BAÚ DE FILMES

Fevereiro 27, 2006


Por Trás da Fé (DVD)



Ele era um padre, como se foge de um padre ?

Esta frase dita por uma das vitimas do pedofilo padre Geoghan sintetiza um sentimento que deve passar pela cabeça de qualquer ser humano ao saber dos acontecimentos envolvendo padres pedofilos e crianças nas paróquias de Boston, escândalo que abalou a estrutura da Igreja Católica, não só nos EUA, e retratado de maneira acertada nesta produção do Showtime, agora disponivel nas locadoras.

Como desconfiar de um padre, uma pessoa que prega uma ideologia de ajudar o próximo e representa a fé de maneira exclusiva, sendo que a bre mão de uma vida conjugal para fazê-lo. Assim o choque das revelações destes atos que iniciaram nos anos 60 e perduraram décadas, pois o Bispo responsavel pela região apenas transferiu o padre ao saber das denúncias, com isso tranferindo um tipico pedofilo para outra paroquia, sendo conivente com o acontecimento aumenta ainda mais o sentimento de revolta.

O filme em si, em nada justificaria um apontamento de destaque pois é um filme feito para a tevê, com todos os defeitos já conhecidos deste veículo, no entanto, a maneira como os personagens tanto as vítimas já crescidas que, inclusive possuem um grupo de discussão (numa cena bastante forte sobre os abusos sofridos), quanto o Bispo (Christopher Plummer), que acabou sendo responsabilizado como cúmplice num processo paralelo são personagens onde o roteiro cria uma oportunidade de discussão nunca banalizando o tema e a polêmica.

Além disso, ainda há espaço para diversas subtramas como Padre Spanoglia (Brian Dennehy), que vai contra a posição oficial do Vaticano e acaba tendo que revelar um segredo do seu passado.

POR TRÁS DA FÉ: 7,0
(Our Fathers, Eua, 2005)
Direção: Dan Curtis
Roteiro: Thomas M. Donnelly baseado no livro de David France
Com: Ted Danson, Christopher Plummer, Brian Dennehy, Chris Bauer, Daniel Baldwin, Ellen Burstyn. 130 min. UNIVERSAL
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Fevereiro 24, 2006


Lançamentos da semana


Para quem quiser pular o carnaval em casa, as locadoras terão algumas boas opções.
OBS: como não consegui os figuras dos filmes, fico devendo elas para amanhã!

VIDEOFILMES: JOGO PERIGOSO (suspense de origem norueguesa sem referências maiores) e VENHA ME BEIJAR (comédia romântica americana).

BUENA VISTA: A LUTA PELA ESPERANÇA (para quem não conferiu nos cinemas chega o primeiro favorito e atualmente esquecido do Oscar, somente Paul Giamatti tem chance, drama com cara de Oscar e história inspiradora, no elenco tb Russell Crowe e Renee Zellwegger).

UNIVERSAL: O VIRGEM DE 40 ANOS (comédia de sucesso que passou um pouco batido por aqui nos cinemas, com Steve Carrell e Catherine Keener).

FOCUS: NASCIDOS EM BORDÉIS (documentario premiadissimo) e FUGA SOBRE RODAS (ação que pega carona em FURIA SOBRE RODAS).

SONY:A LENDA DO ZORRO (continuação da aventura de 99, com Banderas e Zeta Jones repetindo seus papéis originais).

ALPHA FILMES:O SENHOR DAS ARMAS (produção que ganhou bastante elogios do roteirista e aqui tb diretor Andrew Niccol, debate o tráfico de armas e tem Nicolas Cage e Ethan Hawke no elenco).

PARAMOUNT:QUATRO IRMÃOS (policial estilo western com direção de John Singleton e Mark Wahlberg e Tyrese Gibson no elenco) e TRÊS É DEMAIS (comédia romântica com David "ANGEL" Boreanaz).
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Fevereiro 19, 2006



Dizem Por Aí (CINEMA)



DIZEM POR AÍ é um projeto em si extremamente original ou mesmo como surge no inicio da projeção, baseado em rumores. No entanto, o que poderia render uma deliciosa e charmosa comédia acaba resultando em uma mistura de comédia/drama/romance, onde por diversas vezes o fio da meada se perde e as situações cômicas são de uma previsibilidade impar.

