| Paulo Jr., 24 anos e cinéfilo de Novo Hamburgo |
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| OBS: os filmes não estão por ordem de preferência |
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:: Abril 28, 2005 ::
O Agente da Estação (DVD & VHS)
É impressionante a capacidade do cinema norte-americano independente de lançar novos filmes a cada ano, tendo como temática situações simples, pessoas simples, mas sentimentos sempre honestos e verdadeiros.
E me vejo numa safra de filmes bastante intimistas, representado aqui pelo personagem Fin, interpretado de maneira acertada por Peter Dinklage. O roteiro e a direção do estreante McCarthy versa principalmente sobre amizade, pessoas a margem da sociedade que em função de suas vidas, passam a vivê-la de maneira rotineira, sem olhar para o lado ou mesmo para alguém.
Neste ponto o filme acerta principalmente por contar com estes três personagens: Fin, por ser anão, Olivia em função de uma tragédia pessoal, e Joe por ser um dominicano extremamente falante e, consequentemente, chato, ambos solitários em suas vidas. Mas ao reuni-los o roteiro mostra que a amizade atenua a dor do dia-a-dia, e nos faz crescer como ser humano.
Uma boa opção para quem está cansado destas produções que andam passando nos cinemas, um filme que valoriza os personagens e seus sentimentos, sempre mantendo ares de honestidade e verdade.
O AGENTE DA ESTAÇÃO: 8,0
(The Station Agent, Eua, 2003)
Direção: Thomas McCarthy
Roteiro: Thomas McCarthy
Com: Peter Dinklage (Finbar McBride), Patricia Clarkson (Olivia Harris), Bobby Cannavale (Joe Oramas), Raven Goodwin (Cleo), Paul Benjamin (Henry Styles), Michelle Williams (Emily), Ileen Getz (Sra. Kahn), Joe Lo Truglio (Danny). 90 min. VIDEOFILMES
:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 12:37 AM [+] ::
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:: Abril 21, 2005 ::
Uma Amizade sem Fronteiras
São com filmes como este UMA AMIZADE SEM FRONTEIRAS que eu acredito que ainda é possível fazer filmes onde os sentimentos humanos são priorizados ao invés da ação, onde personagens e atores são maiores que carros e explosões.
Simples, humano e honesto estes sentimentos estão na direção e roteiro de Dupeyron, uma historia simples de amizade (já vimos milhares delas) entre um jovem judeu e um velho muçulmano na Paris dos anos 60. A produção reconstrói a Paris dos anos 60, mostra a dificuldade do menino Momo, que vive com um pai ausente, sem mãe e com um irmão ausente, mas sempre servindo de referencia, entretanto, Momo quer apenas descobrir sobre o sexo com as prostitutas de seu bairro e para isto precisa roubar alimentos da venda de Ibrahim (Omar Sharif, em interpretação brilhante), para poupar o dinheiro que seu pai lhe deixa para as compras.
Assim temos o encontro de duas pessoas solitárias neste ambiente bizarro, Ibrahim começa observar o comportamento de Momo e compreende seus anseios (coisa que seu pai nem de longe consegue). Tanto que em determinado momento Ibrahim diz a Momo que prefere que roube dele a de outra pessoa.
A partir de um evento desagradável, Momo perde o pai, reencontra sua mãe e é adotado por Ibrahim que, em função do carinho mutuo, dá a Momo uma vida a pouco inesperada, tendo inclusive uma viagem a Turquia como roteiro.
Uma sessão bastante agradável, que poderia aprofundar na questão do choque religioso, mas deixado de lado este tema pode ate ser uma saída proposital de Dupeyron, pois não há necessariamente uma barreira neste tema se ambos os personagens respeitam-se e possuem um laço maior: a amizade.
