BAÚ DE FILMES

Fevereiro 28, 2007



Turistas



Sei que não é justo "chutar bêbado caído", mas que é inevitável e irresistível olhar TURISTAS e observar a palhaçada que a Embratur tentou criar em cima do filme acusando-o de pintar um retrato errado do Brasil. Primeiro, levando esta questão à mídia a Embratur somente conseguiu chamar mais a atenção ao filme, coisa que nos Eua não ocorreu, pois o filme foi mal recebido. Segundo, a suposta imagem errada do Brasil, eu não vi, o que eu vi é um abuso do estereótipo do Brasil como país onde tudo é liberado e pode acontecer.

Sobre o filme, o diretor John Stockwell mostra que adora cenas em baixo da água, seqüências que já havia em seus filmes anteriores A Onda dos Sonhos e Mergulho Radical, no entanto, no contexto de TURISTAS a seqüência de perseguição subaquática é inexpressiva e fora de contexto. O suposto terror que aproveita o sucesso de O Albergue deve ter ficado na sala de edição há somente uma cena de tortura onde um personagem é forçado a "doar seus órgãos".

O que mais me divertiu foi o roteiro (que chega ser constrangedor), os diálogos e as situações são hilariantes (pena que deveria ser um filme de terror), imaginem que o vilão do filme é um médico cirurgião que como punição para aos anos de submissão dos brasileiros resolve roubar órgãos de turistas estrangeiros para doar aos hospitais públicos (hein?). Este com certeza é o único equívoco informativo TURISTAS, porque no mais, o retrato pintado pelo filme (que pelo menos respeita nossa língua e foi filmado inteiramente aqui com mão de obra nossa) não esta muito distante do que conhecemos e vemos nos jornais.

TURISTAS: 1,0
(Turistas, Eua, 2006)
Direção: John Stockwell
Roteiro: Michael Ross
Com: Melissa George, Agles Steib, Josh Duhamel, Olívia Wilde, Desmond Askew, Max Brown.94 min. Paris


Fevereiro 24, 2007



A Rainha



Curioso filme do diretor Stephen Frears, A RAINHA tinha tudo para ser um filme de TV, no pior sentido que isto queira indicar, no entanto, a maneira como o roteiro de Peter Morgan e a direção de Frears juntamente com a presença iluminada de Helen Mirren transformaram o filme numa experiência agradável. Sempre me perguntava qual o papel de uma Rainha num país se esta não o comanda no sentido político e econômico, a resposta, pura tradição de "pompa e circunstânci".

A época escolhida para retratar a monarquia inglesa não podia ser pior: um primeiro ministro do partido trabalhista subia ao cargo com propostas de inovações (o que por si só já confronta a tradicional monarquia) e a morte da Lady Diana, figura reconhecida internacionalmente pelo seu carisma e caridades, pessoa claramente que incomodou a Família Real pelos escândalos, entrevistas e assédio da mídia. Assim, com a negação da Rainha em tratar o funeral de Lady Diana como membro da Família Real a imprensa e a opinião pública questionam o papel da monarquia e da Rainha no atual momento.

Frears é muito feliz no retrato das tradições desta monarquia, é muito engraçado o primeiro encontro entre Tony Blair (numa interpretação inspiradíssima de Michael Sheen) e a Rainha quando existe toda uma lista do que deve ser feito frente à Rainha num encontro. O filme cria um diário dos acontecimentos pós morte de Diana (no filme retratada somente através de noticiários) criando um estilo documental para o filme, que opta por não entrar no mérito da funcionalidade da monarquia na Inglaterra atual.

Além disso, a produção conta com uma trilha sonora competente, cenários e figurinos idem e uma fotografia que também aproxima a película de um documentário. No entanto, o que fará A RAINHA se tornar inesquecível é Helen Mirren, impressionante seu trabalho de interpretação (até porque interpretar ícones vivos é sempre delicado), gestos e falas se complementam ao trabalho de caracterização gerando uma imagem bastante próxima da real, Oscar garantido.