Parte do problema reside na direção de Rob Reiner (de outrora HARRY & SALLY), mas Reiner faz tempo que perdeu a mão, não consegue mais criar comédias românticas charmosas ou mesmos interessantes (vide ALEX & EMMA). O roteiro brinca com supostas situações envolvendo a familia da Sra. Robinson e seu afeto juvenil de A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM (clássico dos anos 60, com Anne Bancroft e Dustin Hoffman).

As inumeras referencias do roteiro ao filme são bastante agradáveis e rendem situações engraçadas, no entanto, quando tenta aprofundar a crise de identidade da personagem de Jennifer Aniston (quen ainda não conseguiu se livrar da sombra de Rachel do seriado Friends), o filme cria situações embaraçosas e desnecessárias dentro da trama.

Shirley MacLaine, brilha novamente, assim como aconteceu em EM SEU LUGAR, como a inspiração para Sra. Robinson; já Kevin Constner, em seu melhor momento com personagens mais experientes (assumiu sua idade), têm ganho na escolha dos bons papéis.

DIZEM POR AÍ: 5,0
(Rumor Has It, Eua, 2005)
Direção: Rob Reiner
Roteiro: Ted Griffin
Com: Jennifer Aniston (Sarah Huttinger), Kevin Costner (Beau Burroughs), Shirley MacLaine (Catherine), Mark Ruffalo (Jeff), Mena Suvari (Annie), Mike Baldridge (John), Jennifer Bini Taylor (Jocelyn), Gabriel Jarret (Hedge Funder). 96 min. WARNER
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Fevereiro 17, 2006


Lançamentos da Semana



WARNER: COISAS DE MULHER (comédia nacional bombardeada pela critica) e QUATRO AMIGAS E UM JEANS VIAJANTE (produção dirigida para o público adolescente feminino);


FOX: CARGA EXPLOSIVA 2 (continuação que trás de volta Jason Stathan em muita ação), CONTRACORRENTE (produção independente dirigida por David Gordon Green, de PROVA DE AMOR, com Jamie Bell e Josh Lucas) e PRISON BREAK (primeiro volume do seriado de sucesso nos Eua);


FLASHSTAR: END GAME (ação inédita nos cinemas com elenco conhecido composto por Cuba Gooding Jr., James Woods e Burt Reynolds) e SOCIEDADE VIOLENTA (comédia que possui a pseudo atriz Paris Hilton);


UNIVERSAL: VÔO NOTURNO (suspense de Wes Craven que fez sucesso nos cinemas) e POR TRÁS DA FÉ (produção televisiva indicada a alguns prêmios que aborda polêmica religiosa com Ted Danson e Christopher Plummer);
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Fevereiro 15, 2006



Syriana (CINEMA)



Foi impressão minha ou SYRIANA é um filme extremamente complexo, tenho a sensação que diversos nuances do filme não foram absorvidos por mim. Saí da sala de cinema com vontade de assistí-lo novamente.

O roteiro de Stephen Gaghan consegue ser mais universal do que TRAFFIC, onde o roteirista também resolveu universalizar sobre o trafico de drogas, aqui em SYRIANA o tema principal, até como se fosse o protagonista é o petroleo, fonte de energia primordial para a sociedade que no filme denota negociações, conspirações, mortes e muito, mais, muito dinheiro.

O roteiro monta diversas frentes de tramas com personagens assumindo as mais diferentes posturas, honestidade, ambiguidade, ambição e poder. Neste engenhoso roteiro, quem piscar o olho pode perder alguma situação ou dialogo (muitos são extremamente cinicos, ironicos e cruelmente reais), no entanto, não há como perder a essencia da proposta do filme, correlacionar diversos personagens ao redor do tema petroleo desde as negociações de gabinetes (que não são poucas) até atos de terrorismo (não esquecam que estamos falando de Oriente Médio e interesses americanos).