AMIZADE SEM FRONTERIAS: 7,5
(Monsieur Ibrahim et les Fleurs du Coran, Fra, 2003)
Direção: François Dupeyron
Roteiro: François Dupeyron, baseado em livro de Eric-Emmanuel Schmitt
Com: Omar Sharif (Monsieur Ibrahim Deneji), Pierre Boulanger (Moses "Momo" Schmitt), Gilbert Melki (Pai de Momo), Isabelle Renauld (Mãe de Momo), Lola Naymark (Myriam).96 min. SONY PICTURES
:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 11:59 PM [+] ::
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:: Abril 17, 2005 ::
Diários de Motocicleta (DVD & VHS)
Já dizia o velho ditado: quem espera sempre alcança, e demorou muito a espera nas videolocadoras de DIÁRIOS DE MOTOCICLETA, se não me engano, mais um pouco e já fazia em ano que o filme entrava em cartaz nos cinemas.
Mas a espera se fez valer, DIÁRIOS DE MOTOCICLETA é um filme emocionalmente perfeito, mostra a saga de uma figura histórica, de maneira extremamente prazerosa (sem fanatismo ou idolatria), um verdadeiro road-movie, mas que privilegia o crescimento dos personagens, o futuro médico, Che Guevara (mais conhecido como Ernesto) e seu amigo bioquímico Alberto. Esta simples viagem para conhecer a verdadeira América Latina, transforma-se numa saga evolutiva (de autoconhecimento) para estes jovens idealizadores. É incrível, como roteiro, diretor e atores conseguem passar este amadurecimento de maneira natural (tanto que ficamos chocados com suas descobertas assim como os personagens).
Alem disso, o diretor Walter Salles (mais uma vez mostrando o porque do seu reconhecimento no exterior, enquanto aqui alguns o olham com pouco caso - deve ser inveja do seu sucesso) consegue quebrar a barreira com a Historia de ambos, em nenhum momento Ernesto nos parece Che Guevara que nos foi apresentado em nosso ensino, mas ao mesmo tempo, podemos racionalizar o porque este estudante de medicina transformou-se no mais famoso guerrilheiro de esquerda das Américas.
Ainda assim, Salles e o roteiro soberbo de Jose Rivera, não esquecem de retratar em nenhum momento as aventuras, tragédias e acontecimentos que este tipo de viagem podem ocasionar. E neste momento em especial a utilização do bom humor (principalmente do personagem de Rodrigo de La Serna) é imprescindível e cria um elo de ligação entre o espectador e os personagens, mas sem banaliza-los ou mesmo retrata-los como idiotas (são situações reais e possíveis, como os acontecimentos com a moto de viagem "A Poderosa").
Salles trabalhou com uma equipe de diversos paises, provando saber trabalhar em produções estrangeiras, onde destaco a fotografia árida do interior da América e a musicalidade da trilha sonora.
Obviamente, o filme não teria o mesmo reconhecimento não fosse a química e talento da dupla Gael Garcia Bernal (visto recentemente em MÁ EDUCAÇÃO) e Rodrigo de La Serna. Bernal já provou ser um verdadeiro camaleão, transforma-se a cada trabalho, experimenta diversos personagens, diretores e cinematografias de diferentes paises. Bernal consegue dar humanidade e criar um passado para a figura de Che Guevara. Já La Serna está perfeito no tom de seu personagem, da viagem prazerosa (servindo de alivio cômico) ao choque pela situação social do povo latino, seu personagem e o de Gael amadurecem convincentemente aos nossos olhos, dando respaldo a este ótimo filme de Walter Salles.
DIÁRIOS DE MOTOCICLETA: 10,0
(The Motorcycle Diaries, Eua/Arg, 2004)
Direção: Walter Salles
Roteiro: Jose Rivera, baseado nos livros de Che Guevara e Alberto Granado
Com: Gael García Bernal (Che Guevara - jovem), Susana Lanteri (Tia Rosana), Mía Maestro (Chichina Ferreyra), Mercedes Morán (Celia de la Serna), Jean Pierre Nohen (Ernesto Guevara Lynch), Rodrigo de la Serna (Alberto Granado). 128 min. BUENA VISTA
:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 12:15 AM [+] ::
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:: Abril 15, 2005 ::
Herói (CINEMA)
Já tinha até perdido as esperanças de assistir HERÓI nos cinemas, pois o mesmo não foi exibido na minha cidade. Mas, quando uma aula acaba mais cedo (na capital) surge uma oportunidade única de assisti-lo e, melhor ainda, num cinema de ótima qualidade.
