| BAÚ DE FILMES |
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Junho 30, 2006
Posted
13:43
by PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR
Lançamentos da SemanaCorreção: o filme FORA DE RUMO, com Jennifer Aniston e Cliver Owen, programada para o inicio do mês foi somente lançado esta semana nas locadoras;
UNIVERSAL:NERO (produção de epoca que conta a vida do imperador romano Nero) e A ESPADA DA VINGANÇA (sem referências); CALIFÓRNIA:QUERIDA WENDY (produção de Thomas Vinthenberg sobre a temática de armas, com Bill Pullman e Jamie "Billy Elliot" Bell) e ATAQUE DOS MORCEGOS (preciso comentar algo);
PARIS:PÂNICO NA MONTANHA (outro episódio de Mestres do Horror com direção de Don Coscarelli), A CAVERNA DO MEDO (sem referências), O SEGREDO DE SHOREDITCH e DUELO DOS HOMENS SEM LEI; SONY:OS PRODUTORES (baseado na peça da Broadway, com Nathan Lane e Matthew Broderick) e ZATHURA (aventura do mesmo criador de Jumanji, com Josh Hatherson, de ABC do Amor) ![]()
FOCUS:GAROTAS MALVADAS (produção independente com Evan Rachel Wood e James Woods) e WESTENDER (sem referências);
Junho 27, 2006
Posted
16:01
by PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR
Camisa de Força (DVD)
George Clooney dificilmente irá um dia participar de alguma lista sobre os melhores atores americanos, no entanto, seu trabalho nos bastidores de Hollywood seja como diretor, no ilustrativo Boa Noite e Boa Sorte, ou como produtor, atraves de sua produtora em parceria com o diretor Steve Soderbergh é de tirar o chapéu. Seu trabalho como produtor pode ser visto em filmes tão diferentes quanto 171 (refilmagem do argentino Nove Rainhas), Longe do Paraiso, Dizem por Aí, Syriana, Insônia, o recente A Scanner Darkly (do diretor Richard Linklater), e deste que comento agora, CAMISA DE FORÇA. CAMISA DE FORÇA poderia facilmente ser um episódio do seriado Além da Imaginação, sua trama possui contexto surreal e fantástico, caracteristicas deste clássico programa. Para ter uma idéia, Jack Starcks (Brody) é um ex-combatente da Guerra do Golfo, que levou um tiro na cabeça sobreviveu e foi mandado de volta para casa, no seu percurso de volta, encontra um caroneiro que lhe mete em fria ao assassinar um policial, culpa que Jack acaba levando e indo parar numa instituição psiquiatrica (por não lembrar do acontecido), lá o diretor utiliza uma metodologia de tratamento onde o paciente é colocado numa camisa de força e enfiado numa gaveta funebre. Neste enclausuramento, Jack acaba por gerar idas e vindas no tempo, e no processo descobre o dia no qual morreu. Com esta trama inicialmente bizarra, o diretor John Maybury consegue criar um trabalho visual incrivel, como nas viagens de Jack que acompanhamos com imagens refletidas em sua retina dentro da gaveta funebre, já os roteiristas criam uma trama bastante complexa com estranhos acontecimentos que cercam o presente e a futura morte de Jack e as pessoas que se envolvem com ele. Para protagonizar esta história instigante, a pessoa de Adrien Brody cai como uma luva na figura misteriosa de Jack, como sua parceira de cena e contraponto de sua beleza Keira Knightley, além deles, Maybury ressuscitou as boas atrizes Jennifer Jason Leigh e Kelly Lynch. CAMISA DE FORÇA: 7,0 (The Jacket, Eua, 2005) Direção: John Maybury Roteiro: Massy Tadjedin baseado na história de Tom Bleecker e Marc Rocco. Com: Adrien Brody (Jack Starks), Keira Knightley (Jackie Price), Kris Kristofferson (Dr. Thomas Becker), Jennifer Jason Leigh (Dra. Beth Lorenson), Kelly Linch (Jean Price), Brad Renfro (The Stranger), Daniel Craig (Rudy Mackenzie). 104 min. IMAGEM FILMES Junho 24, 2006
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01:03
by PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR
Johnny & June (DVD)
