BAÚ DE FILMES

Abril 29, 2007


Fonte da Vida



Agora, finalmente, entendi o porquê do "ame-o ou deixo-o" em torno do filme FONTE DA VIDA, digo isto, pois não consegui assistir o filme nos cinemas e somente lia as resenhas dos meus colegas blogueiros (que alguns chegaram a eleger como pior filme do ano passado) e dos críticos de site e jornais. E concordo com a fama do filme, o bom é que eu meu coro é pelo ame-o, acredito que FONTE DA VIDA requer do espectador uma crença pelo que o filme retrata que para mim nada mais é do que o ciclo da vida ou morte.

Sei que posso estar arranjando uma polêmica, que considero inútil, mas o filme apela para nossas crenças sobre estes temas, sendo inevitável constatar a pretensão de Aranofsky em debater este assunto de uma forma tão complexa, ao mesmo temo humana, mas que eu considero belíssima, principalmente, quando o fio condutor das tramas é o amor.

Como produção, mesmo tendo seu orçamento cortado pela metade depois da desistência de Brad Pitt e Cate Blanchett, FONTE DA VIDA é de encher os olhos: os cenários, a fotografia, a trilha sonora, a montagem e o próprio simbolismo utilizado pelo diretor através do roteiro enriquecem a estória que a princípio pode parecer confusa com três linhas do Tempo, no entanto, com o continuísmo da narrativa os tempos vão se modificando para elaborar um grande painel sobre o ciclo da vida que ganha ares dramáticos através da morte de uma pessoa amada.

A substituição dos protagonistas originais por Hugh Jackman e Rachel Weisz (que na verdade aparece muito pouco em cena, mas tem papel fundamental na narrativa), surge como surpresa ao constatar o talento de Hugh Jackman para construir três personagens díspares extremamente dramáticos que somente dividem o amor por uma mulher como obsessão de suas vidas. Ainda no quesito elenco, somente lamento o pouco tempo do restante do elenco em cena que possui nomes como a talentosa Ellen Burstyn (que curiosamente ressurgiu no segundo filme de Aranofsky, Réquiem Para um Sonho).

FONTE DA VIDA: 8,0
(The Fountain, Eua, 2006)
Direção: Darren Aranofsky
Roteiro: Darren Aranofsky e Ari Handel
Com: Hugh Jackman, Rachel Weisz, Ellen Burstyn, Marcello Bezina, Cliff Curtis, Mark Margolis, Ethan Suplee. 96 min.


Abril 27, 2007


Lançamentos da Semana



Me desculpem pelos poucas postagens esta semana mas estou com uma crise de rinite alérgica que não sei se assou o nariz, enxugo as lágrimas ou digito no teclado, e tudo isto ao mesmo tempo. Mesmo assim, bom findi à todos!

PARIS .45 - A VITÓRIA É A VINGANÇA (produção independente sobre o tema do subtítulo com Milla Jovovich e Angus MacFadyen), MAR DO MEDO (suspense americano sem referências) e GUERRA SANGRENTA (ação sem referências);

ALPHA FILMES: SOB SUSPEITA (produção inédita nos cinemas com direção de Sidney Lumet e no elenco um Vin Diesel com cabelo e mais gordo, baseado em fatos reais é a história de um mafioso às vltas com a justiça), INOCÊNCIA À VENDA (suspense com Mimi Rogers no elenco) e O TELEFONE (terror japonês de Takashi Miike);

SONY: AMIGAS COM DINHEIRO (filme que passou rapidamente pelos cinemas, versa sobre quatro amigas e seus relacionamentos sendo que uma delas é desfavorecida financeiramente, o que provoca uma discussão diferenciada, o que no entanto, não faz o filme crescer acho que ele consegue somente conversar com seu público alvo, mulheres acima de 30 anos, a diretora e roteirista Nicole Holofcener não consegue ampliar a discussão e barra nos estereótipos de seus personagens, no elenco, Jennifer Aniston, Catherine Keener, Joan Cusack e Frances McDormand) e DECOYS 2 - SEDUÇÃO ALIENÍGENA (continuação de um suspense que bebe descaradamente na idéia de A Experiência);


