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Um Blogger para Dicas de Filmes
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Paulo Jr., 24 anos e cinéfilo de Novo Hamburgo
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OBS: os filmes não estão por ordem de preferência

:: Agosto 31, 2005 ::

Lançamentos para Setembro


ALPHA FILMES: REFÉM (12), PALAVRA DE HONRA (12), AMOR DE SERPENTE (12);

BUENA VISTA: OPERAÇÃO BABA (01), SONHOS NO GELO (01), JOGO SUBTERRÂNEO (01);

CALIFORNIA FILMES: LOUCOS DE AMOR (09), ALZHEIMER CASE (09), FORÇA DA NATUREZA (15), SEXO E A GAROTA (15), PÂNICO A BORDO (22), SASQUATCH HUNTERS (22);

CASABLANCA FILMES: VALE DA MORTE (23), A FACE DO MEDO (23), PACIENTE 14 (22);

EUROPA FILMES: A QUEDA (05), SOB O CEU DO LIBANO (05), DUAS VEZES CO HELENA (05), LAVOURA ARCAICA (13), NA PONTA DOS PÉS (13), FIDELIDADE (13);

FLASHSTAR: ANTHONY ZIMMER (28), PÂNICO NO MAR (14), DUNGEONS & DRAGONS 2 O PODER MAIOR (14), CIDADE SOMBRIA (28);

FOX FILM: ROBÔS (22), MAR ADENTRO (01), A FAMILIA DA NOIVA (01);

IMAGEM FILMES: 7 MÚMIAS (06), OS PILANTRAS (06), MARIA CHEIA DE GRAÇA (15), EVEL KNIEVEL (15), ETERNO (22), UMA GAROTA ENCANTADA (22), COMBATE NA ESCURIDÃO (22);

PARAMOUNT: COACH CARTER TREINO PARA A VIDA (05), SEGURANÇA MAXIMA (05);

PARIS: SAHARA (28), ROTTWEILER (14), APRENDENDO A MENTIR (14), NICOTINA (28), A SELVA (28), BENDITO FRUTO (14);

PLAYARTE: VISÕES (06), PTERODACTYL (21), .COM PARA MORRER (21);

SONY: TRIPLO X 2 (28), IRMÃOS DE LUTA (14), CRIMES NO PARAISO (14), O HOMEM DA CASA (14), OS ACORRENTADOS (14), STUART LITTLE 3 (11/10);

UNIVERSAL: ASSALTO A 13°DP (14), O CHAMADO 2 (21), CRIMES EM SÉRIE (28), JOVENS AMALDIÇOADOS (28), DUELO DECISIVO (28), APRONTANDO TODAS (28);

VIDEOFILMES O NOME DELA É CARLA (26), 9 CANÇÕES (26), RIO DE JANO (26);

WARNER: MAIS UMA VEZ AMOR (01), MISS SIMPATIA 2 (01), CONSTANTINE (15);

FAVORITOS: um mês bem diversificado, para os cinéfilos finalmente chegam as prateleiras MAR ADENTRO, MARIA CHEIA DE GRAÇA, 9 CANÇÕES, o nacional LAVOURA ARCAICA e A QUEDA. Já para os consumidores de pipoca, REFÉM, OPERAÇÃO BABA, ASSSALTO A 13°DP, O CHAMADO 2, MISS SIMPATIA 2, CONSTANTINE, TRIPLO X2 e SAHARA.

PROXIMO MÊS: CRUZADA, MELINDA E MELINDA, O GUIA DOS MOCHILEIROS DA GALÁXIA, A VIDA MARINHA DE STEVE ZISSOU, O SEGREDO DE VERA DRAKE, A INTERPRETE, CASA DE AREIA, CAÇADORES DE MENTE, EM BOA COMPANHIA, TENTAÇÃO, OLDBOY, BATMAN BEGINS, A CASA DE CERA.