O que eu posso dizer, cheguei somente a uma conclusão: cinema além de personagens e historias também é feito de espetáculo e imagens inacreditáveis. A única palavra que eu consigo exprimir, neste momento, é espetáculo. HERÓI é colorido, coreografado e mágico (?), isto mesmo, quem não acreditar que possam existir guerreiros como Sem Nome, Neve Voadora, Céu e Espada Quebrada deve passar longe das telas.
Nos, espectadores brasileiros, já tínhamos tido uma amostra do que o cinema chinês é capaz em O TIGRE E O DRAGÃO, de Ang Lee, mas Zhang Yimou elevou esta experiência num nível altíssimo. Contando em sua obra fatos históricos do surgimento da atual China, Yimou simplesmente resolve não somente narrar as aventuras do Guerreiro Sem Nome, como também resolve montar seu filme em cima de fatos contados de diversas maneiras (a la RASHOMON, do mestre Kurosawa).
Isto já serve de desculpa para o desfile de cores que vibram juntamente com os personagens em diferentes passagens do filme, uma fotografia esplêndida e inacreditável. A única vez que lembro de ter ficado embasbacado com as imagens de um filme foi em AMOR ALPEM DA VIDA, mas este ainda era realizado atraves de efeitos visuais, já em HEROI as cores saltam aos nossos olhos, assim como os guerreiros nas mais diversas lutas, nos mais diversos lugares.
Yimou alem do espetáculo visual também conseguiu orquestrar em sua obra um elenco fabuloso, Jet Li mostra que não vai acabar como Van Damme realizando filmes direto para vídeo, a beleza estonteante de Zhang Ziyi (já vista em O TIGRE E O DRAGÃO), alem destes rostos mais conhecidos temos um casal bastante conhecido do público mais cult, Leung e Cheung são o casal do fabuloso filme AMOR Á FLOR DA PELE. Tanto que a melhor em cena é Cheung, dando determinação e ares trágico a guerreira Neve Voadora.
Para quem não puder conferir esta obra impar no cinema, deixara de vivenciar uma luta atraves de pingos d'água, outra numa floresta de flores amarelas e em seguida vermelhas, e nem mesmo a tão famosa cena das milhares flechas atravessando os céus. Isto é somente um pequeno exemplo do que acontece em HEROI, um filme que aborda mais o lado político desta unificação chinesa (apesar de eu ser contrario ao discurso do filme, que é bastante questionável) a beleza inigualável enche os olhos, como se cada cena fosse uma pintura, mostrando o porque nos somos apaixonados por cinema, pois este também é composto de magia e fabula.
Obs: são tantas as cenas incríveis e belas de HERÓI que ainda esqueci de destacar a luta sobra a água, algo que você nunca viu em sua vida, e outro exemplo da beleza estética do filme.
HERÓI: 9,0
(Hero, China, 2002)
Direção: Zhang Yimou
Roteiro: Li Feng, Zhang Yimou e Wang Bin
Com: Jet Li, Tony Leung, Chiu Wal, Maggie Cheung, Zhang Ziyi, Donnie Yen. 96 min. BUENA VISTA.
:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 12:12 AM [+] ::
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:: Abril 11, 2005 ::
171 (DVD & VHS)
Em primeiro lugar, para quem não sabe 171 é a refilmagem de NOVE RAINHAS, filme argentino de ótima qualidade, aqui produzido por George Clooney e Steve Soderbergh. Em segundo lugar, é quase natural que a versão original seja melhor que esta americana, entretanto, 171 ainda possui suficientes qualidades para garantir uma divertida sessão pipoca.
Somente um parênteses que abro para comentar como a atual fase do cinema argentino é boa, tanto que os americanos já estão fazendo versões para o seu mercado. Isto prova que cinema ainda se faz com bons roteiro, uma deficiência ainda encontrada aqui no Brasil.