PARAMOUNT: A MENINA E O PORQUINHO (aventura com Dakota Fanning e um monte de animais com vozes famosas, lembrando Babe obviamente, destaque para a aranha personificada pela delicada voz de JUlia Roberts), A PROFECIA CELESTINA (produção homônima ao livro que lhe deu origem dirigida por Armand Mastroianni), NO BALANÇO DO AMOR 2 (sim é uma continuação direto para dvd sem ninguém do elenco anterior de volta) e TWIN PEAKS 2° TEMPORADA (mesmo não sendo tão boa quanto à primeira, vale uma espiada na loucura proposta por David Lynch);


FOCUS: O PODER ALÉM DA VIDA (produção inédita nos cinemas com Nick Nolta bancando um guia espiritual para um ginasta em crise);


CALIFÓRNIA: FACTOTUM - SEM DESTINO (baseado na obra de Bukowski, tem direção de Bent Harmer e Matt Dillon e Lili Taylor no elenco) e LUGARES ESCUROS (produção européia sobre assombração com Leelee Sobieski no elenco);


Abril 22, 2007


Hannibal - A Origem do Mal



O maior problema de HANNIBAL - A ORIGEM DO MAL é pertencer à saga do vilão mais aterrorizante do cinema e, além disso, não ter seu excelente interprete como protagonista. Assim sendo a curiosidade de ver nascer a doentia mente do Dr. Hannibal Lecter esbarra na construção burocrática e esquemática do roteiro do próprio criador do personagem, Thomas Harris (que desta vez, primeiro escreveu o roteiro e depois lançou o livro).

Confesso que imaginei que isto pudesse ocorrer, é muito difícil um filme chegar à altura de O Silêncio dos Inocentes, já não sou muito fã de Hannibal mas pelo menos este ainda possuía Anthony Hopkins como Hannibal Lecter. Acredito que o trabalho do diretor Peter Webber ficou bastante prejudicado pelo retrato equivocado de Hannibal Lecter (digo isto neste filme, pois o que mais me fascina nesta cinessérie é a personalidade do mesmo), no entanto, transformar a história da juventude do personagem numa mera vingança é acabar com todo fascínio da doentia personalidade do personagem. Obviamente, o trabalho técnico do filme é competente, fotografia e direção de arte estão perfeitas e sintonizadas com a elegância e charme futuros da produção (se pensarmos na ordem cronológica e no próprio personagem).

Especificamente sobre o roteiro de Thomas Harris, estranho a maneira como o escritor resolveu buscar as raízes de Hannibal Lecter, apesar de evidentemente bem colocado historicamente (pela selvageria da guerra), os motivos pelos quais levaram o jovem Hannibal se tornar "o canibal", são rasteiras e óbvias, o que acaba por diminuir o mistério do seu comportamento, além disso, diferente do que ocorria nos filmes anteriores, não há suspense nem tensão durante as cenas, e chegar ao ponto de transformá-lo num vingador como se fosse motivo para sua mente psicopata agir décadas depois é ignorar nossa inteligência.

Se há algo que dá para retirar de positivo de HANNIBAL - A ORIGEM DO MAL é constatar o talento e excelência do ator Anthony Hopkins, impressionante a falta do ator na construção de Hannibal, o ator francês Gaspard Ulliel não consegue transmitir os complexos sentimentos deste futuro vilão, sua atuação banaliza os pretensos sentimentos humanos dele.

HANNIBAL - A ORIGEM DO MAL: 3,0
(Hannibal - The Rising, Eua/Fra/Reino Unido, 2007)
Direção: Peter Webber
Roteiro: Thomas Harris
Com: Gaspard Ulliel, Gong Li, Helena Lia Tachovska, Aaron Thomas, Rhys Ifans, Stephen Walter. 117 min. Imagem Filmes