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 1:09 PM [+] ::
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:: Agosto 28, 2005 ::

A Chave Mestra (CINEMA)



O roteirista Ehren Kruger com certeza acredita naquele ditado "Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem elas existem!", pois é assim que o filme A CHAVE MESTRA retrata a religião vudu, ou no caso especifico, a magia hudu.

Parece que os produtores americanos resolveram dar uma diversificada no gênero suspense sobrenatural deixando de lado um pouco as refilmagens japonesas e suas vilãs de cabelos escuros, apostando agora numa ambientação mais americana, no caso do filme é retratado o pantanoso sul americano, New Orleans. Juntamente com a ambientação a região traz ao filme suas crenças, habito e cultura diversificada (no filme são apontadas uma miscigenação com a cultura haitiana).

O mérito do roteiro de Kruger (que também realizou o chocante O SUSPEITO DA RUA ARLINGTON), se concentra na maneira como o tema magia é colocado na telona (além de didático), a todo o momento algum personagem cita que somente se envolve ou é atingido pelo hudu quem acredita no mesmo, assim um tema como crença e religião fica mesmo em segundo plano e não entra na discussão do filme (que somente se apossa do tema por ser misterioso). O filme possui um ritmo lento de curiosidade, brilhantemente representado por Kate Hudson (que se não se destaca, pelo menos, evita aqueles gritos histriônicos tão característico do gênero) e pela dubiedade da personagem de Gena Rowlands (excelente). O filme vai demonstrando seus mistérios de maneira linear e sem surpresas, ainda que caindo em alguns clichês e subtramas (como o retrato da profissão de Caroline, enfermeira, em função da morte de seu pai em sua ausência), mas no final há uma surpresa corajosa que dignifica toda aquela sensação de "já vi isso antes".

Apesar de ser um operário padrão, Iain Softley (K-PAX), capricha na ambientação e na direção de arte favorecendo a sensação de isolamento da personagem Caroline, principalmente, nas longas chuvas que surgem durante todo filme. Softley também cria uns planos interessantes como retratar Caroline do ponto de vista vertical acima de sua cabeça, mas também esbarra em cenas de sentimentos exacerbados entre Caroline e sua foto com o pai, tentando evidenciar o sentimento de culpa e redenção da personagem com o seu paciente, Ben Devereaux (John Hurt atuando somente com olhares) ou mesmo nas famosas cenas de suspense onde personagens custam a se machucarem e parecem indestrutíveis.

O elenco se resume ao quarteto Hudson, Rowlands, Hurt a ao ator novato que vem se destacando bastante Peter Sarsgaard (HORA DE VOLTAR), mas quem rouba mesmo o filme são as mulheres, em especial Gena Rowlands, que prova que esta cada vez melhor em qualquer que seja o gênero, tanto que recentemente também se destacava no romântico DIÁRIO DE UMA PAIXÃO, fazendo uma personagem com Mal de Alzheimer.

A CHAVE MESTRA: 7,0
(The Skeleton Key, EUA, 2005)
Direção: Iain Softley
Roteiro: Ehren Kruger
Com: Kate Hudson (Caroline Ellis), Gena Rowlands (Violet Devereaux), John Hurt (Ben Devereaux), Peter Sarsgaard (Luke), Joy Bryant (Jill), Maxine Barnett (Mama Cynthia). 104 min. UIP

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 10:25 PM [+] ::
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:: Agosto 25, 2005 ::

Kinsey - Vamos Falar de Sexo (DVD & VHS)



Bill Condon é um roteirista que começa a se destacar em meio aos milhares que existem nos EUA, isto porque, seus textos conseguem abordar situações complicadas,normalmente, referentes a sexualidade dos seus personagens biografados, como aconteceu em DEUSES E MONSTROS.