A maior diferença, onde NOVE RAINHAS ganha de lavada frente ao roteiro da dupla Jacobs/Soderbergh, é o pano de fundo do filme. Enquanto na versão Argentina era mostrada a atual situação do país, economicamente e socialmente, um ótimo fundo para um filme sobre golpes, na versão americana, somente os golpes e golpistas são mostrados, não existe este painel mais complexo de NOVE RAINHAS.
Contudo, 171 mostra igual malandragem nos pequenos e grandes golpes, num roteiro ágil e esperto, acrescido de um elenco bastante à vontade. O filme, inclusive, cria a oportunidade de um eterno coadjuvante protagoniza-lo, e melhor, não decepcionar, que é o caso do ótimo John C. Reilly (de MAGNOLIA, CHICAGO e AS HORAS), que retoma o papel que originalmente foi do astro argentino Ricardo Darin.
Ainda adicionam talento no filme Maggie Gyllenhall (SECRETÁRIA) e Diego Luna (E SUA MÃE TAMBÉM e O TERMINAL), em papeis também de destaques. Assim um filme simples, mas não original, consegue garantir total entretenimento de qualidade, principalmente, para quem não tiver assistido ao original NOVE RAINHAS (que, inclusive, sugiro que o faça imediatamente).
171: 7,0
(Criminal, EUA, 2004)
Direção: Gregory Jacobs
Roteiro: Gregory Jacobs e Steven Soderbergh, baseado em roteiro de Fabián Bielinsky.
Com: John C. Reilly (Richard Gaddis), Diego Luna (Rodrigo), Maggie Gyllenhaal (Valerie Gadds), Jonathan Tucker (Michael Gaddis), Peter Mullan (William Hannigan), Zitto Kazann (Ochoa). 87 min. WARNER
:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 12:22 AM [+] ::
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:: Abril 9, 2005 ::
Geração Prozac (DVD & VHS)
Estranho este filme ter demorado tanto tempo para ser lançado aqui por estas bandas, contando com um elenco conhecido (e bastante eficaz) com uma história mais atual impossível parece que ficou faltando somente um prêmio de renome para que este filme fosse mais conhecido pelo grande público.
Digo isto porque GERAÇÃO PROZAC é um filme bastante estranho, assim como sua protagonista (interpretada de maneira sempre compete pela talentosa Christina Ricci) Elizabeth Wurtzel (baseado em seu livro homônimo). Falar sobre depressão sempre é difícil, pois é muito complicado se colocar na situação da pessoa que passa por isto, se por algum momento, achamos que o individuo esta relacionado com a doença (por ser de fundo psicológico) não podemos esquecer que a doença, depressão, tem como causa desequilíbrio químico no cérebro, portanto, um fator orgânico.
Obviamente, que como obra cinematográfica, fica faltando tanto a direção como ao roteiro um retrato mais universal das pessoas que sofrem com esta doença e o conseqüente uso de Prozac (ou fluoxetina) como medicamento antidepressivo. No entanto, no filme é abordado um aspecto interessante, do ponto de vista de um farmacêutico (eu , no caso) o uso indiscriminado de medicação sem um aprofundamento do caso psicológico/clínico da paciente, no caso, Elizabeth, questionando-se ao final do filme, se a medicação alterou ou não seu comportamento frente à doença e as pessoas importantes em sua vida.
Se não pode ser considerada regra, o roteiro nos encaminha para o desequilíbrio das relações familiares como maior causa para ocorrência da depressão. Mesmo não tomando conclusões precipitadas o filme adverte o uso de medicação como forma de combater a doença, preferindo apontar na direção da construção de uma auto-estima e o enfretamento dos problemas do dia-a-dia, como melhor forma de combater esta delicada doença, que profetizo deve começar a se tornar temática constante de diversos filmes (como já foi em AS HORAS), pois esta deve ser a doença deste novo milênio.