Abril 20, 2007


Lançamentos da Semana



FOX:: PEQUENA MISS SUNSHINE (grande surpresa do Oscar deste ano, uma crônica sobre uma família à primeira vista disfuncional mas que apresenta grandes feitos quando passam a aceitar uns aos outros, roteiro esperto, elenco em sintonia e uma kombi amarela) e FONTA DA VIDA (polêmico filme do excelente diretor Darren Aranofski, foi mal de crítica e público um dos motivos por ser considerado pretensioso, ainda não assisti por isto não comento nada além disso, com Hugh Jackman e Rachel Weisz);


WARNER: O GRANDE TRUQUE (mais um filme extremamente original de Christopher Nolan, uma história sobre a rivalidade de dois mágicos onde nada parece ser o que é, com Hugh Jackman, Christian Bale e Michael Caine);


PARIS FILMES: PERFUME - A HISTÓRIA DE UM ASSASSINO (para mim um dos destques deste ano, um suspense instigante sobre a procura da essência fundamental, um assassino frio, uma reconstituição de época competente e um final surreal), ARAGUAYA - A CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO (nacional de Ronaldo Duque com Norton Nascimento e Françoise Forton no elenco) e O INVENCÍVEL HOMEM DE FERRO (ãnimação da Marvel em longa metragem);


EUROPA FILMES: MUNDERBALL - PAIXÃO E GLÓRIA (documentário bastante premiado sobre uma equipe de paraplégicos que praticam um esporte parecido com basquete que me foge o nome);


Abril 18, 2007



O Tempo que Resta



"- Por que contas a mim sobre sua doença?", diz a personagem de Jeanne Moreau ao seu neto, personagem de Melvil Poupaud, Romain, que responde:" - porque você é como eu, em breve morrerá."

Assim o cineasta François Ozon cria seu filme sobre a morte, diferentemente do que acontece com a quase totalidade dos personagens com doenças terminais nos filmes hollywoodianos, aqui não há busca por alguma redenção, nem mesmo um sentimento por perdão, o personagem de O TEMPO QUE RESTA, como mostrado desde o principio é extremamente egoísta e egocêntrico e nem mesmo com a morte iminente, procura modificar seu comportamento. Seu maior momento de ternura é neste diálogo com sua avó descrito acima.

No inicio é estranho observar seu comportamento, pois somos ensinados a demonstrar afeto e carinho, principalmente, com pessoas enfermas, e isto é o oposto que o Romain procura, ele não quer que as pessoas sintam pena dele, até mesmo neste momento se mostra egoísta para com sua família e seu parceiro (com o qual ele acaba de terminar).

O cinema de Ozon, normalmente, expõe seus personagens a sentimentos controversos e em situações limites da razão e emoção, no entanto, mesmo criando um protagonista antipático, cria um ser humano único e um filme melancólico como poucos que ao término não entrega seu difícil personagem às convenções que regem estes filmes.

O TEMPO QUE RESTA: 8,0
(Le Temps Qui Reste, Fra, 2005)
Direção e Roteiro: François Ozon
Com: Melvil Poupaud, Jeanne Moreau, Valeria Bruni Tedeschi, Daniel Duval, Marie Rivière, Christian Sengewald, Louise-Anne Hippeau. 85 min.

Abril 12, 2007


Lançamentos da Semana


Primeiramente me desculpem esqueci completamente de postar os lançamentos na semana passada, aqui na minha cidade era feriado municipal na quinta-feira, imaginem foram quatro dias de feriado seguidos, uma festa para fugir da rotina. Então nesta semana posto os lançamentos destas duas semana juntos.

FOX: ERAGON (a aventura fantasiosa é um amontoado de clichês de tudo o que já vimos, se vc não se importar com isto, curta o início de uma nova trilogia com um elenco como Jeremy Irons e John Malkovich);