Já em KINSEY - VAMOS FALAR DE SEXO, Condon retrata um biólogo em plenos anos 40 que resolve, por causa própria e depois por pesquisa, investigar o comportamento sexual do cidadão americano. Para isto escolhe uma equipe e vasculha todo o território americano para fazer questionamentos aos mais diversos americanos (homem e mulher) sobre sexo, masturbação, homossexualismo e os mais diversos tópicos referentes a sexo.

Obviamente, você deve pensar: como uma pessoa conseguiu pesquisar sobre sexo e mesmo falar sobre ele em pleno anos 40 numa sociedade conservadora e hipócrita como a americana?. Condon consegue conduzir a trama (sendo melhor roteirista do que diretor) de maneira destacável, seu roteiro não fica restrito a vida e obra de Kinsey.

Quando começa explorar o impacto dos estudos no casamento e na equipe de pesquisa de Kinsey, o filme cresce por indagar os limites de sentimento do ser humano, o sexo é deixado de lado e os relacionamentos se estreitam, principalmente, quando chega à hora de discutir a liberdade sexual entre casais.

Muito bem representado pela figura simpática de Neeson, que consegue captar bem o momento no qual Kinsey torna-se obsessivo, KINSEY também tem em seu elenco coadjuvante atores ótimos como Laura Linney (sempre ótima) e John Lithgow (do qual tinha destacado em VIDA E MORTE DE PETER SELLERS).

Um filme muito bom que consegue superar o panfletarismo sobre liberdade sexual e, na verdade, ao retratar a figura polemica de dr. Kinsey faz um retrato dos pudores e receios de homens e mulheres perante uma sociedade conservadora (fiquei imaginando que mesmo atualmente se existisse uma figura como Kinsey a repercussão poderia ser a mesma apesar de nosso "avanço").

KINSEY - VAMOS FALAR DE SEXO: 9,0
(Eua, 2004)
Direção: Bill Condon
Roteiro: Bill Condon
Com: Liam Neeson (Alfred Kinsey), Laura Linney (Clara McMillen), Chris O'Donnell (Wardell Pomeroy), Peter Sarsgaard (Clyde Martin), Timothy Hutton (Paul Gebhard), John Lithgow (Alfred Seguine Kinsey), Tim Curry (Thurman Rice), Oliver Platt (Herman Wells), Dylan Baker (Alan Gregg). 118 min. FOX FILMES

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 1:02 AM [+] ::
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:: Agosto 23, 2005 ::

Vida e Morte de Peter Sellers (DVD & VHS)



É impressionante como um ator consegue se transformar independente do filme ou mesmo do papel que interpreta, este é o caso de Geoffrey Rush, ator que surgiu na mídia já ganhando um Oscar por SHINE - BRILHANTE, onde interpretava um papel real de um deficiente, e desde então pode ser visto tanto em produções independentes como no cinemão americano (PIRATAS DO CARIBE).

Qualquer seja o filme no qual se compromete, Rush é incrivelmente um camaleão e ninguém melhor do que ele para interpretar um outro camaleão, Peter Sellers (mas este com um gênio bastante indomável). Assim, MORTE E VIDA DE PETER SELLERS, mostra a vida e a carreira do grande ator Peter Sellers, que ficou mais conhecido aqui no Brasil e no mundo pela cinessérie A PANTERA COR-DE-ROSA na qual interpretava o Inspetor Closeau, no entanto, tanto a vida particular quanto a profissional de Peter é recheada de altos e baixos principalmente, devido ao seu difícil gênio.

Eu sei que para a maioria o simples fato de o filme ser uma biografia faz com que muitos desistam de assisti-lo porém, para os cinéfilos é imperdível os encontros de Sellers com Sophia Loren, Stanley Kubrick (para o filme DR. FANTÁSTICO) e o diretor Blake Edwards (interpretado pelo competente John Lithgow), diretor com o qual Sellers realizou A PANTERA COR-DE-ROSA, e o diretor que teve a maior paciência em dirigir e aturar a difícil personalidade de Sellers.

