BAÚ DE FILMES

Dezembro 31, 2005



E Se Fosse Verdade (CINEMA)



Nem há muito o que se comentar sobre E SE FOSSE VERDADE isto, por diversos motivos desde a constatação de que o gênero comédia romantica não tem muito o que inovar e que Reese Whiterspoon desbancou Julia Roberts como rainha deste genero (tenho bastante expectativa em vê-la no JOHHNY & JUNE).

Todos sabemos como iniciam e terminam estes filmes portanto, as diferenças resiudem no modo de contá-las e no contexto das tramas, aqui em, E SE FOSSE VERDADE, o tema abordado é o esperitismo e o destino (dificil não comparar com GHOST); o roteiro até toma partido num assunto extremamente polemico em favor do amor entre os protagonistas (fator que pode incomodar alguns pela falta de seriedade da abordagem).

A cidade de São Francisco continua inspirando amores com sua fotografia charmosa e a quimica de Whiterspoon com Mark Ruffalo (o verdadeiro destaque do filme, ainda que seu personagem não ganhe uma contextualização muito forte) funciona muito bem, com a agilidade dos diálogos.

A direção de Mark Waters (que ainda não errou em comédias sendo esta sua terceira, anteriores SEXTA-FEIRA MUITO LOUCA e MENINAS MALVADAS) adiciona ritmo e agilidade (são somente 95 minutos), num filme delicado e bonitinho, principalmente para o público alvo, transformando-o numa legítima Sessão da Tarde.

E SE FOSSE VERDADE: 5,0
(Just Like Heaven, Eua, 2005)
Direção: Mark Waters
Roteiro: Peter Tolan e Leslie Dixon, baseado em livro de Marc Levy
Com: Reese Whiterspoon (Elizabeth Masterson), Mark Ruffalo (David Abbott), Donal Logue (Jack Houriskey), Dina Spybey (Abby Brody), Ben Shenkman (Brett Rushton), Jon Heder (Darryl), Ivana Milicevic (Katrina). 95 min. UIP

OBS: Um ótima virada de ano para todos e que 2006 seja um ano de excelentes filmes para todos nós cinéfilos!
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Dezembro 27, 2005



Em Seu Lugar (CINEMA)



O diretor Curtis Hanson está se tornando um ótimo especialista em dramédias (comédias com drama), após o sucesso de GAROTOS INCRÍVEIS, Hanson agora, dirige EM SEU LUGAR, um filme que mostra uma dificil relação entre irmãs com delicadeza e risos.

Ewste subgênero é bastante tipico dos americanos (principalmente do cinema independente), em sua maioria filmes baseados em Best Sellers reconhecidos (como é o caso aqui), Hanson após ficar conhecio de grande público em LOS ANGELES -CIDADE PROIBIDA, volta a certar em EM SEU LUGAR (pois em 8 MILE era na verdade um veiculo de marketing para Eminem), principalmente por acertar no tom do filme. Este gênero possui uma dificuldade de acertar com o público pois normalmente um dos gêneros acaba aparecendo mais que o outro (tanto o drama quanto a comédia).

O relacionamento das irmãs Maggie e Rose é de uma verossimilhança incrivel, somente quem possui irmão para saber isto, parece que conhecemos esta história e, até por isto, soa tão engraçado e trágico. Na 2° parte do filme, com a entrada da avó materna vemos um amadurecimento das relações e dos sentimentos das protagonistas em crise e o que seria um tipico novelão consegue chegar até o final sem apelar para o sentimentalismo. Mérito dos roteiristas que souberam tornar real estas relações familiares adversas (apesar de não explorar a relação avó e pai das meninas). Além disso, o roteiro possui ganchos, situações e personagens muito especiais e encantadores.

Toni Collette e Cameron Diaz estão especiais em seus papéis mas, quem brilha mesmo é Shirley MacLaine, que após se perder em A FEITICEIRA, reencontra aqui um papel a altura de seu talento, e num filme sobre relações familiares consegue ainda espaço para mostrar os romances da 3° idade.

EM SEU LUGAR: 7,5
(In Her Shoes, Eua, 2005)
Direção: Curtis Hanson
Roteiro: Jennifer Weiner e Susannah Grant
Com: Cameron Diaz, Toni Collette, Shirley MacLaine, Mark Feuerstein, Brooke Smith. 130 min. Fox Filmes
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Dezembro 24, 2005



Hotel Ruanda (DVD & VHS)



Num curto espaço de tempo tivemos a oportunidade de observar a triste e revoltante situação na qual se encontra a África. Se em O JARDINEIRO FIEL, Meirelles entrega um filme com suspense, denúncia, romantismo e tendo como pano de fundo uma África condenada a própria sorte. Já em HOTEL RUANDA, Terry George busca mostrar um dos maiores genocídios etnicos da história, uma guerra civil que o mundo não viu e os politicos fizeram questão de não ver. Uma guerra entre hutus e tutsis que ocorreu há dez anos mas, onde a arma de destruição em massa eram facões!