Como politica, economia e até mesmo religião são temas abordados pelo roteiro imaginem a forte critica que este passa, assim o maior mérito de SYRIANA é mesmo a sua existência como projeto cinematográfico, fica dificil imaginar como um grande estúdio bancou algo com tanta denuncia.

Se o roteirista e aqui diretor (muito melhor do que em sua estréia no suspense insonsso SEM PISTAS, com Katie "Tom Cruise" Holmes), Stephen Gaghan prova ser um observador com muita sensibilidade, George Clooney merece o restante dos créditos por ser o ator mais engajado em causas universais desde os anos 70, somente neste ano Clooney dirigiu BOA NOITE E BOA SORTE, sobre a censura nos anos 50 que se repete atualmente, e produz e atua em SYRIANA (está certo que ainda não o vejo ganhando um prêmio pela sua atuação, prefiro seus projetos por detrás da câmera e como ele consegue envolver astros neles).

Atuação que valeria uma indicação é Jeffrey Wright, outro eterno coadjuvante, que mostra o quão ambiguo um personagem consegue ser retratado, claro que ele é um excelente ator.

Fica a dica de um filme especial, diferenciado mesmo, que se não conquistá-lo à primeira vista merece uma conferida mais de perto pois é um filme de diversas camadas e diferentes leituras.


SYRIANA - A INDÚSTRIA DO PETRÓLEO: 8,5
(Eua, 2005)
Direção: Stephen Gaghan
Roteiro: Stephen Gaghan, baseado em livro de Robert Baer
Com: George Clooney, Matt Damon, Jeffrey Wright, Amanda Peet, Chistopher Plummer, Greta Scacchi, Chris Cooper. 128 min. WARNER
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Fevereiro 10, 2006



Lançamentos da Semana em DVD


Este mês de Fevereiro ja vem com um número maior de lançamentos no entanto, nãop esqueçam ainda é considerado um mês de férias, para os cinéfilos a dica é ir ao cinema. Bom fim-de-semana a todos e ótimos filmes!

BUENA VISTA: SUPER ESCOLA DE HERÓIS (aventura que passou em branco pelos cinemas, com Kurt Russell e Kelly Preston);


FOCUS: HONRA E LIBERDADE (produção grandiosa filmada na Nova Zelândia com Samantha Morton e Kiefer Sutherland) e ULTIMATE FORCE;


SONY: UM SONHO AMERICANO (drama sobre dança estrelado por John Leguizamo);

PLAYARTE: PENETRAS BONS DE BICO (a comédia mais comentada do ano passado);


IMAGEM FILMES: REFLEXOS DA AMIZADE (produção inédita nos cinemas dirigida pelo ator David Arquivo X Duchovny com Robin Williams no elenco) e NA MIRA DA CORRUPÇÃO (thriller mexicano);


CALIFÓRNIA: HOOLIGANS (produção que aborda os famosos torcedores ingleses, protagonizada por Elijah Wood) e ELLIE PARKER (uma curiosa produção como um falso documentário estrelada por Naomi Watts);


EUROPA FILMES: IRMÃOS GRIMM (aventura fantasiosa de Terry Gilliam com Matt Damon e Heath Ledger) e A PESSOA É PARA O QUE NASCE (documentário nacional);
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Fevereiro 8, 2006



O Segredo de Brokeback Mountain (CINEMA)



Acima de qualquer expectativa ou mesmo méritos, existe um nome em O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN, que merece ser reverenciado: Ang Lee. Neste filme, Lee dá uma verdadeira aula de como dirigir um filme que já nasceu polêmico (o famoso filme sobre cowboys gays) de forma sutil, delicada e belissima. Mesmo sendo oriental Lee consegue moldar-se a qualquer época historica e geográfica (RAZÃO & SENSIBILIDADE, Inglaterra do século XIX; A CAVALGA DO DIABO, Eua - Guerra da Sucessão).

Depois do incompreendido HULK (que como projeto já nasceu equivocado), Lee adapta de forma exemplar um conto roteirizado pelo casal Larry McMurtry e Diana Ossana, e ninguém melhor que ele para retrataramores impossiveis, preconceitos, sociedades passadas e homossexualismo, temas frequentes em sua filmografia.