Sem muitas delongas é óbvio que o sucesso de Ray começou a render outras produções como esta, JOHNNY & JUNE (e outras virão), acontece que a direção de James Mangold juntamente com o roteiro optam pelo óbvio e pelo correto deixando o filme muito redondinho e previsivel. Tanto isto é verdade que a biografia linear de Johnny Cash é deixada de lado com a entrada de June Carter, grande paixão do cantor, que mesmo casado tentava se aproximar de June, a dedicação e a espera de June pelo complicado Johnny é a força motriz do filme, então de repente, ele se torna um romance e caminha muito bem até o final. Portanto, dispensaria aquela introdução ineficiente e pularia diretamente para o desenrolar do relacionamente de Johnny com June, ambos casados que tiveram de enfrentar separações, filhos e o preconceito (principalmente, June por ser mulher) na sociedade dos anos 60. Isso, inclusive pouparia uns 30 minutos de exibição do longa, que demora um pouco a passar. Claro que as interpretações de Joaquin Phoenix (que sempre se destaca em papéis mais desajustados) e o carisma incomparável de Reese Witherspoon (que ganhou o Oscar por ser a nova estrela americana de Hollywood) dão gás a um filme que muito bem poderia ser um telefilme de canal a cabo americano. JOHNNY & JUNE:6,0 (Walk The Line, Eua, 2005) Direção: James Mangold Roteiro: Gill Dennis e James Mangold Com: Joaquin Phoenix (Johnny Cash), Reese Whitersponn (June Carter), Ginnifer Goodwin (Vivian Cash), Robert Patrick (Ray Cash), Dallas Roberts (Sam Philips). 135 min. Fox Filmes Junho 22, 2006
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00:18
by PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR
Lançamentos da SemanaUNIVERSAL:MUNIQUE (elogiada produção de Steven Spielberg sobre os eventos que ocorreram em função do ataque aos esportistas israelenses em Munique, foi indicado inclusive como Melhor Filme no Oscar deste ano mas saiu da festa de mãos vazias, o que não compromete em nada esta excelente produção);
WARNER:SYRIANA (outro exemplo da boa safra do Oscar deste ano, produzido pela dupla mais cool de Hollywood, Steve Soderberg e George Clooney, que inclusive ganhou o Oscar como ator coadjuvante, um filme sobre a temática do petroleo, retratado sob a ótica de diversas pessoas envolvidas com este meio financeiro e politico);
PLAYARTE:O CASTELO ANIMADO (animação japonesa do criador de A Viagem de Chihiro, Miyazaki que estava indicado ao Oscar deste ano) e O VIGILANTE (ação com Armand Assante);
IMAGEM:NO RASTRO DA BALA (produção que inclusive obteve comparações com Tarantino, possui na sua direção Wayne Kramer de The Cooler, e no elenco Paul Walker, Vera Farmiga e Cameron Bright) e BEOWOLF & GRENDEL: A LENDA DE GRENDEL (aventura sem referências);
FLASHSTAR:BLOODRAYNE (última produção do suposto diretor Uwe Boll com elenco até destacavel como, Ben Kinsgley), KARATE DOG (sem referências), CÓDIGO DAS RUAS (sem referências) e VENICE (sem referências); ALPHA:A PROFECIA DOS ANJOS (suspense frânces com cara de Os Outros), CONTRA O TEMPO (ficção/aventura com Sean Austin) e O PRINCIPE SAPO (produção do canal Hallmark com Christina Applegate); CALIFÓRNIA:AMERICANO (produção independente com a presença do Joshua Jackson, de Dawson's Creek) e UM A MENOS (produção de 1999 com Owen Wilson e Sheryl Crow); Junho 20, 2006
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01:13
by PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR
X-Men: O Confronto Final (CINEMA)
Há dois sentimentos ao final do filme X-MEN: O CONFRONTO FINAL: 1) como fã dos quadrinhos e dos desenhos não deixei de me comover e torcer por cada detalhe da trama, que me agradou em cheio; no entanto, 2) a entrada de Brett Ratner em substituição a Bryan Singer é notada e, principalmente, me ficou uma impressão de que o filme foi feito às pressas. Explico melhor, a saída de Singer e seu compromisso com o filme do Super-Homem, deve ter deixado os produtores de X-Men muito indignados que resolveram tocar o projeto sem diretor mesmo, por isto tanta troca de diretores até a decisão final por Brett Ratner (que