A RAINHA: 8,0
(The Queen, Ing. 2006)
Direção: Stephen Frears
Roteiro: Peter Morgan
Com: Helen Mirren, Michael Sheen, James Cromwell, Sylvia Syms, Alex Jennings, Helen McCrory, Roger Allam, Tim McMullan, Douglas Reith, Mark Bazeley. 107 min. EUROPA FILMES


Fevereiro 22, 2007


Lançamentos da Semana


Depois da overdose de lançamentos para o feriadão a quantidade diminui esta semana, para os fãs de animações esqueci de postar a chegada em DVD de dois lançamentos.

SONY: A CASA MONSTRO (animação que concorre ao Oscar do final de semana, lembra o clima de Os Goonies, é pura diversão);


PARAMOUNT: O SEGREDO DOS ANIMAIS (produção do canal infantil nicklodeon, este desenho achei bastante aborrecido e chato, até porque "vacas machos" eu ainda não conhecia, para um público mais infantil);


IMAGEM FILMES: UM CARA QUASE PERFEITO (comédia do mesmo diretor de A Outra Face da Raiva, com Ben Affleck, Rebecca Romijn e grande elenco) e QUARENTENA (terror inglês sem maiores referências);


CALIFÓRNIA: A GRANDE VIAGEM (drama francês que passou no circuito arte com bastante elogios), DRIVE THRU - FAST FOOD DA MORTE (legítimo representante do gênero terrir) e A ILHA DO TERRÍVEL RAPATERRA (aventura juvenil ecológica com Lima Duarte e Tadeu Mello);


IMOVISION: comento com certo atraso esta é uma distribuidora que recentemente abriu seus trabalhos em lançamentos em DVD, pois em cinema já distribuia filmes artes e nacionais, em janeiro lançou A CRIANÇA, CASA VAZIA e UMA MULHER CONTRA HITLER. Seu pacote para este mês é NINGUÉM PODE SABER (drama coreano exibido nos cinemas ano passado), EROS (drama que reune três histórias de três diretores, Michelangelo Antonioni, Wong Kar-Wai e Steven Soderberg) e SOU FEIA , MAS TÔ NA MODA (documentário nacional sobre as cantoras funkeiras);


EUROPA FILMES:VIDA DE MENINA (nacional de Helena Solberg com Ludmila Dayer e Dalton Vigh) e ÓDIO (suspense japonês);


Fevereiro 18, 2007



Half Nelson (Download)



Nessa semana que antecede a premiação da Academia resolvi cair na tentação e olhar em dvdrip o filme HALF NELSON, que para quem não lembra tem Ryan Gosling indicado ao Oscar de Melhor Ator por este filme, pelas minhas pesquisas não encontrei distribuidora para o filme no Brasil e, consequentemente, não há previsão de estréia nos cinemas (isto se não sair diretamente em dvd).

Especificamente sobre o filme ele é baseado num curta de 2004 dos mesmo diretor e roteiristas, inclusive com a menina Shareeka Epps interpretando Drey. HALF NELSON é notadamente um filme independente, custo estimado em 700 mil dólares, câmera na mão, história centrada em personagens crus e reais e uma narrativa que demonstra naturalidade na história e no momento no qual retrata os personagens.

Dan Dunne é um jovem professor de História e também treinador de basquete do time feminino da escola onde leciona, uma figura jovem, simpática e carismática, no entanto, um rapaz solitário entregue ao vício em drogas. Drey é uma menina negra, introspectiva que vive com a mãe, tem o irmão preso e uma estranha relação de paternidade com o traficante Frank, amigo de seu irmão. Em determinado momento do filme, Drey flagra Dan, seu professor, utilizando drogas e a partir disto surge uma estranha relação de amizade e companheirismo entre estas duas pessoas marginalizadas que se complementam em conversas sinceras e sem julgamentos.

Assim como você pode perceber a trama de HALF NELSON é simples na abordagem, mas extremamente sincera no sentimento dos relacionamentos, não espere momentos de redenção ou algo parecido.