PLAYARTE: JESUS - A HISTÓRIA DO NASCIMENTO (chegou antes da Pascoa, o filme dirigido por Catherine Hardwicke, de Aos Treze, com a menina de Encantadora de Baleias, Keisha Castle-Hughes, sobre a mãe de Jesus, Maria);


b>SONY: 007 - CASSINO ROYALE (os produtores finalmente conseguiram uma grande renovação desta cinessérie, com a entrada de Daniel Craig, o mais famoso agente da Rainha consegue se tornar um filme da ação do século 21, deixando para trás os exageros das últimas décadas), O PACTO (um suspense adolescente dirigido por Renny Harlin, que já teve anos melhores, numa mistura de Jovens Bruxas e os seriado Smallville e Supernatural, no entanto, a trama, elenco e os efeitos são muito fracos) e COM AS PRÓPRIAS MÃOS 2 - O TROCO ( a nova moda dos estúdios continua ao se lançar continuações diretamente em DVD de filmes sem grande repercussão, o original era com The Rock, bancando um brucutu que voltava para sua cidade e via a corrupção tomando conta da cidade e batia em todos com um pedaço de madeira, aqui quem toma o lugar de The Rock é Kevin "Hércules" Sorbo);


FOCUS: MARCAS DO PASSADO (inédito nos cinemas este filme tem Guy Pearce e Piper Perabo no elenco);

BUENA VISTA:O CAVALEIRO DIDI E A PRINCESA LILI (última comédia de Renato Aragão agora com a presença de sua filha) e O CÃO E A RAPOSA 2 (continuação que chega diretamente em dvd do original de 1981);

EUROPA FILMES: ELA DANÇA, EU DANÇO (com este título chega as locadoras este romance danceado, se é que esta palavra possa existir, um casal de realidades diferentes se conhecem e se apaixonam através da dança, bem original, hein?), PULSE (projeto de Wes Craven com a gracinha da Kristen "Veronica Mars" Bell e Ian "Boone" Somerhalder , num suspense diferente e inicialmente bem bolado, no entanto, se perde nas idéias e o gênero suspense ou mesmo o terror se apresenta ausente), O AMIGO INVISÍVEL (nacional com Isabela Garcia e Paulo Cesar grande) e ESPELHO (terror sul coreano);


VIDEOFILMES: O SEGREDO DE BEETHOVEN (com uma rápida passada nos cinemas, agora chega em dvd este trabalho da diretora Agnieszka Holland com Ed Harris e Diane Kruger no elenco), O CROCODILO (este tb passou rápido nos cinemas, último filme do diretor italiano Nanni Moretti) e ESCOLA DE SURF (comédia americana sem referências);


CALIFÓRNIA: O CONTRATO (suspense inédito nos cinemas dirigido por Bruce Beresford tem no elenco os respeitados Morgan Freeman e John Cusack, a trama apesar de ultrapassada e forçada, tem seus momentos principalmente na interação entre os protagonistas), ILUMINADOS PELO FOGO (não assisti mas me chamou a atenção por se tratar de um filme argentino que passa durante a Guerra das Malvinas nos anos 80, me despertou uma curiosidade) e LONGA DISTÂNCIA (suspense sem referências);


Abril 10, 2007



Um Beijo a Mais



É bastante complicado para eu explicar como intimamente me conecto a determinado filme, no caso específico, o filme é O Último Beijo (tenho o pôster da produção pendurado na minha parede) dirigido por Gabriele Muccino (que recentemente dirigiu À Procura da Felicidade), que versava sobre um grupo de amigos com quase trinta anos envolvidos com quase todos os problemas referentes a relacionamentos, casamento, paternidade, traição, compromisso e paixão. O filme bastante conhecido internacionalmente aposta num roteiro de identificação com personagens carismáticos e reais em situações vividas por todos nós.

Assim ao ver que Hollywood produziria uma refilmagem fiquei receoso por ser um filme bastante natural e sincero (como uma verdadeira comédia romântica, gênero pouco usual nos Eua), o resultado, surpreendentemente, me agradou bastante, mal pude perceber o tempo passar tamanha a maneira que o filme me envolveu. Pode não ser, e não é, melhor que O Último Beijo (ainda falta mais paixão e irracionalidade ao roteiro) no entanto, a trama consegue mostrar maturidade e sinceridade nas situações.

O diretor Tony Goldwin (mais conhecido como vilão de Ghost, e também diretor de diversos episódios de seriados e do horrível Alguém Como Você), demonstra saber levar o filme de maneira elegante, leve e divertida, não pesa a mão no dramalhão mas, consegue tirar todo o proveito das discussões entre os protagonistas.