considero um diretor operário de mão cheia, sabe conduzir diferentes gêneros de maneira satisfatória mesmo que nunca passe disso). Assim mesmo, os roteiristas podiam ter diminuido um pouco as diferentes tramas deste terceiro episódio da cinessérie, todas tramas poderiam render filmes únicos (claro, que dispenso o triângulo amoroso de Vampira/Homem-Gelo/Kitty Pride). Com sua competência profissional, Ratner conseguiu manter o equilibrio e a realidade da ficção que Singer imprimiu nos primeiros filmes e adicionou neste terceiro um clima apocaliptico, a trama mostra que cresceu independente do diretor, que teve respeito ao contexto no qual vinha sendo tocado a produção e organizou um pouco a complexidade de todas as tramas do filme (claro que o arco da personagem Fênix Negra - Jean Grey (com a beleza irretocável de Famke Janssen), perdeu bastante importância aqui, a personagem surge mais como uma força incontrolável do que uma personagem que nasceu, ou melhor renasceu, no fundo do mar). Por enquanto é meu blockbuster predileto deste ano, apesar que já desisti de acompanhar algum lançamento deste mês de Junho nos cinemas, digo isto, porque X-MEN: O CONFRONTO FINAL, cumpre a promessa de terminar o arco iniciado no primeiro filme (isto que eles conseguem ser assisitidos individualmente, ao contrario da trilogia O Senhor dos Anéis). Mesmo contando com as diversas tramas paralelas, a mais importante se torna a cura do gene mutante, que gera mais discussões quanto ao preconceito que sempre foi marca da cinessérie (outro detalhe que sempre me chamou a atenção em X-Men era a preocupação em adequar as histórias numa realidade muito próxima a nossa sem necessariamente especificar datas, isto aproximou os herois e seus conflitos com o grande público). Destaco sempre a presença em X-Men de Patrick Stewart e Ian McKellen que souberam capitanear o elenco mais jovem com performances perfeitas (mesmo o roteiro de O CONFRONTO FINAL acabar deixando alguns diálogos vergonhosos para ambos, modificando um pouco os perfis iniciais dos personagens construídos durante toda a cinessérie). Quem sai vitorioso após estes anos com certeza é Hugh Jackman que abraçou a oportunidade que Singer lhe deu e agarrou o papel do atormentado Wolverine com bastante talento e carisma, tanto que já esta sendo produzido seu filme solo (juntamente com a história de Magneto). Um filme para fãs pela enorme quantidade de referências aos quadrinhos (os novos mutantes, a sala de treinamento, os sentinelas) e para o público em busca de um entretenimento pois a carga emocional imposta pela trama supera e surpreende qualquer um que não imagina o que pode acontecer no filme (sim, eu me emocionei). X MEN: O CONFRONTO FINAL: 8,0 (X-Men: The Last Stand, Eua, 2006) Direção: Brett Ratner Roteiro: Simon Kinberg e Zak Penn Com: Hugh Jackman (Wolverine), Halle Berry (Tempestade), Famke Janssen (Jean Grey/Fênix), Ian McKellen (Magneto), Patrick Stewart (Xavier), Anna Paquin (Vampira), Shawn Ashmore (Homem Gelo), Kelsey Grammer (Fera), Rebecca Romijn (Mistica), James Marsden (Ciclope), Vinnie Jones (Fanático), Aaron Stanford (Pyro). 104 mim. FOX FILMES. Junho 17, 2006
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02:23
by PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR
Match Point - Ponto Final (DVD)
Quando parecia que Woody Allen havia se resignado a lançar uma comédia de situação por ano sem grande genialidade muito pelo contrário, normalmente, as idéias até eram interessantes mas concebidas de maneira ineficaz na telona (mesmo assim na média eram melhores que a maioria das comédias lançadas), ele volta surpreendente. Quando o dinheiro do investimento de seus filmes se esgotou nos Eua, até porque lá seus filmes nunca tiveram bilheterias expressivas, Allen resolveu fazer suas malas e aceitar o convite de filmar em Londres com dinheiro europeu. Esta mudança de ares fez muito bem ao roteiro de Allen, este