Lee soube retratar a sociedade dos anos 60, mostrando a dificil relação entre Jack Twist e Ennis Del Mar, e o reflexo de seu relacionamento em suas vidas ao longo de 20 anos. As escolhas dos personagens e suas consequencias tudo contado de maneira lenta e contemplativa. No entanto, a tarefa mais dificil do roteiro e de Lee era tornar o amor entre os cowboys palpável para o grande público, para que o mesmo pudesse simpatizar e se tornar cúmplice deste amor impossivel e, isto acontece, com o decorrer do filme, Lee mostra somente poucas cenas de maior envolvimento entre os personagens e, em seguida, opta pela sugestão. O que indica fortemente a vontade de explicitar o amor, a solidão e o vazio dos personagens e não se tornar uma bandeira de tolerância homossexual.

Observem como o roteiro posiciona as personalidades de Ennis e Jack, enquanto o primeiro é um verdadeiro brucutu em todos os sentidos (fala para dentro e sempre rodeados por figuras femininas sendo que demarca fortemente seu território masculino de chefe de familia, Jack seria um verdadeiro gay (no sentido passivo) pois além de se apaixonar por Ennis, ainda procura outros parceiros e sua esposa na verdade assume o papel de chefe da família. Mas o envolvimento de ambos não deixa de ser bruto e até mesmo selvagem, principalmente por parte de Ennis, que é quem mais reluta em se envolver e se entregar para seu sentimento.

O trabalho de Heath Ledger (Ennis) é que mais surpreende pois o ator mais utilizado como galã adolescente teve coragem e talento para encarar um personagem tão complexo como Ennis. Já Jake Gyllenhaal comprova seu talento já confirmado em DONNIE DARKO, como o apaixonado Jack Twist, num papel delicado que facilmente poderia cair na caricatura. As jovens atrizes (Williams e Hathaway) esposas dos personagens principais também merecem destaque assim como a pequena presença da personagem da mãe de Jack (infelizmente não reparei no nome da atriz) que possui uma sensibilidade impar na reta final do filme.

Se a passagem do tempo acabou por demostrar um descuido da produção com os personagens principais (principalmente Ledger), a montagem delicada, a trilha sonora impecável e a belissima fotografia (com o rebanho das ovelhas na montanha) somente embalam O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN como um filme imperdivel.

O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN: 9,5
(Brokeback Mountain, Eua, 2005)
Direção: Ang Lee
Roteiro: Larry McMurtry e Diana Ossana, baseado em estória de Annie Proulx
Com: Jake Gyllenhaal (Jack Twist), Heath Ledger (Ennie Del Mar), Michelle Williams (Alma Beers Del Mar), Anne Hathaway (Lureen Newsome Twist), Randy Quaid (Joe Aguirre), Linda Cardellini (Cassie Cartwright), Anna Faris (LaShawn Malone), Scott Michael Campbell (Monroe). 134 min. EUROPA FILMES
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Fevereiro 4, 2006



Munique (CINEMA)



Para mim um filme inesquecivel é aquele que gera algum sentimento no momento na qual assisto-o ou mesmo aquele que continua com voce após seu termino, isto pode ser tanto com ótimos filmes quanto com aqueles muito ruins. Na categoria de otimos filmes, os filme que envolvem temáticas politicas, sociais ou mesmo uma visão humana particular são meus prediletos (vide meus filmes prediletos no ano passado: MAR ADENTRO e MENINA DE OURO com personagens discutindo mortes voluntárias e O JARDINEIRO FIEL, como um thriller social humano impar).

Em MUNIQUE, segundo projeto no mesmo ano de Steven Spielberg (o anterior é GUERRA DOS MUNDOS), o diretor resolveu trabalhar com um roteiro polêmico, uma verdadeira mina terrestre, e acabou criando um filme denso, politico, humano e que está gerando uma discussão, acima de tudo, muito importanto para o nosso futuro.