No entanto, o que mais me surpreendeu foi o roteiro competente de Paul Haggis (todo mundo sabe que ele é o roteirista do momento mesmo quando exagera na dose, como em Crash), Haggis sabe como ninguém arquitetar um roteiro mosaico, vários personagens em diversas situações, claro que no filme há um erro ao priorizar a história do casal Michael/Jenna/Kim quando há personagens coadjuvantes bons, como os pais de Jenna, que acabam por servir de parâmetro aos problemas dos casais jovens da trama tão pouco utilizados no filme e, ainda por cima, interpretados pelos competentes Tom Wilkinson e Blyhte Danner.

A escolha de Zach Braff como o indeciso Michael pode até parecer óbvia após seu sucesso em Hora de Voltar, mas Braff consegue mesmo transmitir uma dúvida de que caminho seguir na trama, principalmente, quando se nota que há uma opção para recomeçar (ao ser assediado pela gatinha Bilson).

Ao tratar os personagens com naturalidade construindo situações reais e plausíveis Um Beijo a Mais se aproximou do que mais eu gostei em O Último Beijo que é a sinceridade do texto ao retratar esta geração (da qual faço parte).


UM BEIJO A MAIS: 7,5
(The Last Kiss, Eua, 2006)
Direção: Tony Goldwin
Roteiro: Paul Haggis baseado no roteiro de Gabriele Muccino
Com: Zach Braff, Jacinda Barrett, Casey Affleck, Rachel Bilson, Michael Weston, Eric Christian Olsen, Blythe Danner, Tom Wilkinson. 106 min. IMAGEM FILMES


Abril 5, 2007



O Que Você Faria?



Depois de meses de pessoas me questionando sobre o filme espanhol O QUE VOCÊ FARIA? resolvi por mim mesmo assistir o filme através de download por torrent (pois no cinema ele foi exibido ano passado e ainda não tem previsão de lançamento em dvd), a maioria das pessoas pedem o filme em função de sua temática contemporânea: sete candidatos disputam uma vaga numa multinacional atráves de uma entrevista no formato de dinâmica de grupo onde se emprega um determinado método de Gronholm, não sei se o método existe realmente mas, o resultado no filme é extremamente curioso e surreal, nunca deixando de ser plausível.

O diretor Marcelo Piñeyro, de Plata Quemada e Kamchatka, trabalha muito bem o texto teatral, consegue superar o problema de pouco elenco e cenários com bastante diálogos rápidos e instigantes entre os participantes (não fica monótono), de início sabe-se que entre os sete candidatos alguém que está ali é representante da multinacional então eles devem descobrir por argumentos e instinto quem seria esta pessoa, a partir disto, candidatos vão sendo eliminados e novas provas surgem, num verdadeiro duelo de argumentos, respostas e preconceitos onde sobrevive não somente o mais forte mas, também, o mais esperto, o mais mentiroso e o mais dissimulado. É incrível como certas situações saem do controle num ambiente de competição, claro que acredito, que o roteiro exagere em determinadas situações querendo, no caso, criar um aspecto mais dramático, mais é inevitável transpor algumas idéias para o dia-dia.

Não sei vocês mas eu ja enfrentei uma seleção de emprego junto a outros candidatos e posso garantir que não gostei nem um pouco da experiência, por isso, considero tão interessante e atual o argumento do filme. Piñero junto ao bom elenco consegue criar uma comédia com toques de suspense e drama, que chega ao bizarro sendo extremamento provocador os argumentos e a competição entre os candidatos afinal, assim como os personagens o que você faria para conseguir um emprego? vale tudo neste mundo globalizado ou ainda resta alguma ética nestas situações?

O QUE VOCÊ FARIA: 7,0
(El Método, Esp, Arg, Ita, 2005)
Direção: Marcelo Piñeyro
Roteiro: Mateo Gil, Marcelo Piñeyro, baseado em peça de Jordi Galcerán
Com: Eduardo Noriega, Najwa Nimri, Eduard Fernández, Pablo Echarri, Ernesto Alterio, Natalia Verbeke, Adriana Ozores, Carmelo Gómez. 117 min. ART FILMES


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