Terry George, roteirista do politico EM NOME DO PAI, acerta em cheio ao abordar a historia real de Paul Rusesabagina, um hutu, gerente de um hotel que quando explode a guerra aceita em seu hotel os refugiados tutsis (entre eles, sua esposa). A busca de Paul por ajuda é mostrada como uma verdadeira odisseía, onde inclusive ele é acusado de traidor, tem que apelar para favores as pessoas mais influentes e contar com a pouca ajuda da ONU.

A selvageria da guerra é poupada na telona, há somente uma cena na qual nosso choque é ainda maior do que de Paul, assim George dá prioridade ao painel de desesperança e isolamento ao qual estão expostos aquelas pessoas.

A forte crítica do filme aos gabinetes europeus deseinteressados por sua antiga colonia (mais especificamente a Belgica e a ONU) só não é maior que a revolta que o filme provoca no espectador.

Don Cheadle, sempre coadjuvante, aqui tem a oportunidade de mostrar o quão competente ator ele é, carrega o filme nas constas, estando presente em quase todas as cenas, retrata com dramaticidade este horrivel guerra.

Uma curiosidade que filme mostra é a origem desta diferença etnica, estritamente preconceituosa, foi criada pelos colonizadores para distinguir a população (por fatores como formato do nariz), portanto não é uma diferença genetica mas sim social ( o que torna tudo mais absurdo).

Para o publico em geral espero que HOTEL RUANDA sirva pelo menos para abrir os olhos para atual situação de iminentes combates sociais que estão por vir, seja no Brasil, Iraque ou mesmo na África se não a frase dita por Joaquin Phoenix a Don Cheadle quando indagado sobre o que as pessoas vêem na televisão, será uma triste realidade.

HOTEL RUANDA: 9,0
(Hotel Rwanda, EUA / Itália / África do Sul, 2004)
Direção: Terry George
Roteiro: Keir Pearson e Terry George
Com: Don Cheadle (Paul Rusesabagina), Sophie Okonedo (Tatiana Rusesabagina), Nick Nolte (Coronel Oliver), Desmond Dube (Dube), Hakeem Kae-Kazim (George Rutaganda), Tony Kgoroge (Gregoire), Joaquin Phoenix (Jack Daglish).121 min. IMAGEM FILMES
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Dezembro 17, 2005


Lançamentos da Semana


Mais uma vez estou atrasado com meus post, vou apelar para o antes tarde do que nunca. Dezembro como vcs sabem não é um mês muito bom para as videolocadoras nem mesmo para os cinemas, esta semana chegam a maioria dos filmes prometidos para este mês, vamos a eles.

BUENA VISTA: DE REPENTE É AMOR (comédia romântica com Ashton Kutcher e Amanda Peet, uma comédia a la Harry & Sally, um passatempo agradavel com uma trilha bem legal)

EUROPA FILMES: HEROI POR ACASO (frânces vencedor de alguns premios internacionais, parece com A Vida é Bela, pois se passa na 2º Guerra, com um senhor protegendo uma criança dos nazistas)

UNIVERSAL A CHAVE MESTRA (suspense americano mais original do ano, vale mesmo pela beleza de Kate Hudson e o final arrebatador)

SONY: AS AVENTURAS DE SHARKBOY E LAVAGIRL (aventura de Robert Rodriguez em 3D) e KUNG-FUSÃO (aventura direto do Oriente com bastante comédia, ainda não pude assistir mas foi até indicado ao Globo de Ouro)

IMAGEM FILMES: PROVOCAÇÃO (filme que despertou criticas positivas e negativas por parte do público e crítica, é um filme mais alternativo com Jeff Bridges e Kim Bassinger, muita curiosidade)

CALIFÓRNIA: CLEAN (com Maggie Cheung e Nick Nolte bastante elogiado pela crítica) e TAXI 2 (a franqui francesa rendou muito mais que a bobagem americana, aqui o motorista de taxi se envolve com a mafia japonesa)
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Dezembro 15, 2005



Harry Potter e o Calice de Fogo (CINEMA)



Sinto que a cinessérie Harry Potter está num bom caminho, após a direção talentosa de Afonso Cuaron, neste momento Mike Newell, diretor de HARRY POTTER E O CÁLICE DE FOGO, mantem o amaduirecimento dos personagens expondo-os ao amor e a morte.

Obviamente, o maior merito ainda permance com o roteirista Steven Kloves (tb roteirista do episódio anterior) que consegue sintetizar aquele calhamaço de folhas com centenas de personagens e situações num filme de duas horas e meia, isto sem esquecer que a autora deve viver no seu encalce. Kloves consegue criar uma aventura acessivel ao não potterianos e ainda agradar os mais fiéis fãs.