Sobre a presença de Ryan Gosling, este é um ator que vem mostrando uma incrível maturidade em tão pouco tempo e filmes, desde o fraco Cálculo Mortal, Ryan atou em Tolerância Zero, O Mundo de Leland, O Diário de uma Paixão e A Passagem, se nota uma preferência por personagens mais dramáticos dos que os oferecidos pela indústria. Sua atuação é eficiente, pois seu personagem apesar do vício em drogas e dos problemas que isto acarreta em sua vida consegue ser uma figura extrovertida em suas aulas e com seus alunos, Ryan equilibra muito bem o caráter do personagem nunca exagerando ou dramatizando em demasia.

HALF NELSON: 8,0
(Half Nelson, Eua, 2006)
Direção: Ryan Fleck
Roteiro: Anna Boden e Ryan Fleck
Com: Ryan Gosling, Shareeka Epps, Anthony Mackie, Monique Curnen, Karen Chilton, Tina Holmes. 106 min.


Fevereiro 14, 2007


Lançamentos da Semana



Para quem quiser escapar da folia do Carnaval as locadoras vão estar cheias de novos lançamentos para todos os gostos.

FOX:OBRIGADO POR FUMAR (comédia divertida com texto rápido e esperto com Aaron Eckhart, Maria Bello e William Macy sob direção de Jason Reitman) e TODAS CONTRA JOHN (comédia romântica com Jesse Metcalfe, de Desperate Housewifes);


WARNER:BEERFEST (comédia adolescente dirigida por Jay Chandrasekar);

UNIVERSAL:EU, EU MESMO E O MACACO (comédia dirigida e protagonizada por James Franco, de Homem-Aranha, com este curioso título);

VIDEOFILMES: DORM - O ESPÍRITO (suspense tailândes com espiritos e crianças), NOSSO AMOR DO PASSADO (drama/romance com Aaron Eckhart, de novo, e Helena Bonham Carter) e MINHA VIDA SEM MINHAS MÃES (drama vindo diretamente da Finlândia que passou nos Festivais no ano passado);


PLAYARTE: SERPENTES A BORDO (filme bobagem do ano sobre cobras num avião com Samuel L. Jackson);

BUENA VISTA: MUITO GELO E DOIS DEDOS D'ÁGUA (nacional com direção de Daniel Filho e no elenco Mariana Ximenes e Paloma Duarte) e FICA COMIGO ESTA NOITE (nacional com João Falcão e Vladimir Brichta e Alinne Moraes no elenco);


PARIS: ATO TERRORISTA (suspense independente que passou em alguns festivais) e PASSAPORTE VERMELHO (ação sem referências);


IMAGEM FILMES: FLYBOYS (aventura com James Franco, de novo, e Jean Reno sobre a esquadrilha Lafayette na Primeira Grande Guerra);


EUROPA FILMES: CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS (chegou a chance do grande público conhecer o filme brasileiro indicado para o Oscar, com de Marcelo Gomes) e ILHA DE SANGUE (terror canadense sem referências);


FLASHSTAR: 88 MINUTOS (suspense policial com direção de Jon Avnet e Al Pacino no elenco, uma história intrincada com muitos clichês televisivos e um final que deixa à desejar) e MÁS COMPANHIAS (comédia independente sobre a juventude com grande elenco como Jamie Bell, Camille Belle, Ralph Fiennes, Glenn Close e Carrie Anne Moss);


VISUAL:BATALHA REAL (polêmico filme japonês que mostra os jovens presos numa ilha que são obrigados a matar uns aos outros);

Fevereiro 12, 2007



À Procura da Felicidade (CINEMA)



Um motivo me fez ir aos cinemas assistir A PROCURA DA FELICIDADE: o diretor italiano Gabriele Muccino. Sou fã do diretor desde o filme O Ultimo Beijo e, desde então, pude assisti seu filme anterior Para Sempre em Nossas Vidas, mas ainda não pude conferir No Limite das Emoções (que, inclusive conta com a bela Mônica Bellucci). Para mim Gabriele Muccino tem como um bom diretor italiano talento para o drama e isto deve ter sido fundamental para sua escolha em dirigir À PROCURA DA FELICIDADE.