Os anos 60 e 70 são os retratados pela produção com bastante requinte de detalhes (mesmo esta sendo uma produção para a televisão) e mostrando quanto da personalidade de Sellers atingia as pessoas ao seu redor (ou num truque utilizado pelo filme onde nos finais das tomadas quem interpretava os personagens era mesmo Sellers, como se o mesmo absorvesse as personalidades das pessoas com quem convivia).

OBS: para os homens que ainda precisam de um interesse adicional em assistir o filme, não perca a beleza hipnotizante de Charlize Theron interpretando a loirissíma sueca Britt Eckland.

VIDA E MORTE DE PETER SELLERS: 7,0
(The Life and Death of Peter Sellers, EUA, 2004)
Direção: Stephen Hopkins
Roteiro: Christopher Markus e Stephen McFeely
Com: Geoffrey Rush, Emily Watson, John Lithgow, Charlize Theron, Sofia Aquino, Stanley Tucci, Stephen Fry. 127 min. WARNER

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 1:30 AM [+] ::
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:: Agosto 18, 2005 ::

Meu Tio Matou um Cara (DVD & VHS)



Não sei se todos já tiveram a oportunidade de conferir os filmes do melhor roteirista, atualmente, do cinema nacional: seu nome Jorge Furtado. Seus dois longas anteriores estão entre os melhores projetos de retomada do cinema brasileiro, o nostálgico HOUVE UMA VEZ DOIS VERÕES e o inteligente O HOMEM QUE COPIAVA, ambos comédias com um ótimo roteiro (principalmente diálogos) e também com a direção de Furtado (que também já se envolveu com diversos projetos da rede Globo).

Talvez os filmes de Furtado não tenham feito tanto sucesso com o publico quanto com a critica, por serem filmes gaúchos, não que isso signifique que filmes fora do eixo Rio-São Paulo não possam fazer sucesso mas, sem o apoio da mídia e o marketing tornaram-se sucesso somente pelo boca-a-boca.

No entanto, em seu mais recente filme, MEU TIO MATOU UM CARA, Furtado abriu mão da autoria do roteiro (dividida com Guel Arraes), e realizou um filme adolescente mais universal a toque de caixa (realizado em menos de um ano). Na tela o que se vê é uma pasteurização do cinema de Furtado, paisagens gaúchas sempre presente em seus filmes dão lugar a uma universalidade do ambiente, fica difícil imaginar onde o filme se passa. Isto provavelmente para não contar com toques regionais desnecessários (claro, que imagino que com isto parte do roteiro perde originalidade - será em função de co-autoria?).

Realizado como um filme de verão (seu lançamento foi em Janeiro), MEU TIO MATOU UM CARA é um oásis de criatividade e inteligência, principalmente, se compararmos as demais produções para o publico alvo, mas fica muito aquém do já realizado por Furtado (acho mesmo que Furtado é muito mais talentoso como roteirista do que como diretor, considero-o muito bom diretor de atores, todos parecem estar à vontade).

Inclusive, todos os atores estão muito bem em cena, Darlan Cunha (da serie CIDADE DOS HOMENS) mostra que não ficara restrito a um papel somente em sua carreira, Dirá Paes e Ailton Garcia estão naturalmente competentes mas, Lazaro Ramos (já mais acostumado com a naturalidade dos diálogos de Furtado) rouba a cena em cada intervenção sua. A descoberta de Sophia Reis se mostra acertada pela naturalidade e carisma da atriz.

O que me lembra um detalhe da filmografia de Furtado que é um tanto perigoso da forma como surge na telona, todos seus filmes envolvem crimes ou contravenções mas, dificilmente estes possuem conseqüências que envolvem penas jurídicas, um problema que surge neste filme talvez pela superficialidade (não banalidade) da trama (mas que em O HOMEM QUE COPIAVA não ocorria pois envolvia o protagonista em sua jornada romântica). Um detalhe a se pensar! Claro que imaginando que utiliza protagonistas negros, amores Inter-raciais, aberturas criativas e diálogos inteligentes este é um problema menor.