No entanto, o filme começa a repetir situações, principalmente no que se refere a vida de Potter, fica dificil agregar risco de vida ao menino quando sabemos que até o ultimo livro ele está "vivinho da silva", portanto por melhor que sejam as cenas de aventura num segundo momento estas soam desperdiçadas.

A mudança de diretores (que ocorrerá novamente com o quinto livro), parece trazer um ar de renovação a cada episodio, mais e mais atores ingleses de renome (não conseguirei citar todos que já participaram) que participam neste destacando, Brendan Gleeson, Miranda Richardson e a incisiva participação de Ralph Fiennes vão criando e renovando a série na telona (isto que Imelda Stauton, de O SEGREDO DE VERA DRAKE, deve participar no próximo). O jovem trio protagonista continua mostrando muita intimidade inclusive, estão com muita quimica em cena, mostrando-se excelentes escolhas para os papéis.

Sendo este um episodio com ritmo mais dinamico em detrenimento dos desenvolvimento dos personagens o maior mérito da produção é manter-se agora num mundo mais obscuro e assustador tanto que a censura deste aumentou para 13 anos, enquanto os demais eram de censura livre.

HARRY POTTER E O CÁLICE DE FOGO: 7,5
(Harry Potter and the Goblet of Fire, Ing, 2005)
Direção: Mike Newell
Roteiro: Steven Kloves
Com: Daniel Radcliff, Rupert Grint, Emma Watson, Michael Gambom, Maggie Smith, Miranda Richardson, Brendan Fleeson, Ralph Fiennes. 157 min. WARNER
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Dezembro 10, 2005



Lancamentos da Semana


Nesse ritmo que eu ando daqui a pouco vou comentar os lancamentos com duas semanas de atraso mas, vamos ao que interessa este primeira semana do mês tem algumas opçoes tanto para cinefilos quanto para consumidores de pipoca.
OBS: fico devendo os pôsteres nesta semana (não estou no meu computador em casa).

SONY: 2 FILHOS DE FRANCISCO (o fenômeno de bilheterias chega as locadoras para combater a pirataria);

BUENA VISTA:SIN CITY- CIDADE DO PECADO (uma brincadeira genial de Robert Rodriguez e Frank Miller, para quem embarcar na viagem);

FOX:O QUARTETO FANTÁSTICO

IMAGEM:HOTEL RUANDA (indicado para diversos Oscars, deve agradar a um público mais adulto);

PLAYARTE:O FILHO DO MÁSKARA

VIDEO FILMES:CAKE - A RECEITA DO AMOR (comédia romântica que chega direto em video com Heather Graham e Sandra Oh);

FOCUS FILMES:FERAS DO ASFALTO (provavel imitacão de Velozes e Furiosos, somente para fanaticos por carros, não assisti ainda);
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Dezembro 8, 2005



O Exorcismo de Emily Rose (CINEMA)



O maior mérito de O EXORCISMO DE EMILY ROSE é fugir da sombra do clássico O EXORCISTA, este novo filme busca uma referência mais realista baseado num caso real, não há cenas aterrorizantes com pescoço girando nem vômito verde, mas sim um clima de tensão e um intrincado caso de tribunal.

O roteirista e tambem diretor Scott Derrickson acerta ao levar por meio do caso real de exorcismo uma verdadeira batalha entre medicina e religião (ou ciencia x fé), nos tribunais ambos os lados são retratados de maneira sóbria sem grandes roupantes (alguns até podem acusar o filme de ser frio mas, vejo isso como uma opção do diretor em conduzir o roteiro e os atores). O problema no roteiro que incomoda é quando o destino de padre Moore (Tom Wilkinson) é selado, neste momento o filme dá um passo atrás do que vinha sendo apresentado.

Como fã de dramas de tribunais, o filme é um deleite ao podermos observar tamanha ambiguidade que um tema como fé pode levantar, advogados , júri e Juiz ficam indecisos (assim como nós) tamanha a dúvida que os fatos criam. As cenas apresentadas ora pelo campo religioso ora da medicina é o que faz O EXORCISMO DE EMILY ROSE crescer, e ficar acima da média destas últimas refilmagens ou versões de terror japonês.

O EXORCISMO DE EMILY ROSE: 8,0
(The Exorcism of Emily Rose, Eua, 2005)
Direção: Scott Derrickson
Roteiro: Paul Harris Boardman e Scott Derrickson
Com: Laura Linney (Erin Bruner), Tom Wilkinson (Padre Richard Moore), Campbell Scott (Ethan Thomas), Jennifer Carpenter (Emily Rose), Colm Feore (Karl Gunderson), Joshua Close (Jason), Kenneth Welsh (Dr. Mueller), Duncan Fraser (Dr. Cartwright). 119 min. SONY PICTURES
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