Baseado na vida de Chris Gardner, À PROCURA DA FELICIDADE é muito mais um dramalhão do que uma biografia pois abre mão de detalhes reais da vida de Chris em função de estreitar os laços de pai e filho e a busca deste pela oportunidade de modificar sua vida. Mesmo assim com todos estes elementos ¿forçando¿ o drama tanto a direção de Muccino quanto a interpretação de Will Smith nos levam para um outro caminho, há sim uma história bastante triste (com ambientação dos anos 80 ideal pela crise econômica americana na época), mas o filme busca verdade simples nos acontecimentos e nas relações entre os personagens.

Se em Ali, Will Smith concorreu ao Oscar pela transformação física aqui sua nomeação está em premiar um comediante que carrega um drama nas costas e pelo que disse anteriormente, simplicidade de atuação, em tudo Smith poderia exagerar, no entanto, poupa nos gestos e adiciona em sensibilidade na sua relação com seu filho, está certo que sendo seu filho real facilita bastante nesse quesito, inclusive, o menino é carismático e corresponde muito bem em cena.

À PROCURA DA FELICIDADE: 7,5
(The Pursuit of Happyness, Eua, 2006)
Direção: Gabriele Muccino
Roteiro: Steve Conrad
Com: Will Smith, Jaden Christopher Syre Smith, Thandie Newton, Brian Howe, James Karen, Dan Castellaneta. 117 min. SONY


Fevereiro 7, 2007



Lançamentos da Semana


FOX FILMES:O DIABO VESTE PRADA (sucesso de público chega em dvd para quem ainda não conferiu ou quer observar se a indicação a Meryl Streep é justa) e CRÔNICA DE UMA FUGA (drama argentino sobre presos políticos que passou rápido nos cinemas com Rodrigo de la Serna, de Diários de Motocicleta);


SONY :O PEQUENINO (nova "obra-prima" dos irmãos Wayans, de As Branquelas, quem conferi já sabe o que esperar) e QUASE ILEGAL (comédia adolescente sobre ins garotos que resolvem fazer um filme pornográfico);


IMAGEM FILMES:DÁLIA NEGRA (policial de Brian dePalma que homenageia o cinema noir, passou em branco pelos cinemas, foi meio que subestimado pela crítica, tem uma história muito instigante mas o elenco nem sempre convence e foi mal escalado, com Josh Hartnett, Aaron Eckhart, Scarlett Johansson e Hillary Swank);


CALIFÓRNIA:O PROTETOR (filme de ação com lutas do novo astro que desponta vindo diretamente da Tailândia, Tony Jaa, esta já uma produção com dinheiro americano e melhor trabalhada do que seu filme anterior, Ong Bak, lutas muito bem coreografadas numa trama sobre um guerreiro que tem como missão proteger os elefantes do rei até que estes são sequestrados e levados para a Austrália, daí começa a pancadaria);

EUROPA:SEUS PROBLEMAS ACABARAM (filmes dos Cassetas com a particpação de Murilo Benicio e Juliana Paes);

Fevereiro 3, 2007



Perfume - A História de um Assassino (CINEMA)



Sabem que até é compreensível esta história de que o livro Perfume fosse infilmável, pois se partirmos da idéia que cinema é imagem e som, tato, paladar e olfato são sentidos impensáveis de serem registrados na telona. Talvez seja este o maior destaque que eu dê ao filme PERFUME - A HISTÓRIA DE UM ASSASSINO, o diretor alemão Tom Tykwer consegue transcender as sensações olfativas ao optar por registrá-las através de cores que nos remetem sensações (como a escuridão da sujeira que chega a ser mal cheirosa ou mesmo, a cor vermelha nos remeter ao sentimento da paixão, ou a pele alva e branca transmitir aroma apreciativo).

