal, pois estreiou em As Duas Faces de um Crime (que revelou Edward Norton), filma com elegância e sofisticação uma trama baseada em nuances e definitivamente adulta, já que claramente há um confronto somente intelectual não havendo espaço para ação propriamente dita.

UM CRIME DE MESTRE: 7,0
(Fracture, Eua, 2007)
Direção: Gregory Hoblit
Roteiro: Daniel Pyne e Glenn Gers
Com: Anthony Hopkins, Ryan Gosling, David Strathairn, Rosamund Pike, Embeth Davidtz, Billy Burke. 112 min PLAYARTE


Home