MEU TIO MATOU UM CARA: 6,0
(Bra, 2005)
Direção: Jorge Furtado
Roteiro: Jorge Furtado e Guel Arraes, baseado em livro de Jorge Furtado
Com: Aílton Graça (Laerte), Darlan Cunha (Duca), Deborah Secco (Soraya), Dira Paes (Cléia), Lázaro Ramos (Éder), Sophia Reis (Isa), Renan Gioelli (Kid). 107 min. FOX FILMES

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 1:56 AM [+] ::
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:: Agosto 13, 2005 ::

Sin City - A Cidade do Pecado (CINEMA)



Parece que adaptações de histórias em quadrinhos vão ganhar nova dimensão com o surgimento de SIN CITY - A CIDADE DO PECADO, pois o que o diretor Robert Rodriguez (um verdadeiro diretor experimental com seus filmes) junto ao criador da saga nos quadrinhos criaram é a palavra transposição para o meio cinematográfico, pois é isto que acontece aqui, a historia em quadrinhos foi transposta para o cinema.

O trabalho visual de SIN CITY é algo incrível, difícil de mensurar pois este é como se fosse um universo à parte onde somente existem noites, sombras e personagens marginalizados. A coragem de transpor esta obra se encontra principalmente na forma como a violência explicita é apresentada, não há tempo para censores, o sangue é mostrado (mesmo que seja em diversas cores), membros são cortados e até canibalismo é mostrado.

O roteiro de SIN CITY destaca três histórias que apresentam em comum alguns personagens e lugares, no entanto, a escória do planeta mora em Sin City, assim, muitos bandidos, assassinos, policiais corruptos e prostituas dividem espaço com os poucos heróis (na verdade, anti-heróis). Estas três historias apresentam três personagens em busca de vingança no melhor estilo olho por olho, dente por dente, todos lutando para vingarem ou defenderem o verdadeiro sexo forte do filme: as mulheres.

Ainda que os cenários e o uso da fotografia em preto e branco sejam um destaque ao filme, os personagens (estranhos e bizarros) de SIN CITY é que acabam por transformar o filme numa experiência (numa mistura de policial noir dos anos 40 com violência explicita dos anos 90). O destaque fica por conta do ressuscitado da vez Mickey Rourke, que consegue dar vida a um verdadeiro brutamontes Marv, tornando-o um personagem cheio de complexidade. Além dele, outros atores como, Clive Owen, Elijah Wood, Benicio Del Toro e a belíssima Jéssica Alba conseguem brilhar na escuridão da noite de Sin City.

O uso de narração em off até pode cansar em determinados momentos da narrativa (principalmente, em O Assassino Amarelo, história com Bruce Willis), mas torna-se imprescindível por este projeto ser a transposição dos quadrinhos.

SIN CITY - A CIDADE DO PECADO: 8,5
(Sin City, Eua, 2005)
Direção: Frank Miller, Quentin Tarantino e Robert Rodriguez
Roteiro: Frank Miller
Com: Bruce Willis, Mickey Rourke, Clive Owen, Nick Stahl, Jéssica Alba, Brittany Murphy, Rosário Dawson, Benicio Del Toro, Devon Aoki, Rutger Hauer, Michael Clarke Duncan, Elijah Wood, Carla Gugino. 127 min. BUENA VISTA.

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 12:19 AM [+] ::
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:: Agosto 9, 2005 ::

A Ilha (CINEMA)



Sabe quando você quer muito uma coisa e você fecha os olhos e faz um pedido? Deus é o cara que te ignora McCord, personagem de Steve Buscemi, explicando a Ewan McGregor quem é Deus.