GERAÇÃO PROZAC: 7,0
(Prozac Nation, EUA/Alemanha, 2001)
Direção: Erik Skjoldbjaerg
Roteiro: Frank Deasy e Larry Gross, baseado em livro de Elizabeth Wurtzel
Com: Christina Ricci (Elizabeth Wurtzel), Anne Heche (Dra. Diana Sterling), Michelle Williams (Ruby), Jason Biggs (Rafe), Jonathan Rhys-Meyers (Noah),
Maddy Capozzi (Amy), Claude De Martino (Avô), Jessica Lange (Sarah Wurtzel). 99 min. FLASHSTAR.
:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 1:52 AM [+] ::
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:: Abril 3, 2005 ::
Lançamentos para Abril
ALPHA FILMES: BILLIBONG ODISSEY (11), MEU VIZINHO MAFIOSO 2 (11), FORÇA INVISIVEL (11);
BUENA VISTA: DANÇA COMIGO (19), DIARIOS DE MOTOCICLETA (06), OS INCRIVEIS (06);
CALIFORNIA FILMES: ALÉM DOS LIMITES (15), ATERRISSAGEM (29), CONFISSÕES DE UMA GAROTA AMERICANA (22), MOSQUITO MAN (22), PARA SEMPRE LILYA (22), SCI-FIGHTER (29), TRIÂNGULO AMOROSO (15);
CASABLANCA FILMES: CHUVA DE VERÃO (11), PERFEITOS NO AMOR (11), SANGUE FRIO (11);
COLUMBIA: AS BRANQUELAS (13), OS ESQUECIDOS (20), UMA AMIZADE SEM FRONTEIRAS (20), VIAGEM DO CORAÇÃO (13), UM ROUBO DE ARTE (13);
EUROPA FILMES: O GRITO (06), DUPLA CONFUSÃO (13), GOSTO DE SANGUE (06), CRIME DESORGANIZADO (13);
FLASHSTAR: O HOMEM COISA (15), HYPNOS ¿ PASSAPORTE PARA LOUCURA (15);
FOX FILM: CÓDIGO 46 (20), A GALERA DO MAL (06), A FILHA DO PRESIDENTE (06);
IMAGEM FILMES: KILL BILL VOL. 2 (14), AS ALEGRES COMADRES (20), NÃO SE MOVA (14), EU NÃO TENHO MEDO (07), PROCURADAS (14), QUERIDO ESTRANHO (20), QUESTÃO DE LEALDADE (07);
LK-TEL: O FILHO DE CHUCKY (16), LADO SELVAGEM (14), O POETA DE SETE FACES (14);
PARAMOUNT: TOTALMENTE SEM RUMO (18);
PLAYARTE: LEGALMENTE CHIC (06), FRANKSTEIN (19), A EXPERIÊNCIA III (19);
UNIVERSAL: BRIDGET JONES - NO LIMITE DA RAZÃO (27), OS THUNDERBIRDS (06), ERA UMA VEZ DOIS IRMÃOS (27) HELENA DE TROIA (06);
VIDEOFILMES DIRTY DANCING 2 - NOITES DE HAVANA (15);
WARNER: EXORCISTA: O INICIO (06), HELTER SKELTER (19);
FAVORITOS: na ponta absoluta está KILL BILL VOL. 2 e DIARIOS DE MOTOCICLETA, em seguida, os alternativos UMA AMIZADE SEM FRONTEIRAS, VIAGEM DO CORAÇÃO, CÓDIGO 46 e NÃO SE MOVA. Não esquecendo os pipocas como: BRIDGET JONES 2, A GALERA DO MAL e, por curisidade (mórbida de repente) O GRITO e DANÇA COMIGO.
PROXIMO MÊS: para Maio teremos: A LENDA DO TESOURO PERDIDO, ALFIE O SEDUTOR, BLADE TRINITY, ELEKTRA, SUSPEITO ZERO e O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA. Os alternativos também dão as caras com A CASA DE AREIA E NÉVOA, 171, DE-LOVELY, ZATOICHI, WHISKY, A FALSARIA, EDUKATORS, não esquecendo as comédias ELVIS AINDA NÃO MORREU e PAPAI NOEL ÀS AVESSAS.
:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 4:25 PM [+] ::
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Casa de Areia e Névoa (DVD & VHS)
Primeiro vou comentar sobre a vantagem de se trabalhar em videolocadoras, além de obviamente, poder (e dever) olhar de graça filmes em geral. Se você fizer amizade com os representantes das distribuidoras peça cópias de serviço dos filmes que serão os futuros lançamentos. Normalmente estas cópias ainda são em VHS, mas algumas já podem ser encontradas em DVD, neste último mês pude conferir ANJO DE VIDRO e SUPER SIZE ME já lançados e, previsto somente para Maio, CASA DE AREIA E NÉVOA e 171 (para quem não sabe refilmagem americana do argentino NOVE RAINHAS).
Tendo sido indicado para algumas categorias no longínquo Oscar de 2004, somente agora CASA DE AREIA E NÉVOA, encontra luz nas prateleiras das videolocadoras, e provavelmente ira conseguir o reconhecimento necessário. Aqui, no Brasil, tem se muito preconceito com histórias ditas dramáticas onde de longe se pode observar que tragédias ocorrerão, eu prefiro chamar estas produções de novelões, no sentido bom deste termo.
Pois CASA DE AREIA E NÉVOA é um exemplo deste gênero que citei, a partir dos erros de Kathy, da prefeitura e da teimosia de Behrami construiu-se um painel onde algo ou alguém pagará um preço pela falta de tato numa situação tão delicada quanto à disputa de uma casa.
Baseado num livro homônimo, CASA DE AREIA E NÉVOA, tem seu primeiro acerto em construir um painel americano de pessoas à mercê da sociedade, tanto Kathy (abandonada e em depressão) quanto à família de Behrami (fugida do Irã, tentando garantir bons casamentos aos filhos) são personagens complexos, em momento algum da trama é caracterizado um vilão, todos possuem características humanas, ou seja, traços bons ou fracos. Esta característica dimensiona ao filme ares de realidade ou mesmo de veracidade parece alguma história lida ou noticiada em algum jornal ou na Tv.
O diretor Perelman conseguiu contar com um elenco em ótima forma, inclusive até superestimaram a atriz Shohreh Aghdasloo, que esta bem em cena, mas nada em especial. Connelly consegue com maestria dar ares de delicadeza a sua confusa Kathy, por culpa de sua entrega a depressão vê-se despejada (por um erro burocrático) da noite para o dia, e tende de lutar para rever sua casa (isso sem ao menos informar sua família), mesmo cometendo erros absurdos Connelly ainda consegue despertar simpatia no espectador.
No entanto, o maior brilho em cena é de Ben Kingsley, seu personagem um militar que fugiu do Irã e agora apenas tenta sobreviver nos EUA, é um show à parte. Novamente aqui, um personagem que teria tudo para ser odiado (em função de ser rude, grosso e intransigente) mostra-se, graças a Kingsley, apenas um homem tentando manter sua família com condições para poderem viver melhor no futuro (tanto que seu personagem trabalha em diversos empregos).
Entretanto, como a vida não é um mar de rosas, esta disputa pela casa chegará às ultimas conseqüências (claro, que com a interferência de terceiros e da intransigência de ambos). Mas este desfecho é muito mais chocante do que você pode imaginar.
CASA DE AREIA E NÉVOA: 8,0
(House of Sand and Fog, EUA, 2003)
Direção: Vadim Perelman
Roteiro: Vadim Perelman e Shawn Lawrence Otto, baseado em livro de Andre Dubus III
Com: Jennifer Connelly (Kathy), Ben Kingsley (Massoud Amir Behrani), Ron Eldard (Lester), Frances Fisher (Connie Walsh), Kim Dickens (Carol Burdon), Shohreh Aghdasloo (Nadi), Jonathan Ahdout (Esmail), Navi Rawat (Soraya), Carlos Gómez (Tenente Alvarez). 126 min. WARNER
:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 12:34 AM [+] ::
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