resolveu criar um roteiro original que mescla drama e suspense, com criticas a alta sociedade londrina, ao alpinismo social embalado numa inteligente metáfora sobre sorte e tênis. O roteiro ainda bebe na fonte do mundialmente conhecido Crime e Castigo, de Dostoiesvki (não sei se escreve assim). Além de modificar seu ambiente costumeiro, Allen provou que sabe utilizar muito bem todas as externas de deus filmes, Londres está linda e charmosa (assim como acontecia com New York), Allen também não desperdiça tempo e retrata o cotidiano da classe alta londrina com idas a exposições, casas de campo, etc. Com a mudança de ares, Allen modificou também seu elenco, aqui ele trabalha com os novatos Jonathan Rhys Meyers (de Missão Impossivel 3) e sua nova musa, Scarlett Johansson (de Encontros e Desencontros), que já esta em seu novo filme, Scoop. Ambos trabalham de maneira competente com Allen, que desta vez não surge em cena, como já acontecia em Melinda e Melinda. O roteiro de Match Point é tão bem estruturado e amarrado que mesmo, o personagem mau carater consegue nos fazer torcer por sua causa, principalmente em função do seu discurso. Mesmo para quem tem um pré conceito com relação ao cinema de Allen, deve dar uma chance a Match Point, pelo qual Allen volta a se destacar como um dos melhores roteiristas contemporâneos do cinema. MATCH POINT - PONTO FINAL: 9,0 (Eua, Ing, Lux, 2005) Direção: Woody Allen Roteiro: Woody Allen Com: Jonathan Rhys Meyers (Chris Wilton), Scarlett Johansson (Nola Rice), Emily Mortimer (Chloe Hewett), Brian Cox (Alec Hewett), Matthew Goode (Tom Hewett), Penelope Wilton (Eleanor Hewitt). 124 min. PlayArte. Junho 15, 2006
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01:09
by PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR
Lançamementos da SemanaUma quantidade razoável de lançamentos para aproveitar este feriado e para quem não aguenta mais futebol o dia inteiro. boa semana! PARAMOUNT:RITMO DE UM SONHO (filme que deu indicação para Terrence Howard no Oscar deste ano), UMA VIDA QUE TE ESPERA e COMO PERDER UMA MULHER;
VIDEOFILMES:A MARCHA DOS PINGUINS (premiadissímo documentário), STONED A HISTÓRIA SECRETA DOS ROLLING STONES (filme que retrata um dos músicos dos Rollings Stones que não chegou junto a banda no seu auge); ![]()
FOX:JOHNNY E JUNE (premiadíssimo drama que rendeu prêmios e indicações aos seus atores principais, Joaquin Phoenix e Reese Whiterspoon), PRISON BREAK VOL. 6 e 7 (término da primeira fase da primeira temporada deste eletrizante seriado);
CALIFÓRNIA:FÚRIA SOBRE RODAS (filme de ação frances produzido por Luc Besson) e INTIMIDADE; PARIS:CRIANÇAS INVISIVEIS (filme mosaico com diversos diretores retratando a infância em diversos paises, realizado junto a Unicef), CHOCOLATE O GOSTO DA OBSESSÃO (Mestres dos Horror com direção de Mick Garris), A INTOCÁVEL e UM LOBISOMEM MEXICANO NO MÉXICO (podem acreditar o filme fala sobre ataques do chupa-cabras);
SONY:AS LOUCURAS DE DICK & JANE (comédia refilmada com Jim Carrey e Tea Leoni) e IMPULSIVIDADE (produção independente que retrata problema de um jovem que ainda chupa o dedo, tem no seu elenco Vincent Donofrio e Keanu Reeves); ![]()
IMAGEM:FEIRA DAS VAIDADES (primeira produção da indiana Mira Nair, com Reese Whitersponn, novamente) e O ZODÍACO (produção que procura retratar o assassino serial conhecido com Zodiaco que assolou os Eua nos anos 70, este tb é o tema do novo filme de David Fincher);
EUROPA:FAMILIA RODANTE (recém saído dos cinemas mais um exemplar do cinema argentino);
Junho 11, 2006
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12:31
by PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR
As Chaves de Casa