Inclusive a produção ser européia é um alento aos fãs do livro (não me incluo pois não li o mesmo), mas certamente, percebe-se que o roteiro adapta situações e tramas que com certeza estariam somente no livro e não num simples roteiro cinematográfico. Com isto o filme deve ter mantido a essência das idéias, inclusive, o polêmico final, que sinceramente me surge como uma metáfora explicitamente literária (por isto fiquei com vontade de ler o livro), mas para o espectador comum deve parecer que o roteiro não sabia o que fazer com o personagem após as duas horas e pouco de filme (que não me cansaram, diga-se de passagem).

A ambientação do século XVIII está perfeita com o contraste de cores, a minúcia da pesquisa de aromas para a criação de perfumes também ficou muito bem colocada na trama. A narrativa de John Hurt, que está se especializando depois de Dogville e Manderlay, por vezes soa como se a história fosse uma fábula que sempre precisa se explicar mas não atrapalha o andamento do roteiro.

Para interpretar Jean-Baptiste Grenouille optou-se por um ator desconhecido, Ben Wishaw, que mesmo assim ficou cercado de atores competentes como Dustin Hoffman e Alan Rickman. A criação de Grenouille é espetacular, o rapaz é um selvagem criado "sem eira nem beira" que, obviamente, não teve uma educação quanto ao comportamento social e educacional, do tipo o que é certo ou errado, por isto sua busca pelo aroma perfeito se torna tão obsessiva e irracional. Neste retrato apesar de um assassino frio fica compreensível para o espectador o porquê dos seus atos, inclusive, seu físico magérrimo é uma antítese da força de sua obsessão. Para não deixar escapar o quão bela está à atriz Rachel Hurd-Wood com os cabelos ruivos, para quem não a lembra foi a Wendy na versão de P.J. Hogan para Peter Pan e participou do filme Maldição, que acaba de chegar em dvd.

PERFUME - A HISTÓRIA DE UM ASSASSINO: 8,0
(Das Parfum - Die Geschichte eines Morders, Alemanha/Espanha/França, 2006)
Direção: Tom Tykwer
Roteiro: Andrew Birkin, Bernd Eichinger, Tom Tykwer
Com: Ben Whishaw, Dustin Hoffman, Rachel Hurd-Wood, Alan Rickman, Francesc Albiol, Sian Thomas, Michael Smiley, Perry Millward, Alvaro Roque, Franck Lefeuvre, Sam Douglas, Jaume Montané, John Hurt. 147 min Paris Filmes


Fevereiro 1, 2007



Lançamentos da Semana



SONY:CAFÉ DA MANHÃ DE PLUTÃO (drama de Neil Jordan que passou em branco nos cinemas com Cillian Murphy e Liam Neeson), BRASILIA 18% (filme de Nelson Pereira dos Santos sobre os bastidores de Brasilia com Alberto Riccelli e Malu Mader) e FORÇA DE ATAQUE (mais um filme de Steven Seagal que chega direto em DVD pelo menos de 6 em 6 meses);


PARAMOUNT:AS TORRES GÊMEAS (controverso filme do polêmico Oliver Stone tendo o atentado de 11 de setembro como pano de fundo para a real história de dois bombeiros que ficaram soterrados na queda de uma das torres do World Trade Center, sinceramente acho que Stone erra a mão ao optar pela cartilha clichê de filmes redentores, o pouco uso de personagens coadjuvantes também se mostra falha, acredito que intimista drama não combina com as paranóicas teorias - ou mesmo reais - que Stone sempre soube denunciar em seus filmes);


PARIS FILMES:CAFUNDÓ (nacional com a co-direção do ator Paulo Betti, não foi bem recebido pela crítica, mas tem como protagonista Lazaro Ramos), FLORES DO AMANHÃ (novo filme do diretor Zhang Yang) e CIDADE SOMBRIA (filme independente de suspense com Val Kilmer e Vincent Gallo);


FOCUS FILMES:O JOGO DA VINGANÇA (ação vinda de Singapura com participação de Harvey Keitel) e UMA MULHER QUASE PERFEITA (comédia inglesa sem referências);

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