Para quem ainda não conhece a trama, ela se inicia em 1972, nas Olimpiadas de Munique, onde o grupo terrorista Setembro negro mantém esportistas judeus refens para chamar atenção da cauda palestina. O fato resulta no assassinato de varios judeus e palestinos, num provavel erro de tatica da policia alemã, resultado Israel resolve tomar uma atitude frente aos ofensivos ataques terroristas planejando o assassinato dos organizadores do plano em Munique. Para isto, uitlizam um segurança ,Avner, e uma pequena equipe não oficializada por Israel que percorre toda Europa e Oriente Médio atrás dos mentores terroristas.

O que poderia ser mais uma sinopse de 007, acaba sendo um verdadeiro estudo analitico de uma situação geografica/religiosa que se arrasta desde o final de Segunda Guerra e, atualmente, se tornou o maior problema bélico da sociedade. Spielberg foi muito feliz na escolha deste projeto, judeu engajado na Historia do holocausto, ele vem sendo criticado pela maneira não esterotipada com que apresenta os personagens (não há vilões e sim pessoas que em função de uma ideologia ou fé acreditam piamente nas barbaries que cometem) e pela neutralidade do discurso do roteiro, que sempre tenta elevar a discussão para um nivel acima do bem e do mal.

Desta maneira, MUNIQUE se destaca por ter uma abordagem sobre este assunto dificilmente vista no cinema americano (visto que Spielberg claramente aponta que as consequencias dos eventos chegarão - já chegaram - aos EUA). Normalmente, a filmografia de Amos Gitai aborda com competência habitual e um ou outro cineasta se destaca de tempo em tempos.

A presença do dramaturgo Tony Kushner (de ANGELS IN AMERICA), pode ser notada pela maneira como os dialogos são compostos juntamente com as situações pelas quais Avner (numa presença marcante de Eric Bana, que acaba de despistar seu Hulk da memória das pessoas), passa, desde seu vinculo com a familia até suas crises de consciência.

Observem como parece que MUNIQUE pertence a um outro cineasta que não o sempre familia Spielberg (por isto destaco tanto sua postura no filme), notaram que existe até uma sutil cena de sexo entre o protagonista e sua esposa grávida (num momento que lembra a sensualidade de Rachel Weisz tb grávida em O JARDINEIRO FIEL), momentos de intensa intimidade do personagem que servem de antitese ao assassino profissional que ele se transforma.

Contando com uma fotografia especial do sempre eficiente Januz Kaminski, que imediatamente nos remete aos anos 70 pela tons monocromáticos, cenografia e figurinos impecaveis. A trilha também tem este poder de nos transportar a esta decadá.

Apesar da duração e ritmo lento, MUNIQUE utiliza a repetição dos eventos (para cada atentado judeu contra os palestinos, os mesmos provocam uma resposta maior) para apontar o ciclo eterno pelo qual estes atos vem acontecendo, parece não haver fim. Num momento onde filmes para adultos com diferentes temáticas voltam a fazer sucesso de público, o cinema de Spielberg se ergue no que eu considero seu melhor filme desde os anos 70 (que coincidência!).

MUNIQUE: 10
(Munique, Eua, 2005)
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Eric Roth, Charles Randolp e Tony Kushner
Com: Eric Bana; Daniel Craig; Marie-Josée Croze; Geoffrey Rush; Ayelet Zorer; Mathieu Kassovitz; Hanns Zischler; Ciarán Hinds. 160 min. UIP
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Fevereiro 2, 2006



LANÇAMENTOS DA SEMANA



Finalmente Janeiro terminou pois foi um mês bastante complicado no que se refere a filmes nas prateleiras das videolocadoras, no entanto restaram alguns titulos desde desastroso mês.

PARAMOUNT: SUJOU...CHEGARAM OS BEARS (com direção de Richard Linklater e protagonizado por Billy Bob Thornton e um bando de crianças) e CASADOS COM O AZAR;


SONY: MULHER SOLTEIRA PROCURA 2 (sim tb criaram continuação para este filme, sem o envolvimento de ninguém da produção original);

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