Não há nada mais agradável do que assistir um filme e ser surpreendido, quanto mais sendo este filme um drama, e não um suspense que a principio poderia ter ou querer esta função. O drama se chama AS CHAVES DE CASA, é uma produção italiana de 2004, que somente este ano chegou aos nossos cinemas e já esta sendo exibido no canal Telecine Cult (porém sem chegar no formato de DVD). A trama pode ser a mais batida possivel, pai que abandonou o filho deficiente tem a oportunidade e obrigação, atraves de uma viagem a um centro de fisioterapia, de se aproximar do filho após 15 anos, sem ao menos ele saber que este é seu pai. Esta é a trama de AS CHAVES DE CASA, que trás pai (Gianni) e o filho deficiente (Paolo) numa verdadeira aventura para recriar o laço patrimonial que nunca houve entre eles. A história é baseado num livro, inclusive seu autor é homenageado na abertura, mas o grande acerto dos roteiristas (tendo o diretor entre eles) é centrar sua trama em Gianni, pai que se vê obrigado após a morte de sua esposa e o abandono do seu filho (que foi criado pelos tios) de assumir pela primeira vez seu papel de pai numa viagem de dias até a Alemanha. Seu relacionamento com Paolo é nulo, tanto que ele nem assume que é seu pai, inicialmente, entretanto, com o passar dos dias, o relacionamente entre eles, vai crescendo e se tornando afetuoso, não sem antes retratar as dificuldades de Paolo em aceitar esta nova realidade. O enredo se completa com Charlotte Rampling, interpretando um contraponto a Gianni, ela se dedica há anos a sua filha, e observa as dificuldades de Gianni em lhe dar com o aspecto especial de seu filho, tanto que em determinado momento diz a ele: "A debilidade sempre o protegerá das pessoas, é você quem deve se preparar para sofrer". Assim, Gianni começa a abrir seu coração para Paolo de uma maneira verdadeira, dolorosa e encantadora. O diretor Gianni Amelio conduz sua trama de maneira implacável não abre exceções para cenas de explosões de choros e lamentos, seu filme demosntra que este personagem é muito consciente dos erros do seu passado, entretanto, em sua redenção Amelio evita a pieguice que poderia surgir em mãos despreparadas, e entrega ums dos filmes mais bonitos e emocionantes deste ano. AS CHAVES DE CASA: 8,5 (le chiavi di casa, itália / frança / alemanha, 2004) direção: Gianni Amelio. roteiro: Sandro Petraglia, Gianni Amelio e Stefano Rulli, baseado em livro de Giuseppe Pontiggia. elenco: Kim Rossi Stuart, Andrea Rossi, Charlotte Rampling, Alla Faerovich, Pierfrancesco Favino, Manuel Katzy, Michael Weiss. 105 min. Junho 8, 2006
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01:19
by PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR
Lançamentos da SemanaAo contrário do que ocorreu semana passada, esta está recheada de bons lançamentos contando, inclusive, com o injustiçado do Oscar, O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN. Boa Semana! FOCUS:UMA VIDA SEM LIMITES (projeto pessoal de Kevin Spacey sobre o músico Bobby Darin, com Spacey, Kate Bosworth e John Goodman); UNIVERSAL:DOMINO A CAÇADORA DE RECOMPENSAS (novo filme de Tony Scott, uma pseudo biografia sobre uma menina rica que se transforma um caçadora de recompensas, com Keira Knightley); BUENA VISTA:FORA DE RUMO (suspense com os atores em ascenção, Jennifer Aniston e Clive Owen, sob a direção do estrangeiro MIke Hallfstron, de Raizes do Mal) e GOL! (produção que mostra os percalços de um pobre mexicano rumo ao sucesso no futebol europeu, se não me engano é para ser uma trilogia);
FOX:VOVÓ...ZONA 2 (sim é uma continuação com Martin Lawrence reprisando seu "papel" de policial sob disfarce) e DR. DOLITTLE 3 (este aqui já não conta com a presença de Eddie Murphy, se baseia na personagem de sua filha que também conversa com animais); ![]()
SONY:A CAVERNA (produção sobre uma expedição que investiga seres numa caverna) e G TRIÂNGULO AMOROSO; PLAYARTE:MATCH POINT PONTO FINAL (outro injustiçado do Oscar, Woody Allen muda-se para Londres para filmar uma história sobre sorte e jogo, tanto esportivo quanto amoroso, com Scarlet Johansson e Jonathan Ryhs Meyers); IMAGEM:CAMISA DE FORÇA (acho que ficou inédito nos cinemas, suspense quebra-cabeças bem interessante com Adrien Brody e, novamente, Keira Knightley) e POR AMOR OU POR DINHEIRO? (comédia francesa sem muitas referências com a belissíma Monica Belucci e Gerard Depardieu); ![]()
EUROPA:O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN (filme irrepreensivel de Ang Lee, com costumaz sensibilidade para retratar o amor na sua forma mais crua e selvagem, merece ser visto sem preconceito, com Heath Ledger e Jake Gyllenhal);
Junho 5, 2006
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23:07
by PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR
Lost - Seriado
Particularmente, sou fã dos mais diversos seriados americanos que são exibidos na tevê a cabo (obviamente, que lamento para quem seje fã e tenha que acompanhar algum seriado na tevê aberta), mais especificamente, acompanho ao seriados considerados dramas, há algum tenho não acompanho os famosos sitcons. Este gosto em particular se iniciou com o fenômeno Arquivo X, no longinquo 1993, desde o inicio sempre fiquei fascinado com a possibilidade de um simples mistério (no caso, a existência de extraterrestres e uma iminente conspiração governamental) se transformar num arco mitológico de proporções e imaginação surreal. O seriado Arquivo X terminou após 9 anos, no momento errado, mas ainda deixa saudades, seu criador Chris Carter também criou um outro seriado que eu gosto, Millenium, mas não teve nenhum outro sucesso televisivo. Mas o ano de 2004 vai ser daqui há alguns tempo um marco na televisão americana, um ano de expansão e transformação de fórmulas; seriados pré prontos (como as sitcons, seriados policiais, médicos e de crimes) foram ofuscados por dois fenômenos uma série bastante sarcastica que versa sobre a familia americana, não esquecendo a referência Beleza Americana, Desperate Housewifes, e um seriado misterioso sobre 48 passageiros que sobreviveram a uma queda de um avião numa ilha misteriosa chamado Lost. Nesta última semana de Maio, foi exibido as últimas duas horas desta segunda temporada, episódio este chamado Live Together, Die Alone. Seriado Lost cresceu e se expandiu como há anos não se via acontecer com um seriado (desde Arquivo X e Seinfeld), está se tornando um fenômeno cultural, obviamente com defensores e detratores com mesma enfâse. Apesar do que tenho lido nos últimos dias, gosto mais desta 2° Temporada, acredito que mesmo não tendo uma regularidade como foi apresentada na 1° temporada, esta 2° tem a seu favor o aprofundamento da personalidade dos personagens e consequentemente, dos seus relacionamentos. Os flashbacks são sempre uma agradavel surpresa, e um divertimento a mais descobrir as conecções entre eles. Os criadores da série junto aos roteiristas parecem ter criado uma teia com ligações impensáveis e situações idem, cada episódio é uma expectativa por respostas (nem sempre dadas) adicionando mais mistérios. O final desta temporada foi fantástico com consequencias incriveis, respostas dadas com a mesma intensidade que outras foram criadas. Os personagens adicionados, como Mr. Eko, Desmond e Henry Gale, são de uma riqueza dramática impar sempre aumentando a dimensão e a ambiguidade dos eventos. A quimica dos personagens é o ponto forte de Lost junto aos mistérios, porém o grande acerto se concentra na dosagem entre eles (suspense, ação, comédia e drama), cada episódio tem sua importância se não tiver algum mistério terá algum personagem melhor representado, assim se Lost, literalmente não se perder na sua complexa teia de teorias cientificas e/ou sobrenaturais, teremos um excelente programa de ficção semanal (algo incrivel se pensarmos que o cinema já abandonou este gênero há alguns anos) por algumas (emocionantes) temporadas. Que venha a 3° Temporada, Brothaa!! Junho 2, 2006
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23:53
by PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR
A Lula e a Baleia (CINEMA)
Bastante promissora esta estréia de Noah Baumbach com este curioso título A LULA E A BALEIA, e não se surpreendam com um dos produtores da película, se trata de Wes Anderson (Os Excêntricos Tenembauns), assim já pode se notar a similaridade dos filmes de ambos, aqui em particular, a estrutura familiar é retratada de maneira mais real e crua do que no cinema nonsense de Anderson. Baumbach também criou o roteiro original, sendo inclusive indicado para o Oscar, situando sua história na Nova Iorque da década de 80, Baumbach retrata com seriedade a dificuldade familiar em superar uma separação, o roteiro se concentra principalmente, nas relações entre pais e filhos. Ambos pais são escritores, Bernard lançou um único livro e possui uma prepotência ilimitada, já Joan começou a escrever com o incentivo do então marido (que lhe diz isto a cada discussão), e opta por textos mais populares (com artigos em jornais), tendo mais sucesso que seu marido. Nesta briga de egos, com direiro a traições, mentiras e verdades estão os filhos Walt e Frank, o fato dos pais serem intelectuais (fato que Bernard sempre que possivel argumenta, reagindo com preconceito as pessoas que não possuem conhecimento cultural como ele) somente demonstra que a reestruturação familiar independe de inteligência mas sim de sensibilidade e amor. Walt é o espelho do que seu pai quer que ele seja, mente que lê livros para a apreciação de seu pai na mesa de jantar, por exemplo; já Frank é mais sensível e perde-se na dificuldade em lhe dar com esta nova e complexa situação (como ter que viver em duas casas diferentes em dias alternados já que os pais compartilharam a guarda). Com este microuniverso, que da década de 80 para cá somente aumentou, Baumbach retrata o choque que uma separação provoca no relacionamento de toda familia, um choque forte e doloroso. A complexidade destes sentimentos demonstrado nas mais cotidianas situações destas quatro pessoas é chocante e, digo, pessoalmente, achei bastante perturbador como os pais podem influenciar negativamente o comportamento dos filhos sem ao menos notarem (ou pior, fazerem de conta que não notam). Que Laura Linney é uma excelente atriz eu já sabia (pena que a Academia ainda não notou, mesmo indicando-a no passado por Kinsey), mas Jeff Daniels em pouco tempo esteve em Heróis Imaginários e, agora, em A LULA E A BALEIA apresenta uma das suas melhores performances, nos fazendo esquecer sua participação em Debi & Loide, Daniels amadureceu como ator e suas escolhas estão refletindo isso. Momento Fênix: lá pelas tantas do filme observo um ator de cabelo meio comprido jogando tênis, quando a câmera se aproxima tive quer olhar duas vezes, para reconhecer William Baldwin, sim um dos irmãos canastrões de Alec Baldwin, que ultimamente só estava presente em filmes absolutamente duvidosos, em A LULA E A BALEIA, Baldwin está discreto e eficiente em cena, quem sabe não começa a seguir os passos de Alec, que parece também ter encontrado o caminho do reconhecimento novamente. A LULA E A BALEIA: 8,0 (The Squid and the Whale, Eua, 2005) Direção: Noah Baumbach Roteiro: Noah Baumbach Com: Jeff Daniels (Bernard Berkman), Laura Linney (Joan), Jesse Eisenberg (Walt), Owen Kline (Frank), Halley Feiffer (Sophie), Anna Paquin (Lili), William Baldwin (Ivan). 80 min. SONY Junho 1, 2006
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00:41
by PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR
Lançamentos da SemanaSemana que tem final e inicio de mês juntos nunca rendem lançamentos em número para as locadoras. Assim nesta semana as opções são poucas. Vamos as elas: FOX:SE EU FOSSE VOCÊ (comédia nacional de maior sucesso nos cinemas com Tony Ramos e Glória Pires) e ABC DO AMOR (comédia romântica juvenil que se passa em Manhattan que angariou bastante elogios quando da sua passagem nos cinemas); ![]()
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