Não sei o que anda acontecendo com o público americano, diversos filmes estréiam semana após semana e sendo bons ou ruins ganham determinada quantia de dinheiro nas bilheterias. No entanto quase todo ano um filme mais ou menos acaba por pagar o preço de todas aqueles filmes ruins que ganharam muito dinheiro, e afunda de maneira implacável. Este é o caso de A ILHA, filme de ficção com muita ação, do barulhento diretor Michael Bay (ARMAGGEDON e PEARL HARBOR)

A ILHA pode ser visto como se fosse três atos: o primeiro, o melhor de todos, temos toda a construção do painel de ficção, com bastante elementos utilizados em outros filmes mas, que mesmo assim, funcionam pelo talento de Ewan McGregor (o mesmo não se pode dizer de Scarlett Johansson, que parece estar deslocada no filme apesar de lindíssima) e pelo apuro técnico da produção. O filme neste ato possui bastante agilidade e passa num piscar de olhos.

O segundo ato já mostra que quem dirige o filme é mesmo Michael Bay (apesar de vc indagar quem fez o primeiro ato), portanto muita ação, belas imagens e muito, mas muito barulho (ficava difícil ate ouvir o pensamento). Mesmo assim, como o filme se compromete em ser um filme do verão americano, o segundo ato se resume em ser um jogo de gato-e-rato, os protagonistas fugindo do batalhão contratado pela empresa para seqüestrá-los e, em ultimo caso, matá-los, pois os mesmos estão indo atrás de seus donos (já que no conceito do filme os clones somente são um produto para que seus donos os utilizem para viver mais tempo).

Entretanto, no terceiro ato qualquer boa impressão do filme naufraga com o velho final de resolver as coisas no braço, surgindo a oportunidade, inclusive, de redenção para alguns personagens. Ao criar um vilão real (o sempre escolhido Sean Bean) ao invés de uma corporação o roteiro perde a oportunidade de discutir estes conceitos de clonagem num nível mais serio e com conseqüências mais didáticas. O que fica do filme é uma trama inicial muito interessante embalada num filme de ação a la Michael Bay, o que acaba por dissolver todos estes conceitos iniciais com planos belíssimos e muito som.

No final vc pode se questionar porque ainda acho estranho o fracasso (diga-se fracasso) do filme nos Eua, é porque ainda não conclui se o público ficou com receio de assistir mais um filme de Michael Bay, ou o marketing quase inexistente do filme o prejudicou, ou, a pior hipótese, o grande público já não se interessa nem por um filme que apresente uma sinopse mais sofisticada (traduzindo: estamos emburrecendo).

A ILHA: 6,0
(The Island, Eua, 2005)
Direção: Michael Bay
Roteiro: Alex Kurtzman, Roberto Orci e Caspian Tredwell-Owen, baseado em estória de Caspian Tredwell-Owen.
Com: Ewan McGregor (Lincoln Six Echo / Tom Lincoln), Scarlett Johansson (Jordan Two Delta / Sarah Jordan), Djimon Hounson (Albert Laurent), Sean Bean (Merrick), Steve Buscemi (McCord), Michael Clarke Duncan (Starkweather). 127 min. WARNER

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 10:57 PM [+] ::
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:: Agosto 4, 2005 ::

Melinda e Melinda (CINEMA)



Sou obrigado a fazer neste post uma confissão: apesar de acompanhar o cinema de Woody Allen há uns 10 anos nunca tinha tido a oportunidade de acompanhar um filme seu na telona. Bom, acabei com este erro em MELINDA E MELINDA, um filme acima da média nestes últimos anos na filmografia de Allen, que o recoloca novamente nos trilhos de sucesso, como melhor roteirista destas ultimas décadas.

Utilizando o melhor de seus filmes, um pouco de comédia escrachada (como seus últimos filmes) e um drama bastante consistente (como em sua filmografia dos anos 70), o roteiro de Allen através de uma conversa numa mesa de restaurante, versa sobre as possibilidades de uma mesma situação originar uma trama dramática ou uma trama cômica. Contando com uma sempre belíssima Nova Iorque de pano de fundo juntamente com seu infalível jazz, MELINDA E MELINDA transforma-se num programa extremamente agradável, por que acima de tudo, Allen não menospreza nossa inteligência, seus diálogos são cheios de ironia, humor e cultura, musica para os ouvidos.

A presença física de Allen não faz falta, mas ele esta representado pelo divertidíssimo Will Ferrell (não existe ninguém melhor do que ele para interpretar um sujeito atrapalhado). No entanto, a figura mais Alleniana é mesmo Melinda, tanto em sua porção cômica (muito bonita está a atriz Radha Mitchell) como em sua porção dramática (Mitchell aqui encontra uma historia mais rica, portanto, melhor aproveitada).

MELINDA E MELINDA: 7,5
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Elenco: Will Ferrell (Hobie), Neil Pepe (Al), Stephanie Roth Haberle (Louise), Radha Mitchell (Melinda), Chloë Sevigny (Laurel), Chiwetel Ejiofor (Ellis), Josh Brolin (Greg), Jonny Lee Miller (Lee), Wallace Shawn (Sy), Larry Pine (Max), Matt Servitto (Jack), Arija Bareikis (Sally). 100min. FOX FILMES

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 11:08 PM [+] ::
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:: Agosto 2, 2005 ::

O Lenhador (DVD & VHS)



Certos temas são muito delicados de serem abordados no cinema, os filmes podem ficar rapidamente rotulados como, por exemplo, filmes sobre gays ou filmes sobre drogas, entre outros. Este é o maior obstáculo para que O LENHADOR seja assistido por um grande público, porque afinal ele é um "filme sobre pedofilia".

A diretora Nicole Kassel (que também assina o roteiro juntamente com Steven Fechter) optou por realizar um filme sobre recomeço e não se deixar levar por uma discussão desnecessária e polêmica sobre a pedofilia ou mesmo julgá-la de alguma maneira. Mostrando de forma plausível a rotina do personagem após sua saída da prisão, seu retorno a sociedade, emprego e relacionamento com familiares.

Tratando de maneira adequada o espinhoso tema (por que alguém já se viu discutindo pedofilia com outra pessoa, ou mesmo sendo retratado em programas ou reportagens de radio e tv), que mostra como o papel social do cinema se faz importante com algumas temáticas que demonstram o quão nossa sociedade é problemática e como é dificil lhe dar com o ser humano. Acho que acima de tudo o filme cumpre um papel social de colocar um tema muito difícil em pauta.

Apesar de soar em cada momento reflexos do cinema independente americano, O LENHADOR conta com um ator em seu papel de maior destaque, Kevin Bacon. Este faz o difícil papel de pedófilo com um sentimento de culpa em cada gesto e ação durante o filme, coube a ele o papel de humanizar (não no sentido dramático de ter pena do personagem, mas sim dar ares de dubiedade ao atormentado Walter. Outro personagem bastante interessante e onde me vi representado no filme é o cunhado de Walter, Carlos, representado por Benjamin Bratt (deixando um pouco de lado sua canastrice), seu personagem tenta resgatar Walter das sombras, porém no primeiro momento de hesitação quanto as intenções de Walter, este personagem também o discrimina.

O LENHADOR: 7,5
(The Woodsman, Eua, 2004)
Direção: Nicole Kassell
Roteiro: Steven Fechter e Nicole Kassell
Elenco: Kevin Bacon (Walter), Kyra Sedgwick (Vickie), Eve (Mary-Kay), Mos Def (Sargento Lucas), David Alan Grier (Bob), Benjamin Bratt (Carlos), Kevin Rice (Candy), Michael Shannon (Rosen), Hannah Pilkes (Robin), Carlos Leon (Pedro). 87 min. IMAGEM FILMES


:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 10:21 